fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Amor Bandido (2012)

Matthew McConaughey é um grande ator. Bem, isso há alguns anos seria uma afirmação que beira a heresia, afinal, os grandes papéis dele estavam ligados a comédias românticas, que apesar de boas, só davam a impressão que ele era um ator limitado, coisa que quem viu, por exemplo, “A Mão do Diabo” sabia que ele não era.

A confirmação veio nesse último ano com dois personagens maravilhosos no filme “Clube de Compras Dallas” e na série “True Detective”.Essa percepção de mudança de atitude do ator já estava presente quando ele fez o estranho “Killer Joe”, um filminho interessante e que chamou a atenção pela bizarrice do seu personagem.

Em “Amor Bandido”, o filme em questão, podemos ver uma espécie de laboratório para o seu personagem de “True Detective”. Apesar de não ser uma cópia fiel, podemos ver alguns relances que lembram muito o detetive Rust Cohle.

No filme dois garotos se deparam com um fugitivo chamado Mud interpretado por Matthew McConaughey, um cara com uma pinta de descolado que lembra um pouco aquelas caras com pinta de “bad boy” que mesmo com aspecto sujo tem um charme.

O longa tem um rumo interessante com uma trama que parece um drama trincado e evolui até uma ação agressiva.

No elenco de apoio temos a Reese Witherspoon, tentando emplacar no papel de gostosa, mas que simplesmente não funciona (na minha opinião ele não tem esse perfil). Em papeis menores temos o ótimo Michael Shannon em uma aparição bem curta e Sam Shepard também aparecendo com um homem do sul em decadência, que tem muitas semelhanças com o papel de McConaughey, porém podemos ver que o rumo da sua vida o levou para um lado mais família. Ainda restam Tye Sheridan e Jacob Lofland, que interpretam os garotos e que acabaram dando uma áurea meio anos 80 filme. Eu fiquei, dentro das devidas proporções, com a impressão que esses personagens poderiam ser uma espécie de personagens do clássico “Conta Comigo”, mas com um tom bem mais violento e sombrio.

Fica aqui uma opção para quem deseja assistir um filme de ação com um fundo mais cheio de suspense e que lembra um pouco a atmosfera de “True Detective” sem aquele suspense mais bizarro.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Um álibi perfeito (2014)

Dois grandes atores, uma trama que pode render um bom filme de tribunal e um roteiro fraco. A combinação criou o desastroso “Um álibi perfeito”.

Não costumo fazer isso, mas o fato de ver o nome do Samuel L. Jackson e Dominic Cooper, do excelente “O Dublê do Diabo”, no elenco me despertou a atenção.

A trama é sobre um promotor que comete um crime e tem de acusar o homem que foi condenado pelo que ele fez: é interessante. Achei que podia render algo daí.

O que mais incomoda no filme é que ele é feito para enganar, você espera um drama profunda, recheado de momentos de tensão e suspense e acaba recebendo um filme de ação B, sem nenhuma criatividade e recheado de situações que você já viu um milhão de vezes.

Ao final eu me peguei pensando “Porque fazer isso? Tinha necessidade da trama caminhar para isso?”, acho que as vezes é mais fácil se manter no terreno da babaquice em busca de mais dinheiro do que se arriscar com uma trama mais profunda e intensa.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – 72 horas (2010)

Depois de uma leva de filmes ruins, resolvi que era hora de mudar e que precisava de um filme com uma média melhor no IMDB. Por isso resolvi ver “72 horas”.

Assisti num domingo e na segunda descobri que ia passar em um canal da TV aberta, isso foi legal pois pude acompanhar um monte de gente comentando sobre o filme enquanto ele ainda estava recente na minha cabeça.
Experiências a parte, o filme que lembra um pouco o seriado “Prison Break”, conta a história de um pai de família interpretado pelo sempre competente Russell Crowe, que tenta de todas as formas resgatar sua esposa Elizabeth Banks, acusada de ter matado sua chefe da cadeia.

O longa tem um ritmo acelerado e nem parece que tem quase duas horas de duração. Uma coisa que gostei é que ele nos deixa viajar na sua história mesmo com umas escorregadas no roteiro (como na cena da chave, ou o final que me deixou com a impressão que foi feito sob encomenda para justificar as ações do protagonistas).

