pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – A entrevista (2014)

A entrevista” foi o filme mais polêmico do ano, creio que nunca alguém iria imaginar que um filme de comédia estrelado pelos chapadões James Franco e Seth Rogen poderia causar uma crise como a que acabou acontecendo entre EUA e Coréia do Norte.

Bem, como aqui não é um blog de politica vou cortar um pouco esse assunto e falar do filme que acabou, por conta de toda essa bagunça, ganhando uma promoção enorme em todo o mundo, e sabem como é, quando algo fica proibido aí que todo mundo quer ver! A trama, que deu tanto o que falar, conta a história de Dave Skylark (James Franco), apresentador com um estilo parecido com o do João Kleber, para vocês terem uma comparação mais tupiniquim, que junto com seu produtor Aarton (Seth Rogen) descobrem que o ditador da Coréia do Norte Kim Jong-Un (Randall Park) é fã do programa deles, por conta disso conseguem uma entrevista com o recluso ditador, porém, antes de viajar eles são contatados pela CIA que deseja que matem Kim durante o encontro..

Posso ficar horas falando aqui dos exageros da história, como vi muita gente que viu criticando, falando que isso nunca aconteceria, que isso é assim ou assado, etc, mas prefiro ser mais direto: o filme é idiota. Como todas as comédia dessa geração do Seth Rogen, o filme é uma alienação só, cheio de referências à drogas, sexo e muita, mas muita tiração de sarro com tudo.

O longa está longe der ser o melhor do ano, e nem sei se é mesmo a melhor comédia que vi em 2014, mas também não chega a ser ruim. Ele tem várias cenas muito engraçadas, como a que o personagem de Seth tem que guardar um certo objeto que eles recebem, uma cena cômica demais! O final peca um pouco porque acaba ficando muito corrido e talvez americano demais, poderiam ter zoado mais e feito algo mais engraçado e menos patriota. Mas tirando isso, achei que o filme funciona bem como entretenimento e com certeza vai fazer muita gente dar risada. Não é um longa para se levar a sério, a menos, é claro, que você seja o Kim Jon-Un.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 31 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O jogo da imitação (2014)

Inglaterra, em plena Segunda Guerra Mundial, estamos em um país fragilizado pelos constantes ataques e expansão do exército alemão de Hitler. Apesar das incessantes tentativas do governo britânico, os alemães parecem estar sempre à frente em seus ataques, graças a um tipo de mensagem criptografada que, mesmo interceptada pelos aliados, não podia ser decifrada. Código esse chamado de “Enigma”.

É com esse plano de fundo fascinante que o diretor norueguês Morten Tyldum nos apresenta o personagem principal, Alan Turing (Benedict Cumberbatch), um matemático de 27 anos que é tido até hoje como o pai da primeira forma de computador existente, tendo através dessa máquina (que até então era chamada pelo seu criador de Cristopher) como o segredo do sucesso em descriptografar o código alemão.

Dentre todos os filmes que assisti nesse “pacotão Oscar”, esse foi um dos três que mais me surpreendeu. Uma história que tinha tudo para ser maçante, se focada nos conceitos errados, foi executada com maestria, fazendo com que um tema tão técnico torne-se uma experiência imersiva incrível em um dos principais acontecimentos do século XX.

Mas não é só de em função de um tema histórico que “O jogo da imitação” sobrevive, ele também se sustenta na história pessoal do protagonista, da relação problemática de Alan Turing com o mundo a sua volta, incapaz de se portar como um cidadão normal devido a uma visível inaptidão social, além da insegurança causada pelo fato de se tratar de um personagem gay em um período em que tal característica era punida com castração química ou prisão, pelas autoridades inglesas.

O elenco, que conta com nomes como Keira Knightley, Mark Strong e Charles Dance se sustenta muito bem e consegue dar credibilidade à história, mas com certeza o grande mérito vai para Benedict Cumberbatch que fez um trabalho espetacular em sua atuação, carregando o protagonista de veracidade em sua problemática pessoal. Benedict, em minha humilde opinião, levaria facilmente a estatueta de Melhor Ator no Oscar 2015, categoria para a qual, obviamente, foi indicado.

O jogo da imitação é um ótimo filme para quem quer aprender um pouco sobre a origem da tecnologia da informação e dos primeiros preceitos da inteligência artificial, assim como para quem deseja assistir a um grande drama pessoal. Não espere entender, tecnicamente o que está sendo construído pelos personagens, o filme não faz menções específicas sobre o funcionamento, e nem seria a proposta para a trama.

