PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Agente Carter -1° Temporada

Bem, como muitos já sabem, e eu sempre reforço, sou fã da Marvel, porém ainda não tinha assistido o seriado Agentes da Shield. Tentei algumas vezes, porém os primeiros episódios são muito ruins e acabaram se tornando uma barreira, após várias tentativas acabei me arriscando e acompanhei a série que ao longo do tempo começou a me empolgar, hoje posso a colocar entre o seleto grupo de séries que resolvi acompanhar. Bem, se vou falar de “Agente Carter”, por que a necessidade de falar tudo isso? Pois bem, a série que conta o que aconteceu com a “namorada” do Capitão América após sua morte, entrou para tapar buraco da série Agentes da Shield até que a mesma voltasse com novos episódios, e assim como na série principal, também acabei não me empolgando tanto com esse tapa-buraco, nessa resenha procuro explicar quais os pontos legais e chatos que identifiquei na série.

Minha primeira sensação ao assistir a série é que a protagonista não tinha força para manter a mesma, não me refiro aqui a limitação da protagonista Hayley Atwell que interpreta a Peggy Carter na série, mas sim a pouca expressão da personagem dentro do universo Marvel. Para quem acompanha quadrinhos, sabe que tanto a DC quanto a Marvel não sou boas em desenvolver personagens femininas, e no seriado parece que existiu uma preocupação enorme em se tomar esse cuidado, a necessidade de explorar o fato da protagonista ser mulher em um universo machista como o da época até irritou em alguns momentos. Conflitante a isso, tivemos personagens masculinos bem interessantes. como o Howard Stark, um excelente Dominic Cooper, que conseguiu nos mostrar um pouco da onde vem o lado boêmio do “Homem de Ferro”, aliado a isso outro personagem interessante da série é o Jarvis. Não pense que falo do sistema que controla a armadura do Homem de Ferro, mas sim do personagem clássico dos quadrinhos, um mordomo e fiel escudeiro da família Stark, interpretado pelo ator James D’Arcy. Nesse hall de personagens ainda vale destacar Jack Thompson, Daniel Sousa e Roger Dooley, todos que também funcionaram bem na trama, apesar de trabalharem com personagens que beiram o clichê.

Muitas pessoas me questionavam se valia a pena assistir a série, eu sempre fiquei em cima do muro na resposta, pois a série, como disse acima, é muito esforçada e tenta com todas as forças dar credibilidade a Peggy Carter e suas ações, porém a trama esquece em muitos momentos de trabalhar melhor um antagonista, a organização Leviatã que parece surgir como um grande inimigo acaba ficando em segundo plano para plots menos interessantes, como a interação da Peggy na pensão em que vive ou mesmo a relação dela com uma amiga.

Em relação a cenas de ação, em grande parte não me agradarem, parece que a série não teve muita coragem de desenvolver algo. Após o final do último capitulo acabei pensando: “Legal, mas o que isso acrescentas ao Universo Marvel da Televisão e do Cinema”? A minha conclusão foi que ela acrescentou bem pouco, mesmo os famosos easter eggs foram bem contidos e só tivemos a inserção de um personagem icônico da Marvel, o Dr. Faustus, mas mesmo assim, isso foi pouco explorado.

O veredicto é que a série ficou muito presa e não soube para onde andar, e além disso assim como sua coirmão “Agentes da Shield” demorou a engrenar, e acredito que mesmo em seu final não conseguiu me empolgar tanto. Creio que a série serviu para abrir caminho para outra temporada, porém não consigo me empolgar ao pensar no assunto e só isso já mostra o fraco potencial que ela tem, uma pena que ainda não ivemos na Marvel uma personagem feminina com potencial suficiente para fazer algo além de figuração ou usar roupas justas.

Nota do Fábio Campos – 5,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de fevereiro de 2015
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TOP PASTEL

Nota do pasteleiro: /5

TOP PASTEL – Dia do Idoso

Hoje, dia 27 de fevereiro, comemoramos o Dia do Idoso, e para não deixar que esta data passe em branco, fizemos uma lista de 10 filmes com idosos que valem a pena ser assistidos (ou não).
Confira a lista:

1.Um santo vizinho:

Para começar, um dos atores favoritos de nosso Boss, Fabio Campos. Bill Murray vive Vicent, um velho que passa a vida apostando, bebendo e transando com strippers, pelo menos até ficar responsável por Oliver, o filho de sua vizinha.