Se querem uma boa opção de longa de ação, que vai agradar quem gostou de filmes como “Código de Conduta”, pode encontrar aqui.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Meu Vizinho Totoro (1988)

Hayao Miyazaki já se tornou uma lenda por suas animações cheias de significados. Além de sempre emocionar muitos marmanjos e encantaram muitas crianças. É, inclusive, muito admirado por John Lasseter, um dos figurões da Disney.

Parte de sua fama internacional se deve a esse clássico chamado “Meu Vizinho Totoro” um filme que com sua simplicidade, mostrando a relação de uma família em relação à ausência da mãe doente. Por meio deste mundo mágico, somos apresentados a um mundo belo e de fantasia, que cria e usa da mitologia para nos encantar.

O interessante do filme é que apesar dele ter um lado todo fantasioso, trabalha, e muito bem, a visão das crianças em relação ao mundo e as pessoas que as cercam. Também é possível perceber toda a emoção que é imposta nos personagens e que de certa forma Miyazaki fez uma ligação com sua vida e memórias.

Vale a pena assistir, apesar de ser bem infantil. Acho que esse é um tipo de clássico que transcende as idades. Talvez por sua linguagem mais fantasiosa e que exige mais imaginação e algumas crianças ‘mais moderninhas’ não curtam.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – The Battery (2012)

Foi numa noite de segunda sem opções e querendo ver algo diferente: resolvi me arriscar e dar uma chance a “The Battery”. Um filme independente sobre dois amigos que tem de enfrentar o caos de um mundo zumbi.

É basicamente um “bromance” com uma pitada de “Todo mundo quase Morto” e “Walking Dead”.

Fugindo um pouco da temática de mostrar cenas de sangue e tripas, o longa trilha um caminho que mescla um drama sobre dois caras diferentes um do outro. Um que se sente solitário em meio a morte de todos que conhecia e outro que já não se encaixava no mundo de antes. Para mostrar isso resolveram usa os zumbis como pano de fundo.
Para mim o resultado foi um filme meio cru e arrastado.

Sendo bem sincero pareceu um episodio tedioso de Walking Dead. Os atores Jeremy Gardner e Adam Cronheim não ter um carisma para manter a atenção neles, mesmo quando a trama parece dar uma guinada ela volta aos diálogos e mais diálogos, que mais parecem se arrastar e não são interessantes.

Se você curte aqueles tramas parados, talvez curta esse filme, para mim simplesmente não funcionou.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 18 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A pata do macaco (2013)

Pense em um filme ruim, mas muito ruim, conseguiu? Bem “A pata do macaco” está nesse nível para pior. São vários e vários momentos de vergonha alheia.

A trama, baseada em um conto conhecido, sobre uma pata de macaco que realiza desejos da forma mais perturbadora possível, poderia ser bem mais interessante. Acabou caindo num marasmo ridículo, e o elenco é repleto de desconhecidos (talvez o rosto mais famoso seja o do Stephen Lang, conhecido pelo seu papel de general no filme Avatar).

Se você quer ver um filme de terror decente, passe bem longe dessa porcaria. Eu me esforcei muito para terminar e foi um sacrifício chegar ao seu final.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 17 de julho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Uma história de amor e Fúria (2013)

No Brasil a produção de animações ainda é novidade, o mais perto que chegamos disso é com Carlos Saldanha e seu divertido Rio, por isso é interessante quando é possível conferir uma novidade nessa área. Ainda mais se for recheada de mitos e história nacional.

História de Amor e Fúria” se apoia em um enredo muito legal sobre o amor de um jovem por uma bela mulher chamada Janaína. O romance dos dois é uma coisa que atravessa o tempo, passando de eras em eras, o que dá um tom muito dinâmico a trama e ainda permite acompanhar o Brasil e suas viradas em diversos momentos. Começa nos períodos de descoberta, passando pela revolução em Caxias, a Ditadura e se concluí em futuro meio caótico.

No elenco, a dublagem fica por conta do Selton Mello, Camila Pitanga e uma pequena participação do Rodrigo Santoro.

Os traços não são perfeitos se comparados a padrões orientais ou americanos, mas acho que casam bem com a proposta. Outro ponto a se ressaltar é que a animação é voltada para adultos, com momentos bem tensos e, inclusive, diversas cenas de nudez.

Recomendo para o pessoal que curte mitologia e história.

O maior furo talvez seja que a trama é muito curta, e parece que ficou faltando algo para ser mais completinha, porém mesma com esta limitação não deixa de ser interessante e representar a nossa história.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 16 de julho de 2014
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