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Nota do pasteleiro: 4/5

Samurai X o Fim de uma lenda o Inferno de Kyoto (2014)

Samurai X é uma das minhas animações preferidas, adorava assistir pela Globo logo de manhã ou pelo Cartoon, naquela época a violência não tinha limites e ver sangue voando durante uma luta de espadas era comum para qualquer um, hoje em dia se isso acontecer acho que na manhã seguinte tem uma lista de pessoas na porta no dia seguinte solicitando que tirem do ar, bem criticas a parte, resolvi assistir no Netflix os dois filmes que faltavam para eu completar a trilogia, ambos adaptam a melhor saga do Anime

Antes de falar qualquer coisa é de se bater palma essa iniciativa de fazer um filme no Japão, com um anime tão popular sem ter de recorrer aos atores americanos, o que com certeza queimaria a adaptação de maneira espetacular, como aconteceu por exemplo com Dragon Ball, outro ponto a se destacar é a caracterização que é muito bom, os visuais foram muito fieis, e deu gosto de ver.

Pois bem a trama desses dois filmes, que meio que se completam seguem o antigo retalhador e agora pacato Kenshin Himura (Sato Takeru) que tem de enfrentar agora um adversário realmente incrível chamado Shishio Makoto (Tatsuya Fujiwara ) que parece ter uma técnica melhor que a dele e conta ainda com uma trupe de criminosos que pretendem dominar o Japão.

Bem em relação ao filme e as lutas em si ambas as produções foram impecáveis, a luta final, na qual Shishio luta com 4 oponentes, quase ao mesmo tempo é uma sequencia brilhante e uma das minhas preferidas nos filmes, o maior pecado dos filmes para mim é a forma como eles cortam as melhores lutas do filme, enquanto as lutas de Kenshin são espetaculares, as dos seus amigos chegam a ser medíocres o Juppongatana é mostrado de uma maneira super rasa, e todas as lutas legais que acontecem entre eles são cortadas ou mal feitas, parecia que depois do treinamento entre Kenshin e seu mestre, momento esse que achei por demais demorado, existe uma pressa para chegar na luta final, que até irrita, tamanho o descaso com os outros personagens. A participação do Aoshi (Yusuke Iseya)  então é quase insignificante ele acaba meio perdido no meio da trama e você não consegue captar a essência dele.

 

 

Para mim apesar dos defeitos o saldo geral é positivo e o filme conseguiu aos trancos e barrancos, levar a trama e seus personagens de maneira satisfatória, é claro que o maior desenvolvimento ficou por conta dos protagonistas que tiveram mais tempo de tela para trabalharem suas histórias, porém o resultado é uma produção com uma qualidade com certeza melhor do que a que viria em uma produção norte-americana, pelo menos em termos de roteiro, para quem curtia a animação, vai adorar esse live-action, feito com muita qualidade eu recomendo, e ainda tem todos no Netflix.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 6 de outubro de 2016
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