2.Gran Torino:

Walter “Walt” Kowalski (Clint Eastwood) é um homem solitário. Ex-militar veterano da Guerra da Coréia e ex-funcionário da Ford, passa os dias sentado na varanda de sua casa bebendo cerveja e observando o mundo. Apesar de tudo, como a maioria dos filmes do querido Clint, apesar de idoso, Kowalski é um cara durão, que idolatra seu carro Gran Torino 1972

3.Up:

Todo mundo conhece um velhinho ranzinza, não é mesmo? Aquele parente distante, ou o vizinho mal-humorado… E esse é o perfil de Carl, protagonista da animação UP – Altas aventuras, filme que nos ajuda a recordar que por de trás das ações das pessoas, por mais rabugentas que sejam, sempre existe uma motivação anterior. No caso de Carl, a desilusão causada pela morte de sua esposa.

4.Titanic:

Todo mundo lembra desse sucesso de James Cameron, do casal Leonardo DiCaprio e Kate Winslet vivendo uma história de amor um tanto quanto dramática à bordo do gigantesco Titanic. Mas não é do barco que quero falar, muito menos do DiCaprio ou da Winslet, mas sim de Gloria Stuart, atriz que aos 87 anos também interpretou a personagem Rose, já velhinha. Deixamos aqui, também, nossas lembranças àGloria que em 2010 faleceu de câncer, aos 100 anos de idade.

5.O Quarteto:

O filme “O Quarteto” se passa em um lar para músicos aposentados, e conta com a presença dos atores Pauline Collins, Tom Courtenay, Billy Connolly e Maggie Smith. Um longe muito interessante que aborda o tema da idade (além de trazer muita música clássica aos espectadores).

6.Os mercenários (franquia):

O que seria o filme “Os mercenários” se não um encontro de senhores que costumavam ser astros da ação nos anos 80? Basta lembrar que o Mr. Stalonne, líder da patota de mercenários, já está com 68 anos, Chuck Norris com 74 e Harrison Ford com 72. Merecia ou não estar na lista?

7.A pequena Miss Sunshine:

Antes de tudo, quero deixar claro que sabemos que “A pequena Miss Sunshine”, ao contrário do tema dessa lista, trata de uma criança, a menininha Olive (Abigail Breslin). Porém, vale a menção a um dos melhores personagens idosos do cinema: Edwin Hoover (Alan Arkin), avô paterno de Olive, recém-expulso de uma casa de repouso por uso de drogas, e responsável pela coreografia que a neta pretende apresentar no concurso “Miss Sunshine”

8.O curioso caso de Benjamin Button:

Nos apresentando o caso bizarro de Benjamin Button, um homem que nasceu velho e passou a rejuvenescer ao longo da vida, o filme entra na lista como o único que possui um idoso criança (e um criança idosa) na história do cinema.

9.Karate Kid:

Não apenas um personagem, mas um mestre! Sgt. Kesuke Miyagi, mais conhecido como sr. Miyagi, foi um ex-combatente de Okinawa que, após vir para os EUA onde passava o dia cultivando bonsais (ao menos era isso que parecia), tem seu caminho cruzado com o jovem Daniel Larusso, que se torna seu aprendiz de caratê. Quem não gostaria de um sr. Miyagi para te ensinar o golpe da garça?

10.Aventureiros do bairro proibido

Quem se lembra de Jack Burton(Kurt Russel) que para salvar a noiva de seu amigo se mete em uma confusão fantástica em Chinatown? É em meio a essa trama absurda que conhecemos Lo Pan, um velho quase incapacitado que na verdade trata-se de um feiticeiro poderoso de mais de 2 mil anos de idade. Vale a referência!

Escrito por Luiz Pierotti

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de fevereiro de 2015
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O predestinado (2014)

Quase sempre uma das minhas maiores críticas aos filmes atuais são os clichês, pois os longas parecem andar em círculos e ter sempre os mesmos enredos mudando só uma coisinha aqui ou ali. Porém, quando um filme resolve sair do lugar comum, como “O predestinado” que o faz e ainda consegue isso em grande estilo, tenho que dar parabéns.

Com um roteiro que trabalha a viagem no tempo de uma maneira bem criativa e cheia de paradoxos, o filme começa contando a história de um agente do tempo interpretado pelo Ethan Hawke que está atrás de um criminoso conhecido como Terrorista Tolo, mas de alguma forma seu destino o liga a John (Sarah Snook).

Bem, duas coisas que gostei (e muito) no filme: primeiro foi a coragem, e segundo foi como exploraram diversas teorias temporárias, assunto que eu adoro, e que é apresentada de maneiras tão diferentes. A trama dá um nó na cabeça de quem está assistindo e você começa a pensar no quão absurdo é a história, porém não consegue deixar de prestar atenção e imaginar qual seria o desfecho, que acaba sendo um dos momentos dos mais épicos entre os filmes que vi esse.

