fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Pompeia (2014)

Pompeia foi uma das cidades em que a grande e famosa tragédia do mundo antigo aconteceu: a erupção do vulcão Vesúvio, que simplesmente destruiu a cidade e matou quase todos os seus habitantes.

Vejam só que história rica temos aqui, daria com certeza um filme interessante com uma abordagem mais séria, mostrando algum conflito na cidade ou tentando mostrar como eram as pessoas que viviam nela. Porém, quando foram escrever o roteiro, resolveram que seria melhor inovar, o resultado acabou sendo uma história repleta de clichês e com situações banais e muito vistas em qualquer filme dessa época.

A história do filme “Pompeia” é basicamente Gladiador ou Spartacus ou Ben Hur transportados para a cidade em que vai acontecer o desastre. O personagem principal aqui é interpretado pelo insosso Kit Harington, conhecido de muitas pessoas como o Jon Snow da série Game of Thrones. Com um papel bem básico, é um homem que é feito de escravo e vendido para Pompeia e que quando pequeno viu a mãe ser morta por um guerreiro romano (Kiefer Sutherland). Na cidade ele acaba conhecendo a bela e rica Aurelia (Carrie-Anne Moss) e os dois se apaixonam, porém ela já tinha um pretendente que coincidentemente é o mesmo cara que matou a família do protagonista. Olha só que situação mais clichê!

O filme não é de todo ruim. As lutas, apesar de parecerem reinterpretações de filmes como “Gladiador” não chegam a comprometer, porém quando se aproxima do final, o longa começa a incomodar. A história deixa de ser um filme de ação com efeitos especiais bons, para se transformar numa trama mais brega, que tenta injetar uma história de amor goela abaixo de quem está assistindo. Recomendo só para quem curte aqueles filmes em que você deixa o cérebro em outro lugar enquanto está assistindo. Se quer ver algo mais interessante sobre essa época sugiro que vejam a excelente série Roma, vale mais o tempo perdido.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 31 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Como Não Perder Essa Mulher (2013)

Como Não Perder Essa Mulher” é um daqueles filmes que ficam em um limbo bizarro. Não sabemos se estamos para assistir uma comédia romântica, um drama ou mesmo algo com o tom mais erótico, já que o sexo parece dominar quase que todo o tempo de filme.

A história é sobre Jon, interpretado pela eterna promessa de Hollywood Joseph Gordon-Levitt, que é um bom ator, mas ainda não achou o papel que vá erguer sua carreira, pelo menos essa é minha opinião. Pois bem, no filme ele é tipo o “catador” o “comedor”, aquele cara que chega numa balada e sair ficando com o maior número de mulheres possíveis, superando todos os amigos, e que por baixo dessa postura, esconde um cara viciado em masturbação e vídeos eróticos, que não consegue ter uma relação normal com uma mulher.

O filme tem até uma premissa interessante que lembra o interessante Shame, porém a partir do momento que entra a personagem da Scarlett Johansson, a história dá uma guinada para um tom meio de comédia, com ele namorando uma mulher controladora. Logo depois a história evolui um pouco mais e ele conhece uma mulher mais madura e sofrida, vivida pela Julianne Moore e aí parece que estamos vendo um drama, isso sem contar as cenas da família do protagonista na mesa que tem uma atmosfera cômica, ainda mais com a presença do veterano Tony Danza. Uma curiosidade que vai deixar as menininhas (que adoraram “500 dias com ela”) de cabelo em pé é que a direção e roteiro são do Joseph Gordon-Levitt.

Bem, apesar de confuso, “Como Não Perder Essa Mulher” é um filme assistivel, mas aviso que não é uma boa escolha para ver em espaços públicos ou acompanhados de pais, sogros ou afins, com certeza você vai passar vergonha.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Unforgiven (2013)

Sou fã de faroestes e com certeza um dos meus preferidos, senão o meu preferido é “Os imperdoáveis”. Com uma trama bem construída, atores em grande forma e uma trilha sonora muito bonita, esse filme me conquistou e por isso me animei em ver uma versão oriental do longa.

