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Nota do pasteleiro: 4/5

Luke Cage – 1ª Temporada

Quando se começou a falar sobre as séries do Defensores e os heróis que integrariam o grupo, sempre achei que o mais complicado de levar para o mundo das séries seria Luke Cage, afinal apesar de ser um personagem das antigas, criado em 1972 por John Romita, George Tuska e Archie Goodwin, ele só teve um destaque maior, pelo menos ao meu ver, após a saga Motim, que remodelou os novos Vingadores, e Brian Michael Bendis, que deu uma nova roupagem ao personagem. Voltando à série da Netflix, minha maior preocupação era por conta do repertório fraco do personagem, ele tinha poucas histórias grandiosas (minha preferida uma que saiu pelo Selo Max, na qual seu poder mal é explorado), além disso, a primeira impressão que tive do personagem na série da Jessica Jones foi bem ruim, e acabei perdendo ainda mais o interesse por ele.

Então dia 30 de setembro, quando a Netflix liberou a série completa, resolvi deixar essa minha má impressão de lado e dar uma chance a série.
Bem, quando comento sobre a série as perguntas que me fazem são sempre as mesmas – “A série é melhor que Demolidor?”. Para mim não. “A série é melhor que Jessica Jones?”. Para mim é. “Ela é igual às duas?” Não nem um pouco, ela tem uma identidade única.

Nova moda no Harlem

Falando um pouco do roteiro, a história foca em Luke Cage (Mike Colter) tentando tocar sua vida após os incidentes que ocorreram na série Jéssica Jones, para isso ele acabou se mudando para o Harlem, um bairro em Nova York muito importante para a cultura negra. Lá ele começa a trabalhar na barbearia do Pop (Frankie Faison, que eu adorava em Banshee e aqui está ótimo também). Porém essa pacata vida acaba tendo um fim quando seu mundo se choca com o de Cornell ‘Cottonmouth’ Stokes (Mahershala Ali) e sua prima, a vereadora Mariah Dillard (Alfre Woodard), não bastasse isso, o passado criminoso de Cage o persegue através da figura da policial Misty Knight (Simone Missick).

Tio Ben?

Para alguém que, assim como eu, estava assistindo à série esperando uma tremenda bomba, os primeiros episódios foram muito bons, eu adorei o clima, a áurea da cultura negra que invocaram na trama ficou ótima, você realmente consegue se encaixar na história e se importar com os personagens. Alguns vilões são tão bem construídos que você consegue em alguns momentos até mesmo sentir empatia por eles, entender em parte suas motivações, mas é claro que também existem aqueles vilões no estilo Marvel, em especial o grande vilão da série interpretado de maneira canastrona por Erik LaRay Harvey. Deviam ter dado mais tempo a Alfre Woodard, que conseguia botar banca sempre que aparecia; já Theo Rossi, que eu adorava ver se ferrar em Sons Of Anarchy, tem uma participação bem discreta, parecendo mais um coadjuvante de luxo sem mostrar muito a que veio.

Ah se o Punho de Ferro descobre

Em relação a Mike Colter, parece que seu Luke Cage não é o protagonista da história, ele com certeza é um ator pior que seus companheiros, afinal Charlie Cox e Krysten Ritter têm muito mais talento do que ele, porém o que o se salva é o Harlem, os antagonistas e os seus coadjuvantes. Vale destacar que Simone Missick e a Rosario Dawson desenvolveram bem mais as suas personagens do que o protagonista. Por sinal, Harlem para mim é a principal diferença da série

A trilha sonora contribui e muito também, você consegue realmente se ligar ao local. Os antagonistas iniciais representados pelos primos Mariah e Cottonmouth caíram muito bem na trama, e todo o desenvolvimento deles é muito bom. A série dá uma ligeira decaída quando os dois ficam de lado e inserem um novo elemento na história, e para mim cada vez fica mais claro que esse segundo ato das séries do Netflix sempre acaba se perdendo, é só lembrar da segunda temporada de Demolidor e ver que isso já está virando um fato.

Abaixo vou falar algumas curiosidades sobre a série. Coisa de fã e para quem já assistiu e quer encontrar referências do universo Marvel.

– Em relação ao Demolidor, a personagem Claire (Rosario) a todo momento fala que tem um amigo advogado que pode ajudar Luke. Ela fala isso diversas vezes só para nos instigar a ver logo essa cena, porém no final ela acaba não acontecendo. Outro ponto é a presença do Turk (Rob Morgan), que é um dos capangas do Rei do Crime na barbearia onde Luke trabalha, ele inclusive é responsável por causar o incidente trágico que faz a trama girar.

– O Justiceiro é mencionado pelo Black Tower (Stephen Rider), aquele promotor que tinha aparecido na série do Demolidor.

– Ben Donovan (Danny Johnson), o advogado do Rei do Crime, aparece na série também defendendo os primos vilões.

Olha eu aqui novamente :D

– Jessica Jones quase nem é mencionada, uma fato que achei bem bizarro, já que Luke teve uma participação grande na série dela. Outra personagem com participação maior é a Trish a amiga da Jessica, que aparece em um dos episódios falando no seu programa de rádio sobre Luke Cage.
– O Punho de Ferro não é mencionado em nenhum momento. Somente no final vemos a Claire (o Nick Fury da Netflix) pegando um papel para treinar Kung Fu com uma tal de Collen Wing, que para quem não sabe, é uma coadjuvante do Punho de Ferro.

Olha o Punho de Ferro ai gente

– Justin Hammer o inimigo do Homem de Ferro 2, rival do Tony Stark e que acaba preso no final do filme, parece ainda manter sua indústria de armas, já que a maioria das armas que aparecem no filme parecem vir dele.

Companheiro de Cela?

– A participação de Stan Lee é só através de foto mesmo, numa cena bem simples.
– Os vingadores são mencionados sempre falando do incidente do primeiro filme ainda, o que nos dá a impressão de que ainda não aconteceram nos universos das séries os eventos de Vingadores: A era de Ultron, e nem de Capitão América: Guerra Civil. Inclusive se bate na mesma tecla várias vezes a respeito de pontos do terceiro filme do Capitão, como o fato das pessoas questionarem a ação dos vigilantes.
– Por último, existe uma menção bem simples a Johnny Blaze, o segundo Motoqueiro Fantasma. Sabendo que Agentes da Shield já estão desenvolvendo um personagem com os mesmos poderes, será que existe a possibilidade de uma série com outro Motoqueiro como protagonista?
Bem acho que é isso, quem reparou alguma outra coisa ou tem algo a dizer sobre a série, deixe seu comentário abaixo e participe.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 3 de outubro de 2016
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