Ótimo filme!

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Birdman ou (A Inesperada Virtude da Ignorância) (2014)

Fui assistir ao filme “Birdman” com a expectativa muito alta. Do mesmo criador da famosa trilogia da vida (“Amores brutos”, “21 gramas” e “Babel”), o diretor Iñarrito é famoso pelos filmes bem trabalhados em tramas múltiplos e um teor dramático pesado, e é essa somatória de características que me fizeram fã deste, aumentando ainda mais a ansiedade por assistir a tão citada nova obra.

Birdman conta a história de Riggan Thomson (Michael Keaton), um ator que ficou famoso pelo papel do super-herói Birdman, mas que após recusar atuar em uma de suas continuações, cai em esquecimento do público e vê sua carreira decaindo cada vez mais. Anos depois, tentando reerguer seu nome, resolve adaptar, dirigir e atuar em uma peça da Broadway, onde vive num ritmo enlouquecedor juntos dos outros atores Mike Shiner (Edward Norton), Lesley (Naomi Watts) e Laura (Andrea Riseborough). Além disso, precisa aprender a conviver com sua filha Sam Thomson (Emma Stone) e sua mulher Sulvia Thomson (Amy Ryan). Toda essa loucura embalada pela estranha voz que age como uma consciência auto indagadora.

Porém, acredito que a publicidade impactante do longa, que conta até mesmo com comerciais na entrada dos vídeos do youtube onde o protagonista Michael Keaton caminha embalado pela música Crazy do Gnarls Barkley, teve um papel fundamental na sensação de decepção que senti na subida dos créditos. Isso porque a apresentação da obra era repleta de cenas marcantes, de imagens que mostravam Keaton sendo seguido por um grande homem vestido de pássaro, ou momentos de grande conflito interno que beiravam à insanidade num ritmo frenético, dando a entender que o filme teria muito mais desse ingrediente e frequência rítmica do que, de fato, nos foi apresentado.

Não me entendam mal! Não acho que o filme seja ruim, longe disso, a criatividade do diretor tanto no trabalho do roteiro quanto nas técnicas utilizadas em sua direção foram bem singulares e, no mínimo, muito interessante, porém acredito que o grande pecado tenha ocorrido no conflito propaganda x obra.

Por fim você me pergunta: – Mas Luiz, devo assistir Birdman. E eu te respondo: – Sim, deve!. Todavia, não espere o mesmo gênero dos outros filmes de Iñarrito, e aperte o play com a consciência de que Birdman é um filme difícil de se acompanhar sem o poder de abstração da realidade.

Escrito por Luiz Fernando Pierotti

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Ida (2013)

Ida é o filme candidato da Polônia ao Oscar de melhor filme estrangeiro, o longa também está concorrendo na categoria de melhor fotografia, creio que parte do seu sucesso se deve ao fato de ser em preto e branco, o que parece ser sempre visto como sinal de ousadia pela Academia.

Ida conta a história de uma freira (Agata Trzebuchowska), que dia antes de ser ordenada, recebe a noticia que tem uma tia, a qual não conhecia, já que foi criada desde pequena no convento e não conhecia seus familiares. Partindo para conhecer essa parente distante, ela se depara com uma mulher independente e firme, que esconde em meio as suas bebidas e sensualidade uma pessoa que tem terríveis marcas emocionais e arrependimentos.

Com um ritmo arrastado e com imagens que dão uma sensação de solidão e angustia, o filme é recheado de cenas tocantes, e ganha muito com a atuação de Agata Kulesza no papel da tia Wanda, que consegue ir dando ritmo ao filme. A atuação de Agata Trzebuchowska é mais apagada, e só no final temos um pouco mais de emoção por parte de sua personagem, que parece em quase todos os momentos viver eu um mundo paralelo.

Na minha opinião o filme não é excepcional, acho que essa história de duas pessoas indo atrás do passado, ou de descobrir um mistério que ficou para trás já se tornou um recurso cansativo nos roteiros, e aqui não é diferente. Creio que o mais original é a conclusão que brinca um pouco com nossas expectativas para depois nos surpreender. Não é uma obra prima, e para mim está longe de ser o mais interessante entre os estrangeiros, mas tenho que reconhecer seus méritos.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Invencível (2014)

Muita gente andou falando que a Angelina Jolie ficou muito irritada pelo filme que dirigiu, “Invencível”, não entrar em nenhuma das grandes categorias, como melhor filme, diretor, roteiro ou ator, talvez parte da sua queixa se deva ao fato de ela ter se envolvido tanto com a produção que dirigiu, que acabou não enxergando os erros que foram se acumulando.