Antes que alguém critique a falta de criatividade dos japoneses, é importante voltar no passado e lembrar que muitos dos faroestes que fizeram sucesso há décadas, tiveram inspiração nos longas japoneses. É o caso por exemplo de “7 homens e um destino” que foi claramente baseado no clássico “Os sete samurais”.

Feita a minha defesa, vou partir logo para uma análise do filme, que teve nas mudanças culturais, as maiores diferenças com o original. Se no filme americano a história se passa naquele Velho Oeste sujo em que poucos locais tinham lei, na versão oriental temos o declínio dos samurais e a era Meiji como fundo histórico, um ambiente perfeito na minha opinião.

O protagonista é um antigo guerreiro chamado Jubee Kamata, interpretado pelo talentoso Ken Watanabe. O filme, assim como a versão de Clint Eastwood, mostra o protagonista como um homem que sofre pelos crimes do seu passado e que tem uma vida humilde com os filhos, que é interrompida com a chegada de um velho companheiro de batalhas. Novamente a necessidade de comida, faz com que Jubee aceite um trabalho de matar alguns homens que retalharam uma prostituta.

Bem, quem viu a versão original, deve perceber que não houveram muitas mudanças, porém o ambiente cultural influencia bastante nos personagens, e até mesmo nas ações dos mesmos. Diversos são os momentos em que se percebe costumes e reações adaptadas a tradição do local. Outro detalhe são as paisagens lindas.

A cena final, que para mim é um marco do cinema foi mantida, porém é bem mais agressiva e vai lembrar para muitos um estilo Tarantino. Se a versão americana apostou numa linguagem mais redentora, os japoneses quiseram trilhar um caminho mais obscuro.

Não achei brilhante, pois faltaram muitas cenas que gosto no original, em especial a construção do xerife da cidade, papel tão bem defendido por Gene Hakman no original, e aqui com um ator bem mais fraco. Além disso, diversas cenas com diálogos muito interessantes foram cortadas. Vale a pena para quem, como eu, assistiu o original e quer dar uma conferida. Quem é fã da história do Japão também vai gostar.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Os Mercenários 3 (2014)

É isso aí tio Stallone, pode descer do trem que acabou. O primeiro era divertido, todo mundo queria ver você e seus parceiros dando tiros e matando um bando de terrorista de algum país qualquer. O segundo era mais do mesmo , mas tinha o Chuck Norris, e todo mundo queria ver “a lenda” em ação, agora esse terceiro é simplesmente ruim, não é culpa do Mel Gibson ou dos “atores”, simplesmente cansou.

A trama, como disse, é mais do mesmo. Um bandido fodão papel que já foi do Van Damme, Eric Roberts e agora é o Mel Gibson, provoca o grupo de mercenários mais famosos dos anos 80 e tem que encarar a fúria da trupe, então, se prepare para cenas do tio Arnold Schwarzenegger recheadas de frases de efeito, ou do “novato” Harrison Ford num papel canastrão e sem sentido, que vem tapar o buraco que o Bruce Willis deixou.

Bem como disse nem vou me dar ao trabalho de listar os atores do filme, só vale destacar mesmo o Wesley Snipes, que volta a “atuar” após ter passado um tempinho na cadeia. Acho que a cena dele é uma das únicas que achei graça em todo filme.

Se você é fã de filmes dos anos 80 pode dar uma chance, eu nem levando na base do humor consegui assistir ele todo sem ficar entediado. O efeito “que massa” passou e agora só sobrou um longa que se não tivesse o elenco que tem, com certeza sairia direto em DVD, uma pena.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Amantes Eternos (2014)

Eu nunca tinha visto um filme do Tom Hiddleston antes de Thor ou da franquia Vingadores (aonde eu acho que ele fez no Loki, o papel que irá marcar sua carreira apesar de achar que ele tem muito talento).

