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Nota do pasteleiro: 2/5

A Bruxa (2016) – por Luiz Fernando Pierotti

A história se passa na Nova Inglaterra, no ano de 1630, quando a família de William (Ralph Ineson) é expulsa de sua pequena comunidade, acusados de exercerem um cristianismo pouco ortodoxo e condenável. Sem lugar para ir, William leva sua família à uma estranha casa no campo, ao lado de uma floresta tão estranha quanto, onde a presença do mal parece espreitar a todos.

 

Após alguns acontecimentos inexplicáveis ocorrerem, acontecimentos estes aparentemente praticados por uma bruxa da floresta, William e sua esposa Katherine (Kate Dickle) passam a suspeitar de seus próprios filhos, e julgando a mais velha, Thomasin (Anya Taylor-Joy) como uma bruxa pactuada com o próprio mochila-de-criança. A Bruxa teve uma hype gigante quando foi exibido nos primeiros circuitos de cinema. “Um filme extremamente desconfortável”, “um filme que não deve ser visto” e “um filme que expõe cruamente o terror das seitas” eram comentários frequentes e eu, como adorador de filmes de terror, mal podia esperar para assistir essa obra. Porém, além de um amante de histórias e terror, também possuo um senso crítico dos mais exigentes para esse tipo de gênero, o que me fez florir um sentimento muito especifico por esse filme: decepção.

Não posso reclamar da fotografia ou do clima exibidos no longa, que realmente traziam uma aura de obscuridade e estranheza no ar. As atuações têm pontos altíssimos que se assemelham muito a técnica mais teatral, e o figurinos, cenário e caracterização está impecável. Ok, então você me pergunta: “mas se está tudo bom, porque você se decepcionou, seu trouxa”? E eu respondo! Porque o principal do filme, o terror, simplesmente não deu as caras.

Confesso que talvez seja por um limite próprio que possuo, ou por já não ser mais tão surpreendido há algum tempo, mas simplesmente não senti o terror de que tanto falavam Não me assustei por nenhuma vez. Não me arrepiei ou tive a vontade inconsciente de olhar para trás na expectativa de me sentir seguro. Aconselho o filme para aqueles mais assustados, talvez esses consigam sentir toda aquela hype de que falavam, mas se você é daqueles que não costumam se assustar fácil, vai ver um filme muito bem produzido, e só isso.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 4 de julho de 2016
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