PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Mad Men – 7° temporada

Don Draper (Jon Ham) acabou a sexta temporada desmoralizado: com seu mundo quase destruído, sem as mulheres da sua vida, sem um emprego… Essa sétima temporada, que é a última, nos deu uma pequena dose em sete episódios (os outros só no ano que vem) do que irá acontecer nessa reta final.

Com Don ausente da agência, surge uma oportunidade para Peggy (Elisabeth Moss) brilhar, porém a sombra do seu ex-chefe e mentor faz com que ela nunca se sinta feliz na perseguição das ideias perfeitas para as campanhas.

Paralelo a isso, Roger (John Slattery) novamente tenta se reconectar a sua família, coisa ainda mais difícil com a fuga da sua filha para uma comunidade hippie. Já Joan, continua tentando fugir da figura de uma mulher sedutora no poder para se tornar uma mulher em busca do seu lugar na sociedade.

Essa temporada teve diversos momentos lindos, como as conversas de Don e Peggy e o discurso emocionante dela no final, além da despedida do querido Bert (Robert Morse) e sua aula sobre liderança que motivou Roger a tomar uma atitude e encurralar o babaca do Jim Cutler (Harry Hamlin), mostrando que ainda tem suas cartas na manga.

Não sei ainda como a série irá fechar (e isso é o que mais me faz querer acompanhá-la). Galgada em várias doses de realismo, ela é maçante para alguns mas se fortalece nos momentos em que mais deixa seus personagens brilharem. Espero que no final, Matthew Weiner nos dê a chance de poder acompanhar um dos finais mais emocionantes do mundo das séries – que, acho eu, não será da redenção nem da derrocada de Don, mas apenas a conclusão do que ele se transformou.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de junho de 2014
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Aterro (2011)

Lixo Extraordinário está na lista de um dos documentários mais interessantes que assisti. Contando a história de pessoas que vivem no lixo e de como elas vivem por lá, ele consegue emocionar e nos fazer torcer para quem está participando do projeto É quase como um filme baseado em fatos reais, mas com a história sendo escrita na sua frente.

Aterro é também um documentário sobre o lixo, nesse caso sobre um aterro que existia nos anos 70 e hoje é o bairro do Morro das Pedras em Minas Gerais. Durante o documentário, o diretor Marcelo Reis busca pegar depoimentos de pessoas que viveram naquela época e tiravam o sustento do lixo.

São muitas as histórias emocionantes, algumas até de revirar o estômago, de como aquelas pessoas conseguiam viver naquela situação e ainda sorrir, ou educar e sustentar seus filhos. Com certeza ele é uma lição para muita gente, mas acho que não deve ser visto somente como uma crítica social, podendo ser apreciado como um retrato de um outro Brasil que tem muitas histórias ainda para contar.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de junho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Meu pé de laranja lima (2012)

Assisti a novela Meu pé de laranja lima há muitos anos atrás, me lembrava muito pouco da história. Sabia que ele falava com o tal pé de laranja lima, mas não sabia se isso tinha um caráter espiritual, sobrenatural ou alucinógeno. Também tinha lembranças que o protagonista sofria muito e apanhava, mas não sabia muita coisa fora isso, era até aí que as minhas memórias iam.

O filme, para quem não conhece a história ou nunca leu o livro, nos apresenta a o protagonista Zezé (João Guilherme Ávila), um menino bagunceiro que vive com os pais em uma pequena cidade no interior de Minas Gerais. Negligenciado pela mãe que tem de viver em função do trabalho e agredido constantemente pelos pais e irmãos, o menino se torna cada vez mais rebelde e acaba encontrando conforto em duas grandes amizades, uma com seu pé de laranja lima e outra com o um misterioso português (José de Abreu).

Gosto muito dessas tramas de cidades do interior, talvez por eu ser de uma. É sempre gostoso quando um filme retrata bem isso. E ainda mais quando ele tem uma história tão gostosa como a do Meu pé de laranja lima, que é cheia de momentos tristes e de cenas emocionantes. Minha única crítica fica por conta da velocidade da trama. Parece que algumas partes foram cortadas, o que gera uma dificuldade em ter apego a alguns personagens, mesmo o pé de laranja que aparece no título do filme aparece bem pouco. Porém o saldo final é positivo e a trama pode agradar quem é saudosista como eu.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de junho de 2014
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PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Game of Thrones – 4° Temporada

E acaba mais uma temporada de uma das séries que junto com Walking Dead vem sendo a queridinha de muita gente.