O longa é baseado no conto All You Zombies de Robert Anson Heinlein, o cara que foi base para o filme pipoca “Tropas Estelares”, para citar um entre seus grandes trabalhos. Vale ainda destacar o trabalho dos irmãos Spierig que tiveram a coragem de apostar em uma trama tão estranha quanto essa e ainda entregaram um resultado muito bom, seguindo uma linha que só tinha visto anos atrás no excelente Donnie Darko. Para quem curte ficção cientifica e viagem no tempo, com certeza esse filme é uma grande opção. Para quem ficou confuso, vou deixar abaixo um painel explicando como os eventos do filme se ligam e que pode ajudar o pessoal que comeu bola durante o filme.

Nota do Fábio Campos – 8,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de fevereiro de 2015
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – The Babadock (2014)

The Babadock é o filme de terror queridinho da galera esse ano, até o mestre do terror Stephen King elogiou, o que com certeza tem algum mérito. Porém, será que ele é tudo isso?

A trama começa mostrando uma mãe solteira (Essie Davis), cujo filho que tem uma imaginação muito fértil e que constantemente arruma problemas para ela. Um dia, após ler um livro sobre uma criatura chamada Babadock, a família começa a ser perseguida.

Bem, uma coisa boa sobre o longa é que ele realmente é um filme de terror, sem apelações ou cenas de sangue voando na tela. Ele sabe se manter num padrão que assusta e ao mesmo tempo gera uma tensão, porém o que o atrapalha são os personagens, que não são nem um pouco carismáticos, alé do garotinho, e que me perdoem os defensores das crianças, mas que menino chato esse do filme! A mãe dele era outra que parecia uma zumbi, coisa que também irritava. Acho que com um pouco mais de acompanhamento da vida dos dois, eu acabaria torcendo para o monstro pegar eles.

Sinceramente, não me senti assustado em muitas cenas e achei aindaque o personagem que deveria ser a figura de medo da trama quase que ausente na história. O final achei interessante, porém não foi nada assustador. Com algumas cenas de dar medo e um pouco de tensão, o longa é até interessante, mas com certeza passa longe de ser um filme de destaque nesse gênero.

Nota de Fábio Campos – 6,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de fevereiro de 2015
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PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Arrested Development (2003 – 2006) – Escrito por Daniel Guerra

Arrested Development é uma série de humor americana que teve início em 2003, que acompanha a trajetória de uma bem sucedida família Bluth, que passa por uma crise financeira depois que o patriarca, George Bluth (Jeffrey Tambor) é preso. O único filho capaz de dar segmento a administração da empresa é Michael Bluth (Jason Bateman), um viúvo que tem de controlar sua família que não está nem aí para economias ou sacrifícios financeiros. Cada integrante da família é um fracasso em particular, o que rende boas risadas com as situações que se desenrolam entre eles.

Com seu formato que lembra documentário, narrada pelo oscarizado diretor Ron Howard, abriu um filão de séries que viriam após seu fim como The Office, Community e Modern Family.

A série logo se tornou sucesso de crítica, e foi vencedora de vários prêmios Emmy e Globo de Ouro, mas, esse sucesso não se refletiu na audiência, fator que levou ao seu fim em 2006. Arrested Development tornou-se cultuada e campanhas foram criadas pedindo sua volta, ocasionando uma nova temporada com mais 15 episódios em 2013.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de fevereiro de 2015
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OPINIÃO

Nota do pasteleiro: /5

OPINIÃO – Oscar 2015: A premiação

Ontem, dia 22 de fevereiro, ocorreu o Oscar 2015, e o que eu posso dizer sobre essa edição dos Academy Awards? Que foi uma noite de certezas confirmadas e surpresas (na maioria das vezes) agradáveis.

Como certezas posso apontar três categorias que praticamente já tinham donos: Melhor Ator Coadjuvante, melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Atriz. Na ordem, J K Simmons, Patricia Arquette e Julianne Moore eram favoritos inegáveis às estatuetas, e justiça foi feita oficializando os vencedores, que tiveram discursos emocionados e até mesmo bem politizados, no caso de Arquette, que falou em favor dos direitos das mulheres.

Outro assunto a se abordar foi e de grandes modificações no resultado geral dos prêmios em comparação ao globo de ouro. Filmes como “Boyhood”, tão premiados no primeiro evento, dessa vez saíram apenas com um Oscar, e filmes praticamente esquecidos, como o incrível “O Grande Hotel Budapeste” vieram com força e levaram quatro estatuetas para casa!

