pingando óleo
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Nota do pasteleiro: 3/5

Joy – 2015

Não sou um desses fãs de cinema que odeia o David O. Russel que acha que ele representa tudo que existe de errado no mundo e que seus filmes são desculpas para ele colocar a Jennifer Lawrence como protagonista, e o Robert DeNiro e o Bradley Cooper fazendo pontas.

Acho que ele é um diretor comum, que acabou ganhando um pouco de status por algumas produções que agradaram a academia, como “O Lado bom da Vida” um filme bem comum para mim e “Trapaça” esse último uma produção chata e arrastada, porém esse charme parece estar acabando tendo em vista que sua última empreitada “Joy” acabou não sendo esse sucesso todo, tendo somente uma indicação, sem vitória, para Jennifer Lawrence como melhor atriz.

O que? Vocês realmente vão ver esse filme?

Em “Joy” podemos ver como o trabalho do diretor já cai num marasmo com um enredo um pouco chato, o filme que conta a história da inventora do esfregão, tem tudo para ter um enredo praticamente apoiado em um daqueles dramas de superação, porém ele falha grandiosamente em desenvolver isso nos minutos iniciais, ao tentar dar um tom mais de arte e filosofia a uma história simples, que não precisava de tanta enrolação, para mim o filme só engrenou lá pela metade quando deixou de querer ser mais do que podia, e começou de fato a focar na história da protagonista, e ai sim engrenar na trama de superação que é o tema central da produção.

Nos três aqui ganhando uma grana para o David

O filme com certeza vai figurar naquelas listas de superação em empreendedorismo que vemos em diversos sites, por ai, de fato a história da protagonista é muito interessante sobre esse aspecto, porém o filme demora demais a entrar nisso, e quando de fato o faz, acaba deixando que está assistindo meio perdido, sobre aonde se centrar, na figura amargurada da protagonista, e ou na sua família disfuncional.

“Joy” acabou sendo mais um desses filmes, que assisti e que vou lembrar bem pouco da trama, se algum dia passar na televisão com certeza vou assistir só nos momentos que tem alguma cena interessante, e com certeza vou esperar passar os minutos iniciais para poder chegar logo na parte relevante a da história, só espero que no ano que vem não tenhamos mais uma vezes um desses filmes médios “camuflados” por um elenco de bons atores e um diretor que vive de status concorrendo ao Oscar.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 13 de março de 2016
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