pingando óleo
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Nota do pasteleiro: 4/5

Steve Jobs – 2015

Nunca foi um dos entusiastas do Steve Jobs, talvez por não ter nunca mantido contato muito direto com os aparelhos que ele ajudou a vender pelo mundo, não consigo ter essa visão dele como um grande personagem, e por isso também talvez toda essa comoção que parecer cercar sua figura a ponto de render em tão pouco tempo dois filmes relacionados a sua vida.

Devo confessar que não assisti ainda “Jobs” o filme estrelado por Asthon Kutcher que conta a história de Jobs, por isso o pouco que tinha de familiaridade com a figura do Steve e sua vida tinha vida de uma produção mais antiga porém muito boa chamada “Piratas do Vale do Silício” um filme muito interessante que conta a relação de Jobs e Bill Gates, pois bem deixando um pouco o passado de lado vou falar dessa mais recente produção estrelada por Michael Fassbender que já digo desde já está muito bom no papel de protagonista.

No filme não temos uma linha de tempo que acompanha a vida de Jobs desde o seu nascimento até sua morte, na verdade o filme se pauta na relação do protagonista com algumas pessoas que marcaram sua vida, como sua assessora Joanna Hoffman (Kate Winslet) que passa parte do filme tentando ser o ponto do equilibro de Steve, Steve Wozniak (Seth Rogen num papel sério) que mostra um pouco como era a relação de Jobs com seus amigos, John Sculley (Jeff Daniels) o mentor e chefe do protagonista e por final sua filha Lisa Brennan e a relação de amor e ódio que ela tinha com o pai.

A produção como eu disse apesar de ser uma biografia, foge um pouco do lugar comum ao pautar a história em momentos importantes da vida de Steve Jobs, focando um pouco na sua relação as pessoas minhas próximas a ele, e a forma como ele via o mundo, Fassbender dá um show de atuação, mostrando os destemperos do protagonista, um homem que hora parece um visionário e em outras um egocêntrico, essa faces dele ficam claras até no seu relacionamento com os outros, por diversos momentos um monstro surge no papel principal e logo depois desaparece deixando só a figura de um homem agoniado.

Para mim é uma boa produção independente do protagonista, a atuação de Fassbender é excepcional, e não tem como não bater palmas para o seu trabalho, outros pontos positivos, são o roteiro do Aaron Sorkin e a direção do Danny Boyle que foram simplesmente ótimas. Um filme imperdível para quem curte biografia ou quer conhecer um pouco mais sobre esse gênio dos pés de barro.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 14 de março de 2016
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