Mas é claro que houveram momentos não tão agradáveis, como por exemplo a piada (será que era piada?) de Sean Peann ao questionar quem havia concedido o GreenCard ao diretor Iñarrito, ou o mal-estar que se gerou após Selma ter sido ignorado nas premiações individuais, o que aumentou ainda mais a emoção no momento em que John Stephens e Lonnie Lynn subiram no palco para cantar a ótima e emocionante canção “Glory”, que levou boa parte dos convidados às lágrimas e arrancando o prêmio de melhor canção original para si.

E falando em música, tivemos ótimas apresentações musicais, dando ênfase a apresentação um tanto quanto distinta protagonizada por Lady GaGa que, com uma rouba bem normal para seu padrão GaGalístico, encantou com sua homenagem à Julie Andrews.

Agora vocês me perguntam, e as injustiças? E eu respondo: na minha opinião houveram duas grandes injustiças na noite. A primeira se trata de um problema antigo da Academia, que é votar sempre nas animações hollywoodianas que fizeram sucesso de bilheteria e nunca nas animações que realmente mereciam o prêmio, e dessa vez não foi diferente.

E a segunda grande injustiça foi na premiação de Melhor Ator, dada ao ator Eddie Redmayne por seu trabalho em “A Teoria de Tudo”, um trabalho que, em minha opinião, não trouxe a complexidade que deveria e muito menos o merecimento que acabou tendo. Esperava o prêmio para Benedict Cumberbatch por “Jogo da Imitação”, ou até mesmo para Michael Keaton, como uma espécie de congratulação por sua volta aos grandes trabalhos após um declínio de carreira digno de seu personagem em “Birdman”.

Mas por falar em “Birdman”, foi este o filme da noite! Ou melhor, a noite teve um nome, Alejandro G Iñarrito, que se igualou ao “Grande Hotel Budapeste” com 4 Oscar, mas faturando os prêmios de Fotografia, Roteiro Original, Direção e Melhor Filme. Digno de contestação em meio a tantos filmes bons? Sim, acredito que sim, ainda mais para um filme tão complexo e difícil quanto “Birdman”, mas temos que lembrar que ainda assim é um filme denso, e que trata exatamente do universo daqueles que estavam votando no prêmio, trazendo um significado ainda maior para quem realmente decide o vencedor.

Gostamos? Não Gostamos? Temos muitas críticas? Aprovamos a apresentação de Neil Patrick Harris? A análise mais detalhada das nossas impressões do Oscar será dada no sábado, com o último PodCast especial do Oscar. Portanto, fiquem na espreita pelo próximo PastelariaCast.
Abaixo, a lista completa dos indicados e vencedores do Oscar 2015:
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Melhor filme:
“Sniper americano”
“Birdman” – VENCEDOR
“Boyhood: Da infância à juventude”
“O grande hotel Budapeste”
“O jogo da imitação”
“Selma”
“A teoria de tudo”
“Whiplash”

Melhor diretor:
Alejandro Gonzáles Iñárritu (“Birdman”) – VENCEDOR
Richard Linklater (“Boyhood”)
Bennett Miller (“Foxcatcher: Uma história que chocou o mundo”)
Wes Anderson (“O grande hotel Budapeste”)
Morten Tyldum (“O jogo da imitação”)

Melhor ator
Steve Carell (“Foxcatcher”)
Bradley Cooper (“Sniper americano”)
Benedict Cumberbatch (“O jogo da imitação”)
Michael Keaton (“Birdman”)
Eddie Redmayne (“A teoria de tudo”) – VENCEDOR

Melhor ator coadjuvante:
Robert Duvall (“O juiz”)
Ethan Hawke (“Boyhood”)
Edward Norton (“Birdman”)
Mark Ruffalo (“Foxcatcher”)
JK Simmons (“Whiplash”) – VENCEDOR

Melhor atriz:
Marion Cotillard (“Dois dias, uma noite”)
Felicity Jones (“A teoria de tudo”)
Julianne Moore (“Para sempre Alice”) – VENCEDORA
Rosamund Pike (“Garota exemplar”)
Reese Witherspoon (“Livre”)

Melhor atriz coadjuvante
Patricia Arquette (“Boyhood”) – VENCEDORA
Laura Dern (“Livre”)
Keira Knightley (“O jogo da imitação”)
Emma Stone (“Birdman”)
Meryl Streep (“Caminhos da floresta”)

Melhor filme em língua estrangeira:
“Ida” (Polônia) – VENCEDOR
“Leviatã” (Rússia)
“Tangerines” (Estônia)
“Timbuktu” (Mauritânia)
“Relatos selvagens” (Argentina)