Para terem uma noção, em termos de grandiosidade, ela é a mais pirateada da net e sua audiência (para um canal pago – HBO) é enorme, quebrando ano após ano vários recordes.

Novamente vou fazer uma resenha que busca não mostrar o que aconteceu na temporada, mas como cada família acabou se saindo. Mostrar quem subiu ou desceu no momento. Se você não viu essa temporada, recomendo que pare aqui sua leitura.

Se você viu, então vamos lá:

SUBIU

Casa Tyrelll – Nessa temporada acho que os grandes jogadores foram os Tyrell, conseguindo uma aliança segura com os Lannister, e eliminando o louco do Joffrey (Jack Gleeson) do caminho. Essa família, que nem é das mais tradicionais, conseguiu colocar novamente a jovem Margaery no posto de futura rainha e ainda conseguiu um bom casamento para o jovem Loras (Finn Jones). Se o patriarca Mace (Roger Ashton-Griffiths) é um tolo que quer ser pajem do Tywin Lannister (Charles Dance), o cargo de grande cabeça e estrategista da família fica com a Dama dos Espinhos, também conhecida como Olenna (Diana Rigg), que soube jogar muito bem o jogo dos tronos para derrubar uma das principais peças.

Casa Baratheon – Se Stannis (Stephen Dillane) passou por momentos difíceis e ficou lambendo as feridas da surra que levou na batalha de Agua Negra (terceira temporada), essa quarta temporada serviu para ele se levantar com a força e conseguir o apoio do poderoso banco de Braavos. Para isso ele contou com a ajuda do sempre leal Davos (Liam Cunningham), e é claro, seu grande momento foi no final da temporada, quando ele resolveu mudar seu ataque e agora vai concentrar suas forças no Norte.

Casa Bolton – Se Ramsay Snow (Iwan Rheon) era perigoso sendo um bastardo, imaginem agora que seu pai resolveu, após uma brilhante vitória em Fosso Calin, o tornar filho legitimo. Essa mudança de rumos e a afirmação de poder no Norte com certeza foi uma grande ascensão para eles. Provavelmente terão problemas na próxima temporada com o Stannis, mas ainda não sabem disso.

NÃO MUDOU

Casa Targaryen – Dany (Emilia Clarke) continua sua jornada pelo outro continente e essa temporada ela consolidou seu poder, o que poderia colocar ela como uma casa em ascensão. Porém, a sua inexperiência em liderar e sua decisões perigosas – como afastar Jorah Mormont (Iain Glen), e confiar em Daario (Michiel Huisman) – dão indícios de uma personalidade inconstante, além da sua pior jogada foi ter sido trancafiar seus dragões, como ficou claro nos casos do Jon (Kit Harington) e do Robb (Richard Madden), que mostraram que se manter longe dos seus animais protetores pode não ser uma boa jogada.

Casa Stark – Se na temporada passada os grandes perdedores foram os Stark, que perderam a força de Robb e Cat (Michelle Fairley), nessa temporada eles não sofreram tanto, mas não evoluíram também. Talvez a maior reviravolta ficou por conta de Sansa (Sophie Turner), que apesar de manipulada pelo Mindinho (Aidan Gillen), soube crescer e se tornar uma mulher mais poderosa; veremos como isso vai funcionar na série.
Já Arya (Maisie Williams) se manteve quase todo tempo andando com o ‘Cão de Caça'(Rory McCann) e só realizou algo no final da série, quando partiu rumo a Braavos. Já Bran (Isaac Hempstead Wright) começou sua jornada espiritual que pode transformar ele em um jogador extremamente poderoso.

CAIU

Casa Lannister – Se na temporada passada os Lannister consolidaram seu poder, nessa temporada eles caíram muito. Começando com a morte de Joffrey, que era o grande representante Lannister no poder, o julgamento do Tyron e a humanização do Jaime (Nikolaj Coster-Waldau). Isto acabou enfraquecendo a casa. O grande golpe veio com a morte de Tywin e a fuga de Tyron, que deixaram os leões sem um poder central, a dúvida é quem tomará as rédeas da família. Será que a Cersei (Lena Headey) aguenta?

Casa Martell – Se Oberyn (Pedro Pascal) conquistou muita gente nessa temporada com seu charme, a sua casa não mostrou muito a que veio. A sua descida só valeu para uma luta que foi pautada pela sua arrogância. Como bem sabemos, em Westeros ser honrado e campeão da justiça não vale de muito, como bem descobriram os Stark. Agora só nos resta que na próxima temporada Dorne se mostre melhor e possamos descobrir se o pessoal de lá só sabe falar ou é bom em estratégia também.

