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Nota do pasteleiro: /5

Dançando no Escuro (2000)

Lars von Trier é um diretor que consegue mesclar ótimos filmes como “Dogville” e “Manderlay” com produções mornas como “Melancolia” e longas polêmicos como “Ninfomaníaca” e “Anticristo”, em “Dançando no Escuro” ele tenta chegar ao seu ápice, o filme protagonizado pela Björk é um grande dramalhão, repleto de momentos de cantoria e uma trama arrastada, formula essa que não me agradou mas que acabou sendo impactante para alguns, a ponto de apontarem até hoje como sendo esse um dos melhores trabalhos do diretor.

O filme conta a história de Selma (Björk) uma mulher que tem uma doença degenerativa nos olhos, que faz com que pouco a pouco ela perca a visão, frustrada com essa perspectiva, ela passa os dias trabalhando em uma fábrica em busca de um pouco de dinheiro para pagar a cirurgia do filho e evitar que ele também fique cego.

Nesse enredo dramático que Lars construí a sua história, intercalando momentos musicais, com uma trama carregada o diretor consegue explorar o melhor da Björk, eu de fato me surpreendi com a atuação da moça, tá certo que em alguns momentos fica claro a inexperiência dela, especial em relação a sua postura na hora de atuar e falar, porém isso pode muito bem ser justificado como uma forma de interpretação.

No geral “Dançando no Escuro” é um daqueles filmes que você demora a criar uma simpatia, e mesmo assim não acontece com todo mundo, eu no meu caso achei a trama muito melodramática o que para mim acabou influenciando no desenvolvimento meio parado do filme. O desfecho da trama apesar de triste é meio que esperando desde o inicio.

Nota do Fábio Campos – 6,5

Postado por: Fábio Campos
Frito em 11 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

(500) Dias com Ela (2009)

Acho que “500 dias para ficar com ela” é um dos filme que as pessoas mais se identificam, creio que isso acontece porque sua trama navega em uma situação que já aconteceu com muita gente, afinal quem nunca se apaixonou pela pessoa errada, ou ainda se viu tendo uma pessoa super legal apaixonada por você, porém vocês não tinham aquela química e só ela não percebia?

A trama do filme acompanha Tom (Joseph Gordon-Levitt) um cara que ganha a vida escrevendo mensagens de cartões de felicitações, que acaba um dia durante o trabalho conhecendo Summer (Zooey Deschanel), a quem ele julga ser a mulher dos seus sonhos.

Para mim esse filme tem uma capacidade interessante de expressar um relacionamento, que foge e muito dos padrões comuns que vemos em outras produções, primeiro que ele tem coragem de mostrar uma mulher que pode ser vista por muitos como odiosa, mas que é uma pessoa comum, que tem anseios desejos, e que as vezes só quer realmente a amizade de um homem (é caras isso existe) e temos como paralelo aquela cara comum, que um dia se apaixona por uma mulher que é legal demais, e combina muito com ele, e acha que aquela é a pessoa certa, porém nem sempre as coisas são fáceis, e essa dinâmica toda do relacionamento e muito bem transmitida durante o filme, através de uma linguagem que trabalha com as linhas de tempo indo para frente e para trás, nos mostrando como a relação dos dois floresce e acaba.

Apesar de não achar que o Joseph Gordon-Levitt e a Zooey atuam super bem no filme, tenho que admitir que eles não comprometem a história e ajudam a fazer criar simpatia ou antipatia por seus personagens, além disso Marc Webber, que ferrou a carreira quando foi dirigir Homem-Aranha, conduz bem a história deixando o filme sem aquele ar chato, a escolha da narração em off para mim foi outro acerto e que deixou o longa mais interessante ainda para se assistir.

Com certeza é uma excelente opção para se assistir, especialmente se tomou um pé na bunda recentemente, ou se está atrás daquela pessoa certa, apesar de ser um filme com mais drama que comédia, o final deixa um sinal de esperança, e só espero que ele não criei uma continuação, saída tão ruim para ganhar mais lucros em cima de longas bons como esse.

Nota do Fábio Campos – 8,5

Postado por: Fábio Campos
Frito em 10 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Inimigos de Sangue

Inimigos de Sangue” explora aquele velho lenga lenga que já conhecemos, dois caras que se odeiam, aqui um bandido procurado e um policial determinado a captura-lo tem que unir forças para derrotar um terceiro elemento bem mais perigoso.

Estrelado pelo nosso querido professor Xavier o ator James Macvoy, e pelo ator com cara de vilão Mark Strong, essa produção inglesa tem todos os elementos para um filme desse gênero, inclusive com pitadas de tiros e traições que são para quem já viu produções com esse estilo de uma obviedade sem tamanha.

O que mais chama a atenção no filme é sua falta de originalidade, por exemplo tem personagens na história que você percebe logo de cara que serão descartáveis e serviram mais como gatilho para outras situações do que de fato para contribuir a história. Curioso também e a presença do ator David Morrissey no filme, que para quem não lembra interpretou o Governador no seriado Walking Dead, vendo o coitado nessa produção, podemos perceber que de fato não podemos jogar toda a culpa do seu plot no seriado por conta do roteiro, já que o cara também não é um grande ator.