Melhor documentário:
“O sal da terra”
“CitizenFour” – VENCEDOR
“Finding Vivian Maier”
“Last days”
“Virunga”

Melhor documentário em curta-metragem :
“Crisis Hotline: Veterans Press 1” – VENCEDOR
“Joanna”
“Our curse”
“The reaper (La Parka)”
“White earth”

Melhor animação:
“Operação Big Hero” – VENCEDOR
“Como treinar o seu dragão 2”
“Os Boxtrolls”
“Song of the sea”
“The Tale of the Princess Kaguya”

Melhor animação em curta-metragem:
“The bigger picture”
“The dam keeper”
“Feast” – VENCEDOR
“Me and my moulton”
“A single life”

Melhor curta-metragem em ‘live-action’:
“Aya”
“Boogaloo and Graham”
“Butter lamp (La lampe au beurre de Yak)”
“Parvaneh”
“The phone call” – VENCEDOR

Melhor roteiro original:
Alejandro G. Iñárritu, Nicolás Giacobone, Alexander Dinelaris Jr. e Armando Bo (“Birdman”) – VENCEDOR
Richard Linklater (“Boyhood”)
E. Max Frye e Dan Futterman (“Foxcatcher”)
Wes Anderson e Hugo Guinness (“O grande hotel Budapeste”)
Dan Gilroy (“O abutre”)

Melhor roteiro adaptado:
Jason Hall (“Sniper americano”)
Graham Moore (“O jogo da imitação”) – VENCEDOR
Paul Thomas Anderson (“Vício inerente”)
Anthony McCarten (“A teoria de tudo”)
Damien Chazelle (“Whiplash”)

Melhor fotografia:
Emmanuel Lubezki (“Birdman”) – VENCEDOR
Robert Yeoman (“O grande hotel Budapeste”)
Lukasz Zal e Ryszard Lenczewski (“Ida”)
Dick Pope (“Sr. Turner”)
Roger Deakins (“Invencível”)

Melhor montagem:
Joel Cox e Gary D. Roach (“Sniper americano”)
Sandra Adair (“Boyhood”)
Barney Pilling (“O grande hotel Budapeste”)
William Goldenberg (“O jogo da imitação”)
Tom Cross (“Whiplash”) – VENCEDOR

Melhor design de produção:
“O grande hotel Budapeste” – VENCEDOR
“O jogo da imitação”
Interestelar
“Caminhos da floresta”
“Sr. Turner”

Melhores efeitos visuais:
Dan DeLeeuw, Russell Earl, Bryan Grill e Dan Sudick (“Capitão América 2: O soldado invernal”)
Joe Letteri, Dan Lemmon, Daniel Barrett e Erik Winquist (“Planeta dos macacos: O confronto”)
Stephane Ceretti, Nicolas Aithadi, Jonathan Fawkner e Paul Corbould (“Guardiões da Galáxia”)
Paul Franklin, Andrew Lockley, Ian Hunter e Scott Fisher (“Interestelar”) – VENCEDOR
Richard Stammers, Lou Pecora, Tim Crosbie e Cameron Waldbauer (“X-Men: Dias de um futuro esquecido”)

Melhor figurino:
Milena Canonero (“O grande hotel Budapeste”) – VENCEDOR
Mark Bridges (“Vício inerente”)
Colleen Atwood (“Caminhos da floresta”)
Anna B. Sheppard e Jane Clive (“Malévola“)
Jacqueline Durran (“Sr. Turner”)

Melhor maquiagem e cabelo:
Bill Corso e Dennis Liddiard (“Foxcatcher”)
Frances Hannon e Mark Coulier (“O grande hotel Budapeste”) – VENCEDOR
Elizabeth Yianni-Georgiou e David White (“Guardiões da Galáxia”)

Melhor trilha sonora
Alexandre Desplat (“O grande hotel Budapeste”) – VENCEDOR
Alexandre Desplat (“O jogo da imitação”)
Hans Zimmer (“Interestelar”)
Gary Yershon (“Sr. Turner”)
Jóhann Jóhannsson (“A teoria de tudo”)

Melhor canção:
“Everything is awesome”, de Shawn Patterson (“Uma aventura Lego”)
“Glory”, de John Stephens e Lonnie Lynn (“Selma”) – VENCEDOR
“Grateful”, de Diane Warren (“Além das luzes”)
“I’m not gonna miss you”, de Glen Campbell e Julian Raymond (“Glen Campbell…I’ll be me”)
“Lost Stars”, de Gregg Alexander e Danielle Brisebois (“Mesmo se nada der certo”)