“Invencível” é inspirado em uma história real, a do atleta olímpico Louis Zamperini (Jack O’Connell) que é convocado para lutar durante a 2º Guerra Mundial, mas após um acidente acaba sendo capturado e feito de prisioneiro pelo exercito japonês.

Bem, antes de mais nada, o protagonista é um dos personagens que mais vi sofrer nos últimos tempos, porém a empatia e o talento quase nulo de Jack O’Neal deixam o longa sem causar muito impacto. Você vê o cara ali apanhando, sofrendo, mas não consegue sentir empatia por ele, a necessidade de transformá-lo em herói e fazer cada ação dele uma inspiração nos deixa longe de enxergar um ser humano por trás de tudo aquilo, parece que cada um dos momentos difíceis, e que devem ter sido muitos, se torna algo menos impactante.

Além disso, também achei que em diversas cenas foi complicado detectar o personagem principal, em especial na parte em que diversas pessoas estão trabalhando com carvão, devido à uma preocupação que existiu de se mostrar outros rostos, o que acabou me confundindo em achar quem era quem ali. O antagonista, um oficial japonês chamado Watanabe (Takamasa Ishihara), é outro ponto interessante. Ele é tão pouco desenvolvido na trama, e a relação dele com Louis é construída de maneira tão rasa, que acaba não despertando nenhum tipo de sentimento negativo, como pretendiam, e que seria comum com base nas ações que ele tem durante o longa.

Bom, no saldo geral, eu não gostei muito do filme, acho que faltou mais emoção nele, o elenco não ajudou muito, considerando que os atores eram bem fracos. Acredito que o ator que interpretou o oficial japonês era o melhor entre eles, a construção da história também não é das melhores, filmes que gostam de ir de presente para o passado para contar alguma coisa precisam funcionar bem, ou fica algo muito gratuito.. O jeito é esperar e ver se a Angelina consegue, no futuro, fazer um trabalho melhor que esse fraquíssimo filme.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A magia do luar (2014)

A magia do luar é o novo filme do Woody Allen, só isso com certeza atraiu algumas pessoas ao cinema, não tantas quanto antigamente, quando o diretor tinha mais prestigio, mas creio que um número considerável.

A trama que é bem simples, mas agradável, conta a história de um cético e rabugento mágico, interpretado pelo ótimo Colin Firth que não acredita em nada que não tenha explicação racional, sendo assim, ele é chamado para tentar desvendar se é verdade ou não os poderes de uma médium (Emma Stone).

Como em todos os filmes do Woody Allen, existe um personagem que representa o diretor na história, aqui não é diferente e esse papel fica novamente com o protagonista que, assim como o diretor, parece ser uma pessoa mal-humorada e cheio de manias. Como disse acima, o roteiro trabalha bem a relação dos protagonistas, e brinca com quem está assistindo sobre a existência ou não de algo sobrenatural por trás do que está acontecendo.

O que gostei mesmo no filme é a forma como o protagonista é trabalhado, o mostrando como um homem que além de cético não acredita muito em sentimentos, tendo pouca afeição pelas pessoas. O final, como de praxe, não foge muito do que já conhecemos nesse tipo de filme, o que me decepcionou um pouco, considerando que o diretor não é um qualquer e que as vezes se arrisca, como vimos nos bom “Blue Jasmine”.

No geral o longa é uma boa pedida para os casais e para os fãs do diretor. Ele tem uma aura bem mais otimista do que as que já assisti em outros filmes do Woody Allen, além disso ele, tem um charme que, muito por conta dos seus protagonistas, consegue prender a atenção, vale destacar os ótimos cenários escolhidos para as cenas. Não é digno de um Oscar, mas com certeza não deve ser descartado como mais uma comédia romântica qualquer.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Operação Big Hero 6 (2014)

Desde que a parceria entre a Marvel e a Disney se concretizou, todo mundo teorizou sobre o que poderia vir dessa união, a certeza que muita gente teve é que através da Pixar a Marvel conseguiria em fim ter animações de qualidade com seus personagens, coisa que há anos os fãs estão aguardando. Pois bem, de lá para cá já se passaram alguns anos e não vimos nada disso no cinema..