O filme é mais uma daquelas tentativas de explorar produções de dois caras diferentes trabalhando juntos, coisa que já vimos milhares de vezes no cinema, porém é complicado ver um cara com jeitão de bom moço como o Macvoy querendo parecer um policial durão, já Mark Strong novamente repete a sua atuação de vilão, que parece que se tornou sua marca, então ele liga no automático, e em cinco minutos você já entende que ele é um cara perigoso e pode derrotar o esquadrão da policia com um botijão de gás. Não é um filme que mereça muita atenção, mas com certeza vai ser uma ótima opção para quem gosta desse gênero, só não espere ver algo que fuja do lugar comum.

Nota do Fábio Campos – 5,5

Postado por: Fábio Campos
Frito em 9 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Mais que mel (2012)

Há alguns anos li diversas reportagens sobre como o número de abelhas no mundo tem caído, e como isso de certa forma pode impactar no mundo, por isso quando tive a oportunidade de assistir esse documentário de 2012.

Dirigido por Markus Imhoof o documentário faz uma trilha interessante, mostrando um pouco como funciona a vida dos apicultores, dos mais velhos, que ainda utilizam dos métodos mais antigos, aos mais novos, que transformam a produção de mel em algo quase industrial, eu tenho que confessar, que assim como quando assisti alguns documentários sobre a forma como alguns animais como vacas, porcos e galinhas são tratados antes do abate, também me senti um pouco envergonhado como ser humano a forma como algumas pessoas tratam as abelhas, no caso como alguns apicultores de liberalmente manipulam e prejudicam a forma como as colmeias se formam, tudo com a intenção de buscar mais mel.

O documentário de origem Suíça tem uma narrativa interessante, fazendo muita alusão a como era a criação de abelhas antes, em relação aos motivos das abelhas estarem desaparecendo não existe uma explicação, porém diversos motivos são apontados, desde os mais comuns como os pesticidas, pragas, e stress.

Como uma linguagem bem interessante, e buscando explorar diversos pontos de vista em vários países é muito sólida a forma como os argumentos são levantados, a presença e o surgimento das abelhas mais ferozes que já atacaram pessoas é outro ponto que também é discutindo. Com certeza um bom documentário para os naturalistas, ou curiosos sobre o meio ambiente como eu.

Nota do Fábio Campos – 7,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 8 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Calvário (2014)

Calvário é um daqueles filmes feitos para chocar, explorando a religião católica, sobre a figura de um padre que mora em uma pequena comunidade, o filme busca caracterizar as formas como os sacerdotes mais tradicionalistas tem que encarar um mundo mais liberal e diferente, no qual o pecado e o cinismo das pessoas faz parte constante da sociedade, além disso os escândalos de pedofilia que cresceram na igreja também se tornam pesos.

Estrelado pelo sempre interessante Brendan Gleeson o longa retrata a vida de James, um padre de um pequeno vilarejo no interior da Irlanda, que durante uma confissão acaba sendo ameaçado de morte. Tendo que lidar com essa situação ele se vê cercado de pessoas que escondem segredos sombrios.

O longa tem direção de John Michael McDonagh que já havia trabalhado com Brendan na ótima comédia de humor negro “O guarda”, porém aqui a dupla acaba criando uma coisa mais sombria, com uma visão que incomoda um pouco quem está assistindo, fazendo o pobre padre James encarar todo tipo de provação, antes do seu ajuste de contas.

O filme tem uma ótima construção, e só peca por se arrastar demais em alguns pontos, outro fator negativo, é que alguns personagens são pouco explorados, o que acaba deixando o filme meio manco na construção de algumas situações, a relação de James com a filha, é outro ponto que apesar de ter algum desenvolvimento se torna meio artificial, e a relação dos dois acaba não tendo muito força. Devo dizer que apesar de suas falhas, algumas bem acentuadas, o filme consegue entregar um desfecho interessante, que foge um pouco do lugar comum, e deixa quem está assistindo um pouco incomodado com o que viu.

Nota do Fábio Campos – 6,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 7 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Lola Versus (2012)

Greta Gerwig é aquele tipo de atriz que fez um papel em um filme que algumas pessoas gostaram, e então resolveu que devia seguir nesse tipo e ficar até alguém dizer chega, atores como Johnny Depp, Nicolas Cage e Robert DeNiro utilizam ou utilizaram dessa técnica por anos, o Adam Sandler só tem a fama que tem por conta disso, porém todos esses atores, tiveram uma fase na vida no qual mostraram seu melhor trabalho e meio que se provaram, para hoje poderem estar se dando ao luxo de fazer alguma porcaria vez ou outra, no caso da Greta em 2012 ela resolveu que se focaria em papeis de mulheres imaturas, tivemos Frances Ha, aquele longa que muita gente adorou e outros como eu odiaram, e também teve Lola Versus, uma produção sem tanto clamor da critica mas que tem como protagonista a mesma atriz, aqui praticamente repetindo seu papel.