Melhor edição de som:
Alan Robert Murray e Bub Asman (“Sniper americano”) – VENCEDOR
Martín Hernández e Aaron Glascock (“Birdman”)
Brent Burge e Jason Canovas (“O hobbit: A batalha dos cinco exércitos”)
Richard King (“Interestelar”)
Becky Sullivan e Andrew DeCristofaro (“Invencível”)

Melhor mixagem de som:
John Reitz, Gregg Rudloff e Walt Martin (“Sniper americano”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e Thomas Varga (“Birdman”)
Gary A. Rizzo, Gregg Landaker e Mark Weingarten (“Interestelar”)
Jon Taylor, Frank A. Montaño e David Lee (“Invencível”)
Craig Mann, Ben Wilkins e Thomas Curley (“Whiplash”) – VENCEDOR

Escrito por: Luiz Pierotti

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de fevereiro de 2015
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TOP PASTEL

Nota do pasteleiro: /5

TOP PASTEL – 10 coisas sobre o Oscar 2015

Top 10 – Curiosidades do Oscar 2015
Hoje acontece o Oscar, por isso preparamos uma lista com algumas curiosidades sobre os indicados desse ano, então se você quer se preparar para hoje a noite, que tal olhar a nossa lista:

1 – Você quer assistir a todos os filmes indicados ao Oscar? Bem, isso pode levar um tempinho, você teria que gastar mais ou menos 4 dias para assistir a todos os filmes, ou seja, um total de 95 horas, ou 5636 minutos gastos. E aí, disposto a essa maratona digna de um membro da Academia?

2 – Whiplash e o professor problemático Terrence Fletcher já existiam um ano antes do lançamento do filme, a explicação é bem simples, o diretor Damien Chazelle tinha feito um curta que também era estrelado pelo J.K Simmons. Abaixo vocês podem conferir uma entrevista em inglês dos diretores e alguns trechos do filme.

3 – O personagem central de “Sniper Americano”, Chris Kyle, é baseado em uma pessoa real, um atirador de elite norte-americano que foi conhecido como um dos melhores e mais letais atiradores do exército americano de todos os tempos. Pois bem, o longa é baseado em um livro bem polêmico, não tanto pelas histórias de guerra, mas pelo lado “imaginativo” que o atirador tinha, por exemplo, em seu livro que ele fez em parceria com Scott McEwen e Jim DeFelicealega, ele alega que trabalhou em Nova Orleans atirando em saqueadores após o furacão Katrina, fato esse negado pelo governo local. Outro momento meio dúbio de seu livro é quando ele conta que por conta de conflitos políticos saiu no braço com o ex-governador Jesse Ventura, outra mentira que acabou rendendo um processo aos autores do livro. Bem, Clint Eastwood correto como sempre, se focou mais nos traumas de guerra e na vida em família de Kyle, evitando assim polêmicas desnecessárias.

4 – Selma é outro filme que tem muita polêmica envolvida, creio que a principal polêmica fica por conta da postura do presidente Lyndon Johnson que se mostra uma pessoa bem mais politica do que foi na vida real. Deixe-me explicar, na produção de Hollywood o personagem tem medo de apoiar a causa dos direitos civis dos negros e perder votos, além disso ele supostamente mandou o FBI ficar no pé do Martin Luther King para o prejudicar o máximo possível, pois bem, na realidade a relação dos dois passou longe disso e juntos eles formaram uma aliança que foi uma das mais benéficas para acabarem com a segregação que era enorme na época, em especial nos Estados do Sul. Outro fato interessante e esquecido no filme é sobre George Wallace, o racista governador do Alabama, que no filme é mostrado como uma pessoa bem escrota, porém o que não foi mostrado é que anos depois ele acabou se arrependendo dos seus atos inclusive indo pedir perdão ao pessoal da igreja. Sei que essa parte não era necessária ao filme, mas poderia constar na notinha explicativa no final.

5 – Voltando a pontos polêmicos do Oscar, outro longa que também não foi muito fiel a fatos reais é “A teoria de tudo”, primeiro que a teoria que fala sobre os buracos negros que no filme é creditada quase que unicamente a Hawking não é um trabalho tão solitário quanto tentam mostrar, para chegar as descobertas que ele fez foi preciso uma parceria com Alexei Starobinsky e Jacob Bekenstein, e só assim criar a teoria que levou Stephen a fama. Essa ausência dos outros envolvidos foi muito criticada por diversos especialistas, que acreditaram que ela só existiu para fortalecer a imagem do cientista como um gênio solitário. Outro ponto a se destacar é que a segunda mulher de Hawking apresentada no filme de maneira bem superficial, era uma pessoa bem sem noção, que chegava a agredir o marido, fato que causou a separação deles anos depois.