Casa Greyjoy – Os Greyjoy estão muito quebrados, a jovem Yara (Gemma Whelan) tentou ajudar seu irmão e no final descobriu que ele já não é o mesmo de antes. Se o rei Balon (Patrick Malahide) não teve destaque essa temporada, é grande a chance dele voltar mais forte no ano que vem, afinal, não sabemos o que aconteceu nas Ilhas de Ferro nesse tempo.

Casa Arryn – Lysa (Kate Dickie) por anos tentou afastar sua família das confusões de Porto Real. Mindinho com sua chegada espetacular conseguiu não só colocar o Ninho da Águia no Jogo como também tomar conta dele, com isso ele está se tornando um homem cada vez mais poderosos e saindo o grande vencedor até agora.

Patrulheiros da Noite – Temporada com final eletrizante para eles, os selvagens quase os destruíram. Mas Stannis chegou com a misteriosa Melisandre (Carice van Houten) para dominar geral. Agora os homens de preto dependem do “verdadeiro” rei de Westeros para consolidar seu poder, porém, um fato: Como podem fazer isso sendo que tem de se manter neutros? E ainda, como lidar com os vários Selvagens presos, incluindo o perigoso Mance Ryder (Ciarán Hinds)?

Concluindo o post, devo dizer que esta temporada começou a fugir dos livros e começa a dar uma cara diferente a série.

Se isso é bom eu ainda não sei, mas senti falta de alguns pontos interessantes como um aprofundamento na relação entre Tyron e Jaime. Além da falta da personagem Lady Stoneheart, que seria de ajuda para dar uma virada na série.

Outro fato que me incomodou foi o tom arrastado de diversos personagens e a insistência em cenas como o romance de Missandei (Nathalie Emmanuel) com Verme Cinzento (Jacob Anderson), coisas que nem acontecem no livro e só atrapalham. A história do Tyron sobre o besouro é outro momento perdido.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de junho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Bem Vindo aos 40 (2012)

Um relacionamento é feito de altos e baixos, um casamento é um pouco uma evolução disso, ainda mais quando os filhos aparecem, e cada vez mais as pessoas tem menos tempo para elas, “Bem Vindo aos 40” é uma comédia que mostra de forma divertida o relacionamento de um casal com 2 filhas, que tem de lidar com problemas como a falta de dinheiro, os pais e os filhos.

Paul Rudd e Leslie Mann voltam aos papeis que fizeram em “Ligeiramente Grávidos” e é impressionante a química dos dois, o filme com certeza deve muito de sua atratividade por conta dos dois, as cenas em que eles tem que lidar com seus problemas e a forma como encaram a educação das filhas é hilária, o elenco de apoio é muito bom também, tem a Megan Fox num papel de gostosa, Jason Siegel como um personal trainer metidão e ainda a gordinha e carismática Melissa McCarthy que tem um das cenas mais engraçadas do longa.

Quem está atrás de uma boa opção de comédia pode gostar de “Bem vindo aos 40” que também é uma boa opção para ver com a namorada ou esposa, ele tem cenas com as quais vocês certamente vão se identificar.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 16 de junho de 2014
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Última Viagem a Vegas (2014)

Robert DeNiro, Michael Douglas, Morgan Freeman e Kevin Kline são grandes atores. Talvez só o último não seja tão famoso, ficando restrito a poucos filmes de sucesso, porém não desmerece esse elenco que chegou prometendo ser uma versão mais velha do sucesso Se beber não case e creio que se não chegou perto em Última Viagem a Vegas, chegou bem perto.

É claro que, como toda comédia, ele tem aqueles momentos sem graça e os romances sempre desnecessários. Porém, são os momentos em que os atores brilham em que a comédia faz a diferença – em especial quando Robert DeNiro entra em cena com seu jeito de velho rabugento ou Michael Douglas e seu personagem brega descolado. Por fim, a maior graça do filme está nos atores e nem tanto no roteiro.

Como são rasas as opções em comédia atualmente, acho que esse filme tem muitas chances de ser uma opção atrativa pra quem gosta do gênero. Não é nada diferente do que você já viu, mas as atuações são boas o suficientes para chamar a atenção.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 10 de junho de 2014
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Hannibal 2° Temporada

Duro uma série com tanta complexidade e uma trama tão conhecida conseguir surpreender. Se sabemos que o Hannibal Lecter (Mads Mikkelsen) do clássico Silêncio do Inocentes acabará atrás das grades, e que também será pelo Will (Hugh Dancy), como é mostrado em Dragão Vermelho, então qual é a novidade? Acho que podemos chamar essa novidade de Bryan Fuller, o cara conseguiu pegar o óbvio e atirar na nossa cara, brincar com as nossas percepções a ponto de não saber quando a trama vai sair do tom dos livros/filmes e quando vai voltar para ela.

