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Nota do pasteleiro: 4/5

Demolidor – 2° temporada

Com o passar dos anos, a gente vai mudando um pouco de gostos em relação aos heróis de quadrinhos, e as histórias que lemos, eu, por exemplo, sempre fui um fã de X-men, adorava os mutantes, conhecia e ainda conheço todas as suas formações, e acabava meio que deixando de lado o outro universo da Marvel, com Vingadores, Inumanos, Hulk e Quarteto, porém com o passar dos anos acabei me apegando a alguns heróis, após uma fase fenomenal do Michael Bendis em Demolidor, acabei virando fã do personagem, a partir daí comecei a caçar histórias do seu passado e cada vez me dei mais por satisfeito, afinal o diabo vermelho da Marvel é um dos personagens que mais tem boas histórias. Passado um tempo outro herói urbano me chamou a atenção, e foi a vez de eu acabar gostando muito das histórias do Justiceiro, escritas pelo Garth Ennis, eu curtia muito a fase mais séria do personagem, apesar de achar interessante o tom de violência gratuita e cômica dos primeiros arcos do roteirista.

Tudo isso para falar o quanto eu estava empolgado com essa segunda temporada do Demolidor, afinal iam aparecer dois personagens que curto muito, o Charlie Cox tinha arrasado como Matt Murdock na temporada passada, e voltou para a segunda temporada ainda mais capaz, e conseguindo deixar o herói ainda mais perto da sua contraparte dos quadrinhos, em relação ao elenco de apoio Elden Henson está muito bem no papel do Foggy Nelson, ele conseguiu ajudar a mostrar o lado tribunal da série, apesar de sempre acabar se ferrando com cada reviravolta. O ponto fraco fica por conta da Karen Page, não que a atriz Deborah Ann Woll esteja má na série, mas é que o seu personagem acabou servindo para cobrir um buraco da temporada passada, que voltou a atacar nesse segundo ato, a morte do Ben Urich, sem poder contar com ele para ser o investigador da série, que liga os fatos e descobre aos mistérios, esse papel acabou com a moça, que teve ainda de ser a sidekick do Justiceiro e o par romântico do Matt, tudo isso acabou deixando a sua trama bem chata.

Metiú – Chamado o Demolidor com sotaque “grego”

 

Bem essa segunda temporada não focou só nos personagens antigos, e tivemos a adição de novos personagens, no caso Frank Castle, também conhecido como Justiceiro (Jon Bernthal) e a Elektra (Elodie Yung), devo confessar que não sou muito fã desse lance de ninja, e nem da Elektra, acho a personagem bem sem sal, aqui ela ganha um pouco mais de emoção, muito por conta da atriz, e da forma como sua personagem entra na trama, porém eu não acho que ela convence muito como alguém por quem o Matt sente algo, parece que falta química aos dois, as motivações da personagem e a reviravolta da sua trama, são outras partes que achei meio que desastrosas. Em relação ao Justiceiro, tenho que render mais elogios, suas cenas são sempre interessantes, destaque para interação dele no tribunal e mesmo a relação dele com a Karen, acabaram sendo pontos bons, só achei muito apressado a conclusão sobre quem era o grande bandido por trás da morte da sua família, ficou uma coisa muito corrida, achei que poderia deixar isso para explorar na série dele, afinal após aquele final, alguém ainda acha que o cara não merece uma série super violenta feita pelo Netflix?

 

Tem certeza que quer machucar meu cachorro?

 

A de se destacar também a presença do Wilson Fisk ou Rei do Crime (Vincent D’Onofrio), afinal não tem como ver aquele cara em tela e não sentir um certo respeito, tá certo que a trama dele com o Justiceiro foi meio que uma solução para tirar o Justiceiro da cadeia, mas a conversa do Matt com o Rei foi uma das cenas mais interessantes da temporada, e rendeu muita coisa que com certeza veremos desenrolar no futuro.

Uma coisa que essa temporada não explorou tanto foi uma ligação com os filmes, eu não reparei quase nenhuma referência ao mundo dos cinemas, a única coisa que podemos considerar como ligação, são algumas atitudes para controlar as atividades dos “vigilantes” coisa que será explorado em “Capitão América: Guerra Civil”, de resto sobram muitas ligações com as séries do Netflix, em especial Jessica Jones, na qual alguns personagens da série aparecem, e também a presença do “Nick Fury” da Netflix ou seja a Claire Temple (Rosario Dawson” que serve para ligar todas as séries.

Sentado esperando o Justiceiro fazer a limpa

No saldo geral a segunda temporada de Demolidor cumpre bem seu papel, eu senti falta de um vilão grandioso na série, mas deu para entender que essa temporada acaba se dividindo em duas parte, um arco com o Justiceiro e outro com a Elektra, no final os dois acabam tendo uma pequena ligação. As lutas são outro ponto muito bom na série, a cena da luta no corredor se repete com uma luta também épica, a do Justiceiro na prisão é outro momento muito bom. Para mim a série está ótima, só acho que ela criou um pouco de barriga em algum momento e escorregou um pouco com o personagem da Karen Page. No aguardo da próxima temporada e de uma série do Justiceiro.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de março de 2016
0 comentários

2 thoughts on “Demolidor – 2° temporada

  1. Excelente crítica, muiyo conpleta nos detalhes, e acredito que vai ao encontro com o sentimento é perspectivas de diversos fãs.
    Acrediyo que uma maior referência aos filmes, easter eggs, devem acontecer a partir da terceira temporada,uma vez que os novos filmes estarão bem abertos a estes outros heróis.
    Parabéns. \0/

    1. Opa que bom que gostou, realmente uma terceira temporada será perfeita com todos esses elementos que temos, só nos resta esperar “Os Defensores” aparecerem primeiro. Obrigado pela Visita 😀

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