O primeiro fruto dessa parceria acabou se concretizando através de uma HQ meio desconhecida da Marvel, chamada de “Operação Big Hero 6”, eu devo admitir que mesmo sendo um dos caras que mais conhece da editora de quadrinhos, nunca tinha ouvido falar nessa equipe, e vim a descobrir um pouco sobre ela após o anúncio do filme. Só aí que fui descobrir um pouco sobre os personagens, e acabei descobrindo que a animação limou o personagem Solaris que por ser mutante, está nas mãos da FOX (eca).

Bem, confusões à parte, a animação “Operação Big Hero 6” tem muito mais elementos da Disney que da Marvel, o protagonista, um menino prodígio obcecado por tecnologia chamado de Hiro Hamada, como é possível perceber pelo nome o personagem é oriental, e tem como plano de fundo da história a cidade de San Fransokyo. O roteirom, que explora várias referências da cultura japonesa e americana, é muito bem elaborado, porém não foge dos padrões que conhecemos, com um protagonista tendo uma história emocionante baseada em amizade e perdão.

Para mim, o primeiro teste dessa fusão Marvel e Disney acabou sendo um hibrido bem interessante, que como disse anteriormente, tem uma linguagem que lembra bem mais o que o estúdio do Mickey produz do que as obras dos quadrinhos. A menção ao Stan Lee e a sua participação são alguns dos momentos em que temos um toque da editora de Vingadores.

Em minha opinião, achei a produção interessante, e com todos os elementos que uma boa animação precisa como intercalar comédia, ação, emoção e aventura. A conclusão acaba sendo bem comunzinho, mas não decepciona. Além disso, vale a pena esperar pela cena pós credito, outra coisa que a Disney soube aproveitar muito bem da Marvel.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O abutre (2014)

Quando saiu a lista de indicados ao Oscar, creio que, em minha opinião, a ausência mais marcante em foi por conta de “O Abutre”, um dos longas que assim que assisti se tornaram um dos meus preferidos.

Contando com o brilhante Jake Gyllenhaal no papel principal, o longa conta a história de Louis, um picareta e ladrão que apesar de muito inteligente, busca sempre formas ilícitas de ganhar dinheiro. Uma noite após diversas tentativas de ganhar uma grana extra, ele acaba se deparando com um acidente, e vê ali uma oportunidade de ganhar dinheiro.

Bem, vamos lá, creio que aqui vou ter de me controlar para não falar de todos os méritos que o filme tem. Primeiro acho que devo destacar o maior crime que a academia cometeu ao não indicar o ótimo Gyllenhaal como melhor ator, ele está simplesmente brilhante no papel, com uma atuação fria e contida, ele parece ao mesmo tempo uma pessoa determinada e em outros mortal, sendo assim nunca é possível entender se ele realmente é um monstro ou não, além disso devo destacar ainda o visual do ator, com o cabelo bem escuro todo puxado para trás e roupas escuras em quase todo momento, ele fica muito parecido com o animal que dá nome ao filme.

Feito os elogios a atuação, vamos a trama que, para mim, é um tapa na cara desses ditos jornalistas que ganham a vida explorando o momento difícil dos outros e também para quem consome essas informações, afinal, quem aqui não acabou vez ou outro deixando um pouco mais no “Cidade Alerta” durante algum momento trágico? Pois bem o diretor Dan Gilroy explorou bem essa necessidade do ser humano de ser espectador da desgraça alheia, e como emissário desses momentos horríveis escolheu um personagem detestável e com um comportamento digno dos piores serial-killers.

Entre todas essas abordagens, o filme ainda encontra tempo para fazer a Rene Russo brilhar, a atriz que estava meio sumida, e ultimamente só tinha aparecido com um pouco de destaque no filme do Thor, acaba também tendo uma atuação digna no papel de uma executiva ambiciosa de um canal de televisão.

Os elogios ao filme e ao seu roteiro, para mim, são muitos, e desde já o considero um dos maiores injustiçados de 2015. Creio eu que se a direção fosse dos irmãos Coen, ou de algum diretor com um pouco mais de “nome”, o longa com certeza receberia mais atenção. Pelo menos ele não acabou sendo totalmente esquecido e galgou uma indicação por conta de roteiro original. Eu recomendo e muito o filme.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Foxcatcher – Uma História que Chocou o Mundo (2014)

Bem, primeiro de tudo, o nome do filme parece um anúncio daqueles programas polêmicos, tenta vender o filme como sendo uma história chocante e impressionante, coisa que não é. Quem já parou uns 10 minutos no canal Discovery ID com certeza já viu uns 10 casos parecidos e isso contando baixo.