Em Lola Versus, Greta faz o papel de Lola uma mulher beirando os 30 anos, que tem um dia sua vida perfeita abalada, quando seu noivo desiste do casamento, sem rumo e nem opções ela acaba se apoiando nos amigos Alice (Zoe Lister Jones) e Henry (Hamish Linklater), porém nem essa ocasional ajuda deles, parece conter a ansiedade da moça por uma solução para sua vida.

O filme como podem imaginar é bem naquele estilo de comédia com drama que parece fazer cada vez mais parte dos roteiros de Hollywood, aqui com uma protagonista sem muito carisma, que fica durante quase todo o filme cometendo burradas, para no final chegar a um entendimento que serve como uma lição de moral dos tempos modernos. Vale destacar no elenco a presença do Bill Pullman que de presidente dos EUA em “Independence Day” acabou se tornando um tiozão que serve mais para fazer figuração.

Nota do Fábio Campos – 4,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 6 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Minha mãe é uma viagem

Sempre gosto de filmes com temáticas familiares, acho por mais que tentem explorar um pouco a comédia como é o caso de “Minha mãe é uma viagem”, não tem como fugir do drama, nesse caso um pouco mais sutil mais ainda presente.

O filme estrelado pelo Seth Rogen, que parece estar em todas as comédias que saem hoje em dia, conta a história de um cara que criou um produto de limpeza inovador, mas que não conseguiu emplacar ainda o produto, para tentar resolver o problema ele decide viajar através do país em busca de um distribuidor interessado na ideia, enxergando uma oportunidade de sucesso através da sua mãe super protetora ele resolve levar ela junto na viagem. Continue reading “FRITOS NA HORA – Minha mãe é uma viagem”

Postado por: Fábio Campos
Frito em 5 de outubro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Boxtrolls (2014)

Boxtrolls foi uma das animações que concorreu ao Oscar esse ano, e perdeu para “Big Hero 6”, com uma proposta interessante a animação conta a história de Ovo, uma menino que foi abandando pelos pais quando pequeno e acabou sendo criado por boxtrolls, inofensivas criaturas que vivem no lixo dos humanos, porém as criaturas acabam sendo acusadas de diversos crimes, e por isso são impiedosamente caçadas por cafajeste chamado Archibald Snatcher, que tem como maior ambição fazer parte da elite da cidade. A trama é baseado no livro “Here Be Monsters”, de Alan Snow.

A animação tem direção de Graham Annable e Anthony Stacchi praticamente o primeiro trabalho dos dois, apesar de já terem trabalhado em outras produções só que com funções diferentes, eu achei que para um primeiro trabalho eles se saíram muito bem, utilizaram de forma interessante à técnica de stop motion, o que atrapalha um pouco é o roteiro, que apesar de tentar fugir um pouco dos padrões acabou se apoiando em diversos clichês, porém por ter um foco mais infantil acho que é até aceitável isso, o que é curioso sobresser ser direcionado ao publico mais jovem é a linguagem da animação que é bem sombria e toca em pontos como tortura e morte.

Como uma opção para fugir das produções Disney e Pixar acho que Boxtrolls se mostrou uma saída interessante, não acho que ele foi injustiçado por não ganhar o prêmio no Oscar, apesar de ser uma produção interessante está longe do patamar das animações orientais que são bem mais reflexivas e profundas.

Nota do Fábio Campos – 6,5

Postado por: Fábio Campos
Frito em 4 de outubro de 2015
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Pastelariacast

Nota do pasteleiro: /5

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Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – As aventuras de Paddington (2014)

As aventuras de Paddington é um produção anglo-francesa estrelada por um urso que fala que se chama Padington, um dia após se separar de seus parentes ele acaba indo parar em Londres, aonde ele acaba conhecendo a família Brown, que apesar dos protestos do patriarca da família acabam resolveu hospedar o jovem urso por um tempo, até que ele consiga encontrar um novo lar.

O filme é baseado em uma história infantil de muito sucesso na Inglaterra, criado pelo autor Michael Bond, ele criou o personagem após encontrar um ursinho de pelúcia abandonado na estação de Padington. O longa conta em seu elenco com Nicole Kidman como o principal nome, ela interpreta a vilã da trama uma taxidermista que está buscando há anos por ursos da espécie de Padington.

Como qualquer produção produzida para crianças, o filme é cheio de lições de moral, e com um roteiro bem água com açúcar, que lembrou um pouco outros clássicos que também tinham animais no elenco como “101 dálmatas” e “Beethoven” esse último por sinal parece ter inspirado bastante o roteiro por sinal.

Apesar de seus defeitos o filme é bem fofinho, e com uma linguagem bem família, dá para todo mundo ver na sala dar umas risadas juntos, sem medo de ver alguma cena mais forte, ou uma piada com um humor mais pesado. O urso Padington apesar de não ter os melhores efeitos especiais consegue convencer no papel de protagonista por conta do seu carisma e ingenuidade. Fica a dica como uma ótima opção para as crianças, já para os adultos é um filme bem bobinho.

Nota do Fábio Campos – 6,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 3 de outubro de 2015
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