6 – A filha do diretor Richard Linklater de Boyhood faz parte do filme, para quem não se atentou ela interpreta a Samantha, isso mesmo, a irmã do protagonista. A atriz se chama Lorelei Linklater, e comentou a pouco tempo o quanto foi difícil filmar por 12 anos, afinal, assim como Ellar Coltrane, ela também teve de se manter no papel durante todo esse tempo.

7 – Apesar de ter todo um fundo sentimental e romântico para a máquina criada pelo Alan Turining no Jogo da Imitação se chamar Chistopher, na realidade ela se chamava Bombe. Chistopher realmente existiu, mas não foi o homenageado, dando nome a máquina. Outros dados importantes sobre o filme são que John Cairncross o, espiã soviético, nunca trabalhou com Alan, e a Joan Clarke, personagem da Keira Knightley, não entrou para divisão de códigos por ter solucionado palavras-cruzadas, ela já fazia parte da equipe e tinha sido recrutada alguns anos antes.

8 – Você sabe o que é uma balalaica? Não? Bem, ela foi utilizada na trilha sonora do excêntrico filme “O grande Hotel Budapeste”, abaixo você pode conferir o som do instrumento. O instrumento é tipicamente russo, e já foi utilizada pelo grupo Jethro Tull em duas músicas do álbum Stand Up. Uma outra curiosidade sobre o filme é que quase (e agradeçam por isso) Johnny Depp quase foi o protagonista do filme, em vez do excelente Ralph Finnes.

9 – Já falamos no nosso podcast sobre a bolsa cheia de presentes que os candidatos ganham, correto? Esse ano parece que o nível da coisa subiu muit, e o valor dos presentes gira em torno de 125 mil dólares. Entre os presentes estão diversas estadias e passeios em lugares na França, Itália e no Canadá, e entre os brindes o mais curioso é um encontro com Olessia Kantor, a fundadora do Enigma Life, que promete fornecer um mapa astral completo, analise dos sonhos e ensinar técnicas de controle mental. Se você se interessou por esse item saiba que só ele vale vinte mil dólares. É meus amigos, vale a pena torcer pelos seus favoritos, mais saibam que quem perder não vai sair de mãos abanando.

10 – Em Birdman o personagem do Michael Keaton diz que desde 1992 não interpreta o Birdman, mesma época em que saiu Batman – O Retorno, o último filme em que Keaton viveu o homem morcego. Elém dele Emma Stone e Edward Norton também estiveram em filmes de super-heróis, sendo a primeira a Gwen Stacy nos filmes do Homem-Aranha e Norton o Hulk. Outro ponto que chama atenção no filme foi sua edição, feita em 2 semanas. Para vocês terem uma noção, o filme todo só teve 16 cortes. Por ultimo uma curiosidade bem bobinha, esse é o terceiro filme seguido do diretor Inarritu que começa com, B os anteriores foram Babel e Biutiful.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de fevereiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Interestelar (2014)

Interestelar causou diferentes reações em seus expectdores, como pude reparar ao longo dos últimos meses. Alguma pessoas adoraram o filme, o idolatrando como uma das grandes obras de ficção científica já filmadas, outros renegaram a história contada, não se deixando fisgar pela trama. Não posso explicar um antagonismo tão extremo se não especulando que trate-se de uma identificação pessoal com o tema e o ritmo do filme, na verdade a única coisa que posso tentar explicar é a minha sensação após assistir ao filme, e a sensação resume-se em: fascínio.

Christopher Nolan, que após se consagrar com obras tão populares quanto a nova trilogia de Batman, ou os tão conceituais “A Origem” e “Amnésia”, dessa vez nos conta a trajetória de Cooper (Matthew McConaughey), um ex-piloto da NASA que, após um acidente, torna-se fazendeiro em uma terra futurista onde todos os esforços humanos são voltados à produção de alimento, cada vez mais escasso em solo terrestre. Porém, após uma revelação bem pessimista sobre o futuro da Terra, Cooper se junta a uma nova equipe da NASA que pretende vasculhar galáxias desconhecidas em busca de um planeta habitavel que possa ser a futura casa da raça humana.

Com um elenco de nomes conhecidos como Anne Hathaway, Wes Bentley, Matt Damon, John Lithgow e outros, o filme funciona bem, com um nível de interpretação satisfatório, apesar de não se destacar o suficiente para que o trabalho dos atores seja o grande diamente de filme. Em minha opinião, a pérola de Interestelar é nada mais nada menos que sua história.