Em “Amantes Eternos” ele contracena com a interessante Tilda Swinton. No longa eles fazem ao papel de dois vampiros casados, ele um músico frustrado e ela, vivendo no oriente médio, reclusa na companhia de outro velho vampiro (John Hurt).

Até entendo quando um diretor, como Jim Jarmusch (Flores Partidas), tenta dar uma simbologia diferente aos vampiros. A sua pegada no filme para mim lembrou um pouco o que a Anne Rice fez em “Entrevista com Vampiro”. Porém, aqui a ação é quase zero, e só temos algo acontecendo na história quando surge a personagem da Mia Wasikowska. Mas mesmo esse momento, que é o ápice da história, não chegou a me prender a atenção.

Acho que o filme vai chamar a atenção de quem gosta de música. Sua trilha sonora é bem interessante e meio que complementa a história, porém, o filme é muito parado e o tom de melancolia da trama deixou, para mim, o filme muito chato. É aquele tipo que todos os seus amigos e alguns amantes do cinema mais cult vão tratar como um grande filme, mas que alguns como eu vão simplesmente achar o filme chato.

Uma pena, eu ainda vou continuar gostando da Tilda e do Tom, são para mim, ótimos atores.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 15 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O ano do Cão (2009)

E minha saga por filmes com cachorros continua. Para quem não sabe, eu e a minha namorada adoramos esses bichinhos, e por isso sempre buscamos filmes que tenham eles como protagonistas. Quem tiver indicações é só falar nos comentários, eu e a patroa vamos adorar as dicas ;).

Pois bem, escolhemos após uma pesquisa assistir “O ano do cão” um filme que conta a história de um escritor em crise que resolve adotar um cachorro da raça Border Collie problemático. O filme é baseado em uma história real, nesse caso de Jon Katz, interpretado pelo talentoso Jeff Bridges.

O filme começa muito bem e parece que vai caminhar para uma história de amizade entre um cão e seu dono, na qual ambos vão superar seus problemas e crescer com isso. Além do cachorro protagonista ainda existem dois belos labradores que fazem uma participação muito bonitinha, porém bem curta, e um deles tem uma parte bem triste (sim ele morre).

Bem, de pontos positivos do longa (que é quase um curta) tenho que ressaltar que nenhum cachorro fala, voa ou faz aquelas coisas absurdas. A trama é bem honesta, e essa falta de emoção que muitas vez cobro nos filmes que viajam muito numa história, acaba fazendo a diferença aqui. O filme é seco demais, parece que não tem empatia e quando parece que vai progredir simplesmente acaba, e então você olha para a tela e pensa: É isso? É meu amigo, é exatamente isso.

Podem se arriscar a assistir, não é triste com o cachorro morrendo no final, mas tem um momento que pode arrancar umas lágrimas. No geral é um filminho simples e fraquinho, só vale se gosta de cães e mesmo com esse tema assim não chega nem perto de ser relevante o suficiente.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 13 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Confissões de Adolescente (2013)

Assistir “Confissões de Adolescente” foi um desafio pra mim. Eu me lembro de assistir esse seriado lá na época da TV Cultura, me lembro de uma novinha Débora Secco, interpretando uma adolescente. Só para terem uma noção hoje ela tem quase 40 anos e, o seriado, estreou em 1994, já se passaram então 20 anos.

Minhas memórias a parte, resolvi me arriscar e assistir essa nova versão, com uma trama que segue a linha do seriado, com um pai de família, interpretado por Cássio Gabus Mendes, que tem de cuidar de 4 filhas adolescentes.

Em relação à trama ela costura várias situações comuns a esta faixa etária. Temos a filha mais jovem que tem de descobrir como se relacionar com os meninos; uma que descobre a sua sexualidade; outra com o batido tema gravidez na adolescência e, por fim, a filha que sai de casa mais vive na sombra do pai.