Nessa temporada, a série começa com Will preso, acusado dos crimes que o Hannibal cometeu, com a alcunha de ‘Chesapeake Ripper’. É na cadeia que ele consegue perceber o tamanho da teia de mentiras das quais faz parte. Para fugir dela, aos poucos ele ganha reforços como a agente Beverly (Hettienne Park), o Dr. Chilton (Raúl Esparza) e até o psicopata Dr. Abel Gideon (Eddie Izzard), todos devidamente eliminados pelo famoso canibal.

A trama evoluiu a ponto de deixar na mesa somente os quatro elementos-chave da trama: Hannibal, o manipulador psicopata canibal, Will e sua personalidade dúbia, Jack Crawford (Laurence Fishburne), o determinado a conseguir a justiça, e Alana Bloom (Caroline Dhavernas), a manipulada. É claro que numa trama cheia de peças tão interessantes, o mais forte ia acabar se saindo o vencedor – e que final de temporada devastador! Quem sobreviveu ao Hannibal?

Não posso deixar de comentar a série e falar da cena mais perturbadora da temporada, que é a desfiguração do Mason Verger (Michael Pitt). Todo mundo sabia que aquele momento ia chegar, mas ninguém imaginou que teria aquele impacto. Até agora a situação é que Hannibal é soberano. Será que alguém conseguirá derrotá-lo?

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 5 de junho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Robocop (2014)

Fui fã do primeiro Robocop, várias foram as vezes que gastava meu tempo revendo filme só pra ver cenas clássicas como a morte dele, ou quando finalmente ele se vingava dos seus assassinos. Além disso, adorava os efeitos especiais daquela época, como quando era mostrado somente o rosto humano do Robocop enquanto tudo em volta era uma máquina.

Esse reboot, mesmo que dirigido por um brasileiro, o competente diretor José Padilha, do bom Tropa de Elite e do ótimo Tropa de Elite 2, não me atraiu muito. Na época em que saiu nos cinemas vi que a crítica estava bem dividida e então resolvi esperar a poeira baixar e ver com a cabeça mais fria o que achava.

Primeiro devo dizer que o cânone do original continua lá, existe o policial correto Alex Mupry, agora interpretado por Joel Kinnaman, que também é quase morto, a cena do ataque a ele é menos brutal que no original, porém não têm como não se desesperar com o momento em que é mostrado o atual estado do corpo dele, eu imagino a sensação de descobrir que você se transformou em uma máquina.

Gostei muito da forma como a história foi construída, os personagens do Michael Keaton e Gary Oldman estão muito bem, o do Samuel L. Jackson é interessante mas tem um jeito meio parecido com outro de Tropa de Elite 2, até mesmo no tom popularesco. Os outros atores estão muito caricatos: Jackie Earle Haley como o soldado fodão não convence e fica muito caricato, já Michael K. Williams é quase apagado e parece que teve cenas cortadas.

Em relação ao roteiro, como disse ele é muito bom e interessante, porém na reta final ele acelera demais a história. Parece que precisa fechar todas as pontas soltas e tudo tem que acontecer logo, então personagens que prometiam muito quase nem têm tempo de tela e conflitos que prometiam uma profundidade maior caem no básico mocinho e vilão, quando poderiam facilmente ser desenvolvido mais.

Eu não acho que é uma perda de tempo, porém ainda prefiro a versão original, que tinha um pouco mais de ação e drama e um roteiro mais linear.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 4 de junho de 2014
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – X-men – Dias de um Futuro Esquecido (2014)

Dentre os heróis, os X-men são meu grupo preferido, pois adoro a forma como eles funcionam como equipe. Para mim, eles são a equipe mais heterogênea que existe, tendo atuado em suas fileiras diversos membros de caráter duvidoso. Essa característica de equipe que aceita até elementos perigosos como Wolverine, Magneto e Dentes de Sabre com certeza serviram de inspiração para esses Vingadores.

Defendido meu gosto, tenho que dizer que não gosto muito da franquia dos X-men nos cinemas: as histórias são para mim apoiadas nos grandes clichês de quem não lê quadrinhos, com o Wolverine como protagonista e os outros personagens girando em volta dele. Tá certo que o Carcaju é o preferido de muita gente, mas isso não justifica tanto tempo de exposição.