Falando um pouco mais sobre o filme, ele conta a história do milionário John Du Pont (Steve Carrel) que, apaixonado por luta livre, resolve patrocinar o campeão olímpico Mark Schultz (Channing Tatum). A relação que os dois acabam desenvolvendo se torna cada vez mais estranha e curiosa, e em meio a esse relacionamento complexo surge David (Mark Ruffalo), irmão e treinador de Mark. o encontro dos três caba tendo um final trágico.

A maior aposta de “Foxcatcher” é em Steve Carrel, acho que o diretor Bennett Miller achou que seria interessante fazer um ator mais conhecido por personagens cômicos atuar em um papel mais complexo e sério, esse tipo de coisa já aconteceu antes com o Jim Carrey e Robin Willians, dois atores que conseguiram se sair muito bem em situação similar. Carrel também acaba se saindo muito bem, apesar da maquiagem que nos deixa com a impressão que ele sempre vai espirrar ou algo do tipo, no fim é um bom trabalho, mas nada memorável ou capaz de marcar sua carreira.

O elenco ainda conta com um competente Mark Ruffalo que, assim como Carrel, está bem diferente da forma como o conhecemos. No filme ele ostenta uma barba e possui cabelo ralo, além de um corpo enorme, a sua participação apesar de importante é bem reduzida no longa, o que achei um ponto um pouco falho, afinal, acho que se o seu personagem tivesse mais participação talvez tivéssemos uma filme melhor. Se Mark Ruffalo está bem diferente, não podemos dizer o mesmo de Channing Tatum, que parece repetir seus papéis. Encarnando novamente o grandão burro, ele está mais para o lado do ingênuo, e a forma como interpreta Mark Schultz nos deixa com a impressão que o personagem em questão não tem personalidade nenhuma, o que atrapalha e muito nas cenas em que é necessário um pouco mais de profundidade na história.

Para finalizar, “Foxcatcher” é um filme que apostou muito em atuações. Com um roteiro bem arrastado em alguns momentos, o longa parece que estica a história sem necessidade, deixando de explorar momentos interessantes como a relação de John Du Pont e sua mãe, ou mesmo dele com David. Apesar da ótima caracterização dos personagens, faltou um pouco mais de emoção na história, o desfecho final que teria de ser “chocante” acaba sendo somente um final comum e sem muita profundidade.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de janeiro de 2015
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – A teoria de Tudo (2014)

Quando vi que ia ter um filme contando a história do físico Stephen Hawking, pensei que poderia ser uma história de superação, visto que ele não nasceu com nenhuma deficiência, e sim adquiriu uma doença ao longa da vida.

A teoria de tudo” começa mostrando Stephen (Eddie Redmayne) já na faculdade, se mostrando um aluno desleixado, porém brilhante. Também é apresentado um lado mais boêmio do físico, é durante essa parte da sua vida que ele conhece Jane (Felicity Jones), a mulher que se tornaria sua esposa.

O que mais chama a atenção no filme é a dedicação que Eddie Redmayne teve com o papel, ele realmente se parece muito com Stephen Hawking. No estado mais avançado de sua doença, o ator está quase perfeito no papel.

O que mais me incomoda é que ao contar a história de alguém que ainda está vivo, cria-se certa limitação, pois para evitar problemas com o personagem real, muito é romantizado ou apenas exibido pontos positivos de sua história, e ainda pelo foco da trama ser o período em que ele já está doente, o filme acaba trabalhando mais a relação de Jane e Stephen e a forma como ela vai se desgastando, mas as coisas acontecem muito rápido e você não consegue ter uma empatia pelos personagens.

Eu acabei não comprando a ideia do filme, achei que ele não chegou a lugar nenhum e não se sustentou. Creio que o enredo seria melhor se mostrasse a infância dele até chegar à parte adulta, mesmo as frustrações do protagonista por estar naquela condição, situação que seria natural, mas não foi explorada, tendo somente uma cena no final na qual realmente podemos entender um pouco do que ele pensa sobre estar imobilizado. Outro ponto que me frustrou foi não mostrar a relação dele com os filhos. No geral “A teoria de tudo” se foca mais no romance com uma história de amor que mescla dedicação, carinho, cumplicidade e até um pouco de ousadia.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de janeiro de 2015
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