fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Você está aqui

Você está aqui” é com certeza um dos filmes mais chatos que vi esse ano. Vende-se como uma comédia, afinal com Owen Wilson, Zach Galifianakis e Amy Poehler só podíamos esperar um pouco de risadas, mas o que recebemos é um drama chato, confuso e arrastado.

No filme, somos apresentados a um cara que não quer nada da vida, só usar drogas e escrever manifestos, papel esse que já virou clichê do Zach Galifianakis, que aliás faz apenas uma coisa original durante todo o filme: tirar a barba. Reclamações de atuações a parte, ele tem como melhor amigo um babaca que trabalha no canal do tempo, interpretado pelo Owen Wilson. A vida dos amigos dá uma guinada quando o pai do personagem do Zach morre, e ele fica com toda a herança.

Bem, o filme começa parecendo que vai ser uma coisa, com dois drogados indo morar no campo, porém quando eles chegam lá, começa a trilhar um caminho mais filosófico, que acaba deixando a trama bem maçante, além disso parece que cada metade do elenco recebeu um roteiro diferente, enfim, quem resolver se arriscar e assistir essa porcaria verá do que estou falando.
E se você pulou toda a parte de cima porque não aguentava mais minhas reclamações, só saiba que o filme não vale a pena mesmo, não tem nada de engraçado e o diretor Matthew Weiner (criado do Mad Men) pisou na bola e feio.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Ursos (2014)

Bears ou Ursos, é a nova aposta da Disney em termos de documentários e aqui somos apresentados a uma família de ursos, composta por uma mãe e dois filhotes, sendo um macho e uma fêmea.

Com uma linguagem quase que focada nas crianças, a trajetória que a família percorre até encontrar um ambiente com comida e seguro, é repleta de momentos interessantes, porém nenhum chega a ser dramático. Com uma cena digna da mãe do Bambi, parece que houve uma preocupação em suavizar o caminho deles, até mesmo o Lobo que seria o suposto vilão, é mostrado mais como uma figura que faz parte do meio ambiente.

Bem, um documentário interessante, mas que foge dos padrões de quem está acostumado com National Geographic. A linguagem aqui é mais infantil, e se aparelha com o que um estúdio como a Disney poderia produzir.Ao que parece, a proposta do estúdio Disneynature é essa, e pelo que pesquisei, os próximos animais a terem um documentário nesse estilo são os chimpanzés.

É interessante, mas para mim não foi excepcional e não me emocionou, talvez falte um pouco mais de carisma para atingir essa proposta de empatia que o estúdio está buscando.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Amargo Pesadelo (1972)

Assisti esse clássico por constar na lista do livro “1001 filmes para ver antes de morrer”. Estrelado por Jon Voight e Burt Reynolds, o filme se fosse feito hoje provavelmente não seria vendido como um drama denso, e provavelmente acabaria no meio de um monte de filmes trashs.

Na trama, um grupo de amigos resolve descer um rio, que será destruído para construção de uma represa e, buscando um pouco de emoção, acabam sendo atacados por dois moradores locais. A partir daí começa um jogo tenso para escapar de um perigo que pode ou não existir.

O filme é interessante, tem um início que me pareceu aqueles que vemos em longas de terror atuais, com um grupo de amigos, cada um com um estilo, entrando em uma região meio abandonada, recheada de figuras estranhas e sujas. O único diferencial é uma das cenas mais interessantes do filme quando ocorre um duelo musical, muito interessante.

A partir do momento da agressão, os papeis dos personagens começam a se sobressair, e cada um de acordo com sua personalidade toma uma decisão que acaba tendo consequências.

Na minha opinião, o filme é interessante e apesar de conter muita violência (inclusive sexual), serve como um retrato do conflito de mundos e também de personalidades. Além disso, ele novamente evoca aquele sentimento de que por baixo das pessoas mais comuns pode existir uma personalidade mais sobrevivente.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Os Intocáveis (1987)

Virada da década de 20 para 30, após a instauração da Lei Seca pelo governo dos Estados Unidos da América, a sociedade entra em crise com a desmoralização das autoridades, criminalidade, corrupção e o enriquecimento das máfias.

Em Chicago um homem ganha fama e fortuna criando bares clandestinos e driblando a lei recém criada. Seu nome: Alphonsus Gabriel Capone, ou melhor, Al Capone, o mais famoso de todos os gangsters americanos.

Sob essa ambientação o filme nos apresenta um agente federal recém chegado na cidade com o objetivo de combater o crime organizado, Eliot Ness (Kevin Costner), que trata de recrutar um grupo de outros agentes que o ajudariam na caça ao grupo mafioso de Capone: o contador Oscar Wallace (Smith), o italiano Giuseppe Petri, também conhecido como George Stone (Garcia) e o policial aposentado Jim Malone (Connery).

Assim se dá uma perseguição implacavel à mafia, numa trama empolgante e dinâmica que leva uma investigação oficial a transformar-se em uma disputa pessoal entre Capone e Ness.