Envolta em uma suposta irrealidade, o roteiro caminha junto de teorías físicas existentes, trabalhando brilhantemente, por exemplo, com o princípio da relatividade de Einstein, ou mesmo os ‘buracos de minhoca’, suposta característica topológica do continuo espaço-tempo. Essa matéria prima científica se torna algo envolvente para amantes de ficção científica, como eu.
Mas não é só de hipóteses científicas que Interestelar se faz um bom filme, mas também pela proposta que trata das relações familiares. De ganhos e perdas, sacrificios e ideologias.


Aceito o fato de que nem todos compartilham desse gosto científico que tenho, mas a minha sincera opinião é que Interestelar é outra obra de arte de Nolan, e merece ser assistida por todos.
Nota de Luiz Pierotti para o filme: 9,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de fevereiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Para Sempre Alice (2014)

Julianne Moore, para mim, sempre foi uma atriz interessante, apesar de ter pouco papéis marcantes, acho que depois de sua atuação em “Para Sempre Alice” irá elevar sua carreira, e a não ser que eu esteja muito enganado, esse filme veio para trazer o grande papel de sua carreira.

O longa conta a história de Alice Howland (Julianne Moore), uma professora brilhante que tem uma vida perfeita, com uma família quase toda estruturada e uma marido acolhedor que a ama, interpretado pelo canastrão Alec Baldwin, e em seu mundo perfeito a única pessoa fora dos padrões é sua filha mais nova Lydia (Kriten Stewart). Porém, esse paraíso em que vive sofre uma trágica mudança quando ela é diagnostica com uma rara doença mental degenerativa.

Filmes com um protagonista com alguma doença terminal ou degenerativa trazem sempre grandes chances para algum ator ou atriz brilhar em sua interpretação, é possível ver o que Daniel Day Lewis fez em Meu Pé Esquerdo ou Tom Hanks em Philadelfia, e aqui a bela (sim nesse filme ela está muito bonita) Julianne Moore não deixa a peteca cair. Em seu elenco de apoio contava com veterano canastrão Alec Baldwin e a morta-viva da Kristen.

Julianne Moore consegue passar toda a emoção de uma pessoas que possui tal doença, como a do Mal de Alzheimer, e para mim uma das cenas mais emocionantes, além do final que é lindo, é o momento em que ela vai fazer um discurso sobre a sua vida com a doença, e como ela convive com isso. Muito difícil refletir sobre o tema sem se emocionar e sentir empatia pela protagonista.

Os diretores Richard Glatzer e Wash Westmoreland souberam como dosar a doença na trama, fazendo com que esta, de certa forma, seja a protagonista, porém dando espaço para a atriz mostrar seu trabalho. Eu achei o filme um pouco curto, mas gostei que mesmo em pouco tempo ele conseguiu desenvolver bem a protagonista.
Acredito que a escolha do elenco foi errada também, talvez se tivéssemos uma atriz com maior expressão no papel da filha, teríamos um filme melhor, porém não tira o mérito de ser um longa metragem bom e emocionante.

Acho justo a indicação de Julianne Moore para melhor atriz no Oscar, e acredito que seja a favorita isolada.

Nota do Fábio Campos – 8,0

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de fevereiro de 2015
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O Conto da Princesa Kaguya (2014)

Das animações que estão concorrendo ao Oscar creio que uma das menos baladas é “O Conto da Princesa Kaguya ”, produzida pela estúdio Ghibi. que é uma referência nesse tipo de produção e responsável por grande parte dos trabalhos do ótimo Miyazaki.

Nessa bela animação baseada em um conto popular japonês, nós conhecemos a princesa Kaguya, que quando pequena foi encontrada em um bambuzal e adotada por um casal de lenhadores, com o passar dos anos ela acabou se tornando uma bela mulher, sendo desejada pelos homens mais poderosos do Japão antigo.

O que gosto muito nas animações orientais, além da beleza dos desenhos, são os roteiros que brincam com a fantasia para tratar da realidade, nesse caso as sutilizas da história enriquecem essa trama que apesar de possuir uma linguagem um pouco infantil, consegue em diversos momentos emocionar a quem está assistindo.

O diretor Isao Takahata para quem não lembra também dirigiu o belo e triste “Tumulo dos Vaga-lumes”, uma animação que já falamos por aqui, e que tem uma das tramas que para mim está entre as mais tristes de todos os tempo.

Bem, recomendo “O Conto da Princesa Kaguya ” não só pelos seus belos traços, mas pela linguagem simples e bela da história. É legal também ressaltar que na versão americana tivemos dubladores famosos dando a voz aos personagens como Chloë Grace Moretz, James Caan, Lucy Liu, Beau Bridges e James Marsden.

Nota do Fábio Campos – 8,5

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de fevereiro de 2015
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