coxinha do myr

Nota do pasteleiro: /5

COXINHA DO MYR – Minha mãe é uma peça (2012)

A LOUCA” de Niterói

Com pouco mais de uma semana em cartaz, o filme “Minha Mãe É Uma Peça” conseguiu mais de 1 milhão de espectadores, muitas criticas positivas e tem deixado o autor do filme mais louco que a sua personagem, a Dona Herminia, com publicações no instagram expondo a alegria dessa conquista. Para quem não conhece, Paulo Gustavo é “aquele careca do Multishow”. Aquele cara engraçado que se popularizou com videos no youtube com a personagem “Sra. dos Absurdos”. Se você não se lembra, vai lá e pesquisa os videos e preste atenção nos textos absurdamente inteligentes do cara. (Nesse trecho eu já assumo que sou fã dele)

Chegando nos cinemas com o filme adaptado da peça teatral homonima, ele entra em um território perigoso. O Brasil vem produzindo ótimos filmes, mas as comédias ainda são caracterizadas pelo público como “Eu espero a Globo passar, daí eu vejo em casa!” (isso aconteceu com muita gente que era tão fã de Luís Fernando Guimarães e Fernanda Torres, mas não pisou no cinema em nenhuma das versões de “Os Normais“). A fórmula do filme é aquela já esperada: palavrões a-dar-com-pau. Mas tudo numa combinação muito bem construída, com personagens que representam situações do cotidiano de muita família tupiniquim. A história se passa em Niterói e conta a história de Dona Herminia (Paulo Gustavo) que é mãe de três filhos e separada do marido, Carlos Alberto (Herson Capri). Logo de cara, antes do letreiro do filme encher a tela, o espectador já consegue enxergar o rumo que a história tomará e que será um filme recheado de narrativas da heroína da história. E isso é um respeito à adaptação da peça original, onde o Paulo Gustavo fica sozinho em cena, com um monologo apresentando o cotidiano dessa dona de casa com seus filhos.

Os personagens estão fiéis aos que o público já “conhecia” das apresentações no teatro e do programa 220volts, no Multishow. Mas o que ninguém esperava era como cada ator assumiria tão bem o personagem e mantivesse o filme muito equilibrado (Eu mesmo, fui ao cinema achando que apenas o Paulo Gustavo fosse segurar a onda.). Fui ver o filme logo no segundo dia em cartaz, pois estava com receio que na minha cidade eles tirassem para colocar qualquer outra sala com mais uma sessão de “Hangover 3“. Estava com muitos amigos e todos nós encaramos o filme como uma auto-biografia do autor muito divertida. No meio, eu já estava esperando a continuação com “Minha Mãe É Uma Peça 2” e as novas aventuras da dona de casa carioca (Não, isso não é nenhum spoiler. Apenas um sentimento de ansiedade para que o projeto continue firme) e no final, ao som de “Sandra Rosa Madalena” do Sidney Magal, eu me encontrava sem ar após rir tanto.

Se você está em sua casa esperando pelo CQC ou A Grande Família começar na TV: saia do sofá e pague um jantar leve com a(o) namorada(o) antes da sessão de “Minha Mãe É Uma Peça”, pois rir de barriga cheia vai te deixar com desconforto depois. Dica de mãe.

Escrito por Eduardo Myr

Postado por: Fábio Campos
Frito em 1 de julho de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

COXINHA DE FRANGO DO MYR – O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus

O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus (The Imaginarium of Doctor Parnassus)

Há um certo tempo o mundo parou para idolatrar Heath Ledger, reconhecendo o talento do cara só após ele interpretar um homosexual que dá uma fugidinha numa montanha aí… fazendo ele surgir no cenário de Hollywood, como “o ator que merece trabalhos ousados”. Confiando nisso, apareceu então a oportunidade dele se tornar o Joker (coringa) e desbancar Jack Nicholson (que muito além de representar o papel na época, fez com que se tornasse símbolo da identidade do personagem).

Recapitulando, foi isso que aconteceu, a imagem do cara ia se tornando associada a personagens fortes e que exigissem uma interpretação muito peculiar que Heath estava encarando nos últimos tempos, mesmo colocando em jogo o posto de “galã”… Por que eu falei tanto de Heath Ledger, se o post é sobre apenas um filme?

Porque muitas pessoas conhecem esse filme apenas por ter sido o último filme da carreira de Ledger, ele morreu durante as gravações, com toda aquela situação que envolvia intoxicação e tal… ou seja, o cara pirou. (forçando a perder o controle e bater-as-botas sem ver os resultados, como um Globo de Ouro e um Oscar por ator-coadjuvante EM DARK KNIGTH)

MAS VAMOS FALAR DE COISA BOA!