Eu não achei o filme ruim, para falar a verdade achei que ele seria bem mais bobinho, e acho que foi por isso que me assustei. A linguagem do longa explora bastante o contexto sexual da adolescência e não tem vergonha de mostrar cenas de nudez e sexo, além disso, a linguagem é bem despojada com certeza esse não é um dos filmes que você vai querer ver na frente dos seus pais ou avôs.

No geral o filme perde e muuuito para as histórias do seriado que tinham mais tempo para construir os personagens e criar uma empatia maior com eles. Por ser um filme faltou um pouco disso e acho que acabou deixando muita coisa acontecendo junto. Além disso, o efeito Malhação quebrou muito o ritmo do longa, afinal, vários dos temas apresentados já foram explorados diversas vezes pela novelinha teen.

Não é um filme ruim, mas não agrega em nada, com certeza vai ser mais interessante para os adolescente e não para saudosistas do seriado.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 10 de outubro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Homem Aranha 2 – A ameça do Electro (2014)

Nos últimos anos os ‘filmes de heróis’ tem tomado cada vez mais espaço nos cinemas. Estúdios como FOX (X-men), Warner (DC), Disney (Marvel) tem ganhado muito dinheiro com filmes sobre o assunto e, a Sony, com seu espetacular Homem-Aranha, resolveu que também iria investir. Repaginou o herói que foi por três filmes interpretados pelo Tobey Maguire, e passou a direção do Sam Raimi para o Mark Weeb, o papel de protagonista acabou ficando com o dedicado Andrew Garfield.

O primeiro filme já não me agradou muito, devo admitir. A mitologia do Homem-Aranha estava lá. Apesar de recente, foi necessário se contar uma origem novamente, e mexeram um pouco na história do herói, deixando uma cara parecida com o “Hulk” do Ang Lee. Além disso, o Peter Parker de nerd rejeitado, acabou ganhando um status de uma pessoas mais descolada, o que para mim estraga um dos pontos mais legais do personagem, pois bem agora que falei do primeiro filme, que já fiz resenha aqui, vou falar da continuação.

O longa aposta agora no vilão Electro, interpretado porcamente pelo Jamie Foxx, que após um acidente, que para mim entra na galeria das cenas mais ridículas do cinema, acaba ganhando poderes e então de bobo e pau mandado de todo mundo, o personagem resolve que quer ser importante e para isso tem de vencer o Homem Aranha.

Sei que vai ter muita gente achando que essa sinopse foi muito rasa, porém o filme também foi, então estamos empatados :D.

Indo direto ao que gostei, devo destacar que odiei a linguagem do longa, ele tem um jeito de quadrinhos antigos, aqueles em que o vilão era um bobão que ganha poderes, e todos os personagens são caricatos. Além disso o drama do Peter com a Gwen (Emma Stone) era a única interação que funcionava no filme, porém ela começou a descambar com o aparecimento do Harry Osborn (Dane DeHaan). Esse para mim foi o ponto fraco do filme, o personagem é até mais interessante que o do Electro, porém parece que sua história foi cuspida na trama e teve de ser contada no menor tempo possível. E também tem o seu pai Norman Osborn, que é um dos grandes vilões dos quadrinhos e tem o grande ator Chris Cooper no papel, porém a sua cena é minúscula.

Bem não gostei do filme, achei ele quase todo muito rápido, parecia que existia uma enorme necessidade de correr para chegar em algum lugar, e quando o Homem Aranha chegava nesse ponto ele tinha que ir para outra etapa e assim vai.

O único momento que senti um pouco de empatia pelo personagem é nos momentos finais, após outra de suas perdas e que o Homem Aranha resolve voltar a ser um herói, só nesse momento eu vi um personagem interessante, se fosse nos quadrinhos eu não pagaria para ler uma trama tão ruim quanto a desse filme.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 9 de outubro de 2014
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