Agora, meus queridos clientes, exponho minha opinião pessoal sobre esse filme.

Já havia o assistido há muito tempo atrás, alguns anos na verdade, e tive a boa fortuna de podê-lo reassistir essa última semana, em meio a uma noite insone, sendo surpreendido pela sua exibição em canal aberto.

Logo de cara posso dizer que um dos pontos altos do filme é o elenco. Sean Connery, Kevin Costner, Charles Martin Smith, Andy Garcia e o nosso sempre amado Robert De Niro, que interpreta o poderoso Al Capone (quem mais De Niro poderia representar que não o mafioso, não é mesmo? Alguns clichês levamos para a vida).

Confesso que não sou fã do Kevin Costner, e que ao olhar para seu rosto sou diretamente direcionado ao Waterworld, o que me faz imaginar guelras atrás de suas orelhas e tudo mais, mas em “Os Intocáveis” senti esse meu pequeno preconceito facilmente superável. Seu personagem estábem trabalhado pelo roteirista e consegue ser levado sem maiores problemas por Kevin, sem falar na ajuda espetacular que Sean Connery dá ao filme, com uma interpretação muito convincente, que acabou por levar o Oscar de melhor Ator Coadjuvante no ano de 1988, batendo nomes como Morgan Freeman e Denzel Washington.

Importante, também, ressaltar cenas iconicas que ficaram marcadas na memória de todos os fãs de cinema, como a ópera que Capone assista enquanto Jim Malone sofre um atentado, a cena final sobre o telhado do tribunal de Chigaco e a famosa cena do carrinho de bebe que desce as escadas do metrô em meio a um tiroteio entre mafiosos e policiais (cena baseada no Encouraçado Potemkin, filme de 1925).

Por fim, o que tenho a dizer sobre o clássico “Os Intocáveis“? Assista! Mesmo com o Kevin Costner, assista! Assista pelo Sean Connery, pelo De Niro, Por Andy Garcia interpretando mais um italiano… Ou assista, simplesmente, por ser um filme de máfia, sabemos que isso é um motivo mais do que suficiente para apertar o play.

Minha emoção ao reassistir o filme? Me senti animado e pronto para mais algumas doses carcamanas na telona.

Escrito por Luiz Fernando Pierotti

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A procura do amor (2013)

O último trabalho do grande James Gandolfini (que veio a falecer após o filme), acabou sendo essa interessante comédia romântica, na qual faz par com a genial Julia Louis-Dreyfus, que para mim, será sempre a Elaine do Seinfield.

A trama bem leve e divertida se trata de uma situação que, apesar de inusitada, é bem capaz de ter acontecido com outras pessoas, talvez até com você que está lendo isso. Na história, uma massagista interpretada pela Julia, acaba conhecendo e se apaixonando por um homem bem estilo ogro (Gandolfini). O problema é que ao mesmo tempo ela conhece uma cliente nova, que só reclama do ex-marido e nem é preciso dizer que o ex-marido e o namorado são a mesma pessoa.

Bem, eu geralmente acho essas comédias românticas de hoje em dia bem artificiais e chatinhas, porém “A procura do amor” tem um tom mais sério e realmente parece buscar falar de um relacionamento como ele é, com seus altos e baixos. Além disso, também mostra como alguém de fora pode estragar uma relação que parece perfeita.

Vale ainda destacar o elenco, que tem Toni Collette e Catherine Keener, a primeira num papel mais pastelão, porém sem muitos exageros e a segunda atuando como uma chata mais contida.

Eu devo dizer que gostei do filme, e só me frustra saber que será o último desse grande ator, que eu virei fã após Família Soprano. Espero que pelo menos esse longa seja o primeiro, de muitos, a tratar um relacionamento de uma maneira engraçada sem muita apelação.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Labirinto – A magia do tempo (1986)

A primeira vez que assisti “Labirinto”, lembro que fiquei dias morrendo de medo de cair no rio de bosta que eles falavam no filme, e ficava imaginando como devia feder aquele lugar.

Anos depois, resolvi assistir novamente esse clássico, que conta com o excêntrico David Bowie no papel do vilão rei dos duendes. Após ouvir os pedidos da jovem Sarah (Jennifer Connelly) resolve sequestrar o seu irmãozinho e depois de perceber a besteira que fez, a jovem junta forças e entra no mundo mágico em busca do irmão e para isso vai ter de enfrentar diversos perigos na companhia de criaturas mágicas.

O longa é muito interessante, e apesar do tempo, os efeitos especiais são bons. É claro que hoje em dia assistir a fantoches e bonecos produzidos com recursos da época, dá aquela sensação de coisa trash, mas acho que aqui podemos deixar passar e entender que naquele momento, era muito legal.

Além das falas clássicas e da trilha sonora interessante, a atuação da Jennifer Connely, que naquela época começava na carreira de atriz, chamam a atenção. Além disso, a parte final com os personagens reunidos é bem emocionante. Lembra um pouco “Alice nos País das Maravilhas“.