Ledger faz um papel no filme, de um forasteiro/trambiqueiro suicida (piada pronta) que surge na vida da garota, filha de Dr. Parnassus. Tá, mas a beleza do filme não está num romancezinho proibido. A história faz muita alusão ao poema de Fausto, quanto ao fato de Parnassus fazer vários jogos, criar pactos com o Diabo, apenas por ser ambicioso demais. (no fundo ele só queria contar suas histórias… porque o mundo é feito de histórias, e se elas param de ser contadas, talvez o mundo pare)

O velho então após esse pacto, se torna imortal e sai pelo mundo contando histórias e manipulando a mente das pessoas, através de sua própria mente. Quando passar pelo espelho de seu teatro ambulante e chegar ao Mundo Imaginário do Dr. Parnassus, a pessoa se encontra com aquilo que mais lhe agrada. Mas também se depara com a sedução do “pecado”, fazendo com que quem está ali dentro tenha que decidir entre o que oferece sua própria mente (estimulada por Parnassus) e o que lhe reserva as manipulações do Diabo.

Muito além do que a simples briga entre o bem e o mal, sobre o certo e o errado.

MOTIVOS PARA VOCÊ CORRER VER ESSE FILME AGORA!

Arte, cores e ousadia, tudo em efeitos visuais que passam longe de se tornarem apenas “coisa de criança-grande”.

A identidade dos personagens, caracterização e maquiagem.

O resgate de cenários feitos à mão por atores que saem pelas ruas em teatros ambulantes, vendendo histórias ricas e cheias de detalhes coloridos, a troco de centavos para comprar comida.

A direção de Terry Gilliam que tem o dom da loucura após anos de Monty Python e consegue selar perfeitamente um roteiro danificado pela perda do ator “essencial em cena”, acrescentando três outros caras para encarar o desafio do personagem.

Falando nisso… mulheres, filme com Heath Ledger, Jude Law, Johnny Depp e Colin Farrell aparecendo em cena… #ficadica

Homens, não se sintam mal… Lily Cole, mesmo tão jovem, consegue uns bons suspiros com aquela correntinha no tornozelo.

O Mundo Imaginário de Dr. Parnassus é um filme que você precisa ver para fazer questão de ter coisa boa para comentar com os amigos. E se você é colecionador de bons filmes, Parnassus precisa estar na sua estante.

O artigo acima foi escrito pelo nosso colaborador Eduardo Myr

Postado por: Fábio Campos
Frito em 2 de fevereiro de 2011
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Nota do pasteleiro: /5

COXINHA DE FRANGO DO MYR – Drew Struzan

Coxinha de Frango é uma coluna do meu amigo Eduardo Myr,para quando ele quiser falar de cinema, e como ele tem um jeito todo dele de ver os filmes e as artes nele, resolveu logo de cara falar de um artista que faz as artes em cartazes de filmes, espero que vocês gostem.

Drew Struzan é o artista norte-americano que se responsabiliza por deixar todas as capas e cartazes, das campanhas dos filmes
STAR WARS e INDIANA JONES charmosas como devem ser. Drew usa técnicas manuais e uma habilidade monstruosa em exibir uma realidade iluminada e colorida.

Esses belos cartazes de cinema pintados à mão estavam em declínio com a chegada das manipulações em softwares, capazes de resultados perfeitos em menos tempo, favorecendo a divulgação da indústria cinematográfica. Não para Drew Struzan que manteve seus traços presentes e requisitados em lançamentos especiais.

Sobre a busca da expressão apresentada em todas suas obras, o artista diz:
“Pursue peace, pursue kindness”
(buscar a paz, perseguir a felicidade)

Os filmes de George Lucas contam com o brilho dessas cores. O que também lógicamente colaborou para que as obras se tornem itens necessários em coleções de filmes.
A imagem dos atores pintadas nas capas ajudavam o conteúdo a se tornar o sucesso que é até hoje, após anos de lançamento mundial. Foram três capas entre 80 e 90 e mais outras três após o ano 2000 para Star Wars. E as ilustrações dos filmes Indiana Jones até o recente lançamento, “Reino da Caveira de Cristal“.

HARRISON FORD

O ator já foi retratado em vários cartazes de filmes feitos pelo artista. Em Blade Runner, na trilogia de Indiana Jones e em suas participações na saga Star Wars. Podemos acompanhar a evolução na carreira do ator e até mesmo seus traços e marcas da idade sendo pintadas à mão.

Toda ilustração de Drew tem como maior referência o realismo das formas e a iluminação ofuscante. Sua identidade é facilmente reconhecida, não somente pelos fãs das séries de filmes, mas também por artistas do ramo.

Para conhecer mais, acesse aqui e conheça outros títulos de filmes que ele ilustrou materiais de divulgação e que certamente você já viu nas telonas do cinema.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 16 de janeiro de 2011
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