Na minha opinião, o personagem do Hugh Jackman já está saturado no cinema e creio que o público mostrou isso quando gostaram tanto de X-men Primeira Classe – que não é perfeito, mas pelo menos tentou mostrar um pouco do universo dos mutantes além dos rostinhos conhecidos.

A novidade desse ano é X-men – Dias de um Futuro Esquecido, com a volta do top Bryan Singer, que abandonou os mutantes para seguir o lado da “Distinta Concorrência” com Superman. Porém, acabou falhando e voltando de vez para a Fox/Marvel, apostando num filme que reúne um elenco dos filmes antigos e dos novos (é basicamente o que o J.J Abrams fez em Star Trek, só que de maneira bem porca).

A trama do longa, inspirada na história em quadrinhos Dias de um Futuro Esquecido, apresenta um futuro no qual os Sentinelas, gigantes robôs desenvolvidos para exterminar mutantes, tomaram conta do mundo e praticamente escravizaram a humanidade. É claro que a HQ, por ter nas suas costas anos de cronologia e desenvolvimento dos personagens, é bem mais tensa e interessante que o filme. Mas vamos lá tentar entender se o longa funciona ou não.

Bem, primeiro devo dizer que o filme é muito confuso. Imagino que quem caiu de paraquedas na franquia deve se sentir totalmente perdido, é muita informação ao mesmo tempo. O final então, quando começam a aparecer certos personagens, é um teste para a memória de muita gente que não é fã de quadrinhos. A trama em si é bem vibrante, com cenas de ação ótimas em especial no futuro e também na Casa Branca (interessante que os X-men sempre fazem boas cenas na Casa Branca, só lembrar daquela do Noturno no segundo filme).

O elenco não compromete e parece que Singer resolveu apostar em seis protagonistas desta vez. Por isso, se preparem para muito tempo de tela com Hugh Jackman, James McAvoy, Patrick Stewart, Michael Fassbender, Ian McKellen e Jennifer Lawrence – respectivamente Wolverine, Xavier(s), Magneto(s) e Mística.

O resultado final não serviu para mudar muito a besteira dos outros filmes, ficou mais parecendo um mistura que não colou muito bem e ainda travou um final feliz para todos os envolvidos. Existe uma cena pós-créditos que não agrega nada ao filme e é só uma dica para a continuação.

Se você for fã dos X-men, não vá esperando grandes coisas. Se você não for, veja todos os filmes antes para entender a trama. Na minha opinião, só deixo o recado: FOX, CRIA VERGONHA NA CARA E FAZ O REBOOT DOS X-MEN OU DEVOLVE PARA A MARVEL.

Observação final: Mercúrio, o visual mais tosco com a cena mais legal. Ferrou pro Whedon em Vingadores fazer algo melhor que isso…uma pena.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 3 de junho de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Os caçadores de obra-prima (2014)

Nazismo sempre rendeu grandes histórias ao cinema, a maioria delas emocionante, contando um pouco sobre como os judeus sofreram na mão dos alemães. Também existem filmes que retratam heróis que de uma forma ou de outra colaboraram para o final da guerra ou para salvar mais vidas.

Os caçadores de obra-prima não fala de homens corajosos que salvaram milhares de vidas, mas sim de pensadores e estudiosos que em meio ao caos de uma guerra queriam de alguma forma poder salvar as obras-primas que naquele momento estavam sendo alvo dos alemães. Através de Hitler, começaram a ter um apreço pela arte e pretendiam roubar diversas obras importantes e juntá-las num museu que seria o maior do mundo.

O filme tem um clima que para alguns deve lembrar o de 11 homens e um segredo mas que para mim tem mais semelhança com Os doze condenados, até mesmo o ritmo do longa me lembra esse clássico.

O elenco para mim é um dos mais interessantes do ano, juntamente com o de Última Viagem a Vegas. Não é comum ver atores como George Clooney, Bill Murray, John Goodman, Cate Blanchet e Matt Damon em um mesmo projeto, é uma pena que a história não seja tão empolgante, ela tem um pouco da importância história e parece em alguns momentos até um daqueles documentários do History, mas os personagens não são muito profundos e o núcleo que envolve o Matt Damon e a Cate Blanchet parece meio torto na trama. Em suma é um filme interessante, mas não tem nenhuma cena ou momentos que faz com que ele seja imperdível, esperava bem mais dele.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 2 de junho de 2014
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