Agora só me restar dizer:

You remind me of the babe.

What Babe?

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O Fim (2013)

De uns anos para cá, atores como Seth Rogen e Jonah Hill tem se destacado com as comédias. Esses caras, com perfil mais estranho, acabaram aos poucos, indo parar em dramas e até comédias românticas, e agora, um pouco mais poderosos na indústria do cinema, resolveram reunir alguns amigos. Com ajuda do James Franco, resolveram levar para o mundo do cinema atores como Jay Baruchel, Danny McBride e Craig Robinson, que são mais conhecidos por séries e pequenas participações em filmes.

“O fim” é praticamente um filme para zoar toda essa trupe, recheado de outros atores que também são amigos do grupinho, como Michael Cera, Emma Watson, Rihana, Paul Rudd e Channing Tatum e o que não falta são piadinhas entre os amigos, calçadas em situações escatológicas e sexuais.

Em relação ao roteiro, eu achei interessante o mote de final do mundo, lembrando um pouco a trama de “Deixados para Trás” e seu tom de comédia me agradou bastante em alguns momentos. Porém, a partir do momento em que o personagem de Dannu McBride entra na trama, a história começa a ter uns contornos mais babacas, se redimindo um pouco no final. A impressão que me ficou em alguns momentos é que o filme foi mais uma brincadeira entre amigos do que para o público. Vale destacar ainda que o melhor momento do filme é a participação dos “Backstreet Boys”.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O cachorro

O cachorro” é um filme interessante. Ele nos apresenta a vida de um homem simples e desempregado, vivendo de favor na casa da sua filha, junto aos vários netos e um dia, após ajudar uma moça, ganha um Dogo Argentino, um belo cachorro que tem perfil para ganhar prêmios. Mas, como um simples homem pode lidar com um presente tão inesperado e interessante?

Bem, o longa tem uma simplicidade única, e assim como outros filmes que vi esse ano, é relacionado ao mundo canino. É claro que isso é influência da minha namorada que adora cães, mas particularidades a parte, é bem interessante por lidar bem com universos tão diferentes.

Além disso, a profundidade da trama simples se encontra no destino que o cachorro propicia ao homem, que antes desiludido, acaba encontrando um espaço e chance de ter uma vida melhor, apesar das desilusões.

Obs: O cachorro não morre no final, podem assistir de boa :D.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Livrai-nos Do Mal (Documentário) 2006

Desde que me conheço por gente sou católico. Não sou daqueles praticantes que vão todos os domingos à igreja com participação ativa e tudo o mais. Mas por conhecer um pouco da religião, foi muito foda, e aqui uso um palavrão mesmo para descreve essa sensação, assistir a um documentário como “Deliver Us From Evil”.

No início, ao assistir esse documentário que mostra a vida de um padre pedófilo que se escondeu por anos atrás da sua batina (sendo acobertado pela igreja em diversos momentos), dá uma sensação ruim ao escutar pais e mães falando sobre os anos em que frequentaram a igreja e na confiança que tinham no padre, que abusou dos seus filhos aproveitando-se desse laço. Intercalados a esses momentos, temos os depoimentos do padre Oliver O’Grady, que cometeu esses crimes em busca do perdão dessas crianças, hoje adultos. Toda aquela aparência de bom velhinho que o padre tem, se desfaz a cada depoimento das crianças que sofreram abuso e revira o estômago ao imaginar as barbaridades que cometidas por ele.

Esse cenário em que o mostro é pintado, toma contornos mais obscuros quando outros membros da igreja começam a aparecer, e em vez de tentar tirar o lobo do meio das ovelhas, buscam transferir o padre para outras comunidades, onde seus atos se espalham mais e mais. De forma brutal, o documentário é um tapa na cara de muitos católicos e serve como um sinal forte de que as mudanças, que esse novo Papa Francisco vem oferecendo, tem uma razão de existir, em especial a agressividade dos atos cometidos e das tentativas de colocá-los debaixo do tapete.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de novembro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A onda (2008)

Assisti ao filme “O experimento” alguns anos atrás e achei a ideia brilhante, a de que qualquer ser humano com poder demais acaba se corrompendo em um ambiente propício. Naquela época, já achei muito interessante esse pensamento e resolvi pesquisar um pouco mais da história e a partir daí, foi um pulo para conhecer o interessante drama alemão “A onda”.

O filme conta a história de um professor de educação física que acaba sendo escolhido para dar uma matéria sobre política, e inicialmente avesso ao trabalho, ele acaba tentando provar como os alemães aceitaram o nazismo, criando na sala um grupo chamado “A Onda“, que aos poucos acaba tomando contornos perturbadores.

Adorei o tema, e acho que nessas últimas eleições, ele serviria muito para alguns dos nossos amigos de facebook, que soltaram muitas besteiras inflamadas e sem conteúdo na rede. Fica a dica para quem quer entender um pouco sobre como as pessoas podem mudar em meio a uma sociedade manipuladora.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de novembro de 2014
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