PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Vikings (2º temporada)

Esta é uma série que não tem muitos fãs, talvez por passar em um canal como o History e não ser tão hype como Game of Thrones. Mas nem por isso é ruim, ela tem ótimos momentos e cenas de ação ótimas, talvez as melhores entre as séries.

No elenco, alguns atores claramente são limitados. Mas Travis Fimmel tem uma ótima interpretação de Ragnar Lothbrok e consegue com um olhar mostrar toda a fúria de seu personagem. Não bastasse isso, o roteiro que apesar de ser em alguns momentos muito apoiado na ação, consegue entregar alguns nuances de tramas mais interessantes, como a relação do Frei Athelstan (George Blagden) e de Floki (Gustaf Skarsgård).

Essa segunda temporada aumentou o conflito de Ragnar com o rei Horik (Donal Logue), e Jarl Borg (Thorbjørn Harr), além disso, a exploração em outras terras mostrou um futuro adversário talvez ainda mais perigoso, nesse caso o Rei Ecbert (Linus Roache), um homem que parece fascinado com a cultura dos Vikings.

Fazendo um apanhando de tudo que aconteceu nessa temporada, tivemos uma clara evolução na série, com vários personagens tendo um crescimento e redenção, e um twist no final da temporada, que apesar de não ser chocante soube prender a atenção e preparou o terreno para uma nova temporada que promete.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Cinema Paradiso (1988)

Poucos filmes têm uma força tão grande a ponto de emocionar sempre que assistimos. Creio que Cinema Paradiso facilmente entra nessa categoria, o longa que conta sobre a amizade do menino Toto (Jacques Perrin /Salvatore Cascio/Marco Leonardi) com o projetista Alfredo (Philippe Noiret). Entre eles, além de uma forte amizade, existe também um enorme carinho pelo cinema.

Eu, como um admirador do cinema, cometi o sacrilégio de não ter assistido esse longa antes. Talvez por isso eu tenha me impactado tanto com sua trama. Ele me lembra um pouco aqueles filmes que eu e meu pai assistíamos à tarde na Cultura e que ele sempre vai me falando sobre momentos históricos enquanto ocorre.

Toda essa magia da história fica mais forte quando se tem uma trilha como a criada por Ennio Morricone, que consegue complementar a história e ainda dar mais força a ela. Cabe também um elogio a criação de Giuseppe Tornatore, que soube nos levar à Itália de outros tempos, a deixar aquele vilarejo tão distante e aquele pequeno cinema com a cara de recordações que nunca tivemos. Vale com certeza a pena.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – 300 – A ascensão do Império (2013)

300 é um filme que quando saiu fez muito sucesso: os efeitos lindos, as falas cheias de encorajamento, tem motivador de RH que até hoje coloca o discurso do Leônidas para fazer o pessoal trabalhar mais e pagar menos. Deixando meu lado revoltado de lado e voltando a falar do filme, 300 é aquele tipo que não consegue resistir bem a uma 2° exibição, quando você para um pouco e pensa em tudo que aconteceu na trama, parece que perde a força.

Essa “continuação” que na verdade conta um pouco do antes, do meio e do depois do primeiro filme, usa os mesmos recursos e plots do primeiro filme. Tem um líder metido a macho alfa: Themistocles (Sullivan Stapleton), uma atriz que só está no filme para ser a gostosa dominadora da história e o Xerxes (Rodrigo Santoro) que é reduzido a um idiota na trama. Também temos a Lena Headey, voltando ao seu papel de rainha de Esparta.

Olha, vou direto ao ponto: me irrita ver cenas de câmera lenta e sangue voando na tela gratuitamente. Não que não seja fã de violência, mas gosto dela mais condizente, vide séries como Vikings, como também as cenas forçadas e absurdas como a “negociação” da comandante interpretada pela Eva Green com o personagem do Sullivan Stapleton me pareceu uma das cenas gratuitas de sexo mais babacas da história do cinema. Se vocês querem ver esse filme, deixem seu cérebro do lado de fora, facilita e muito.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Um beijo roubado 2007

Gosto de filmes de romance que constroem histórias mais secas, sem aquela doçura de um mundo perfeito, por isso “Um beijo roubado” se tornou um filme interessante para mim, ele conta um elenco interessante que conta com nomes de peso como Jude Law, Natalie Portman, Norah Jones e Rachel Weisz.

O filme tem uma história muito legal, sobre Jeremy (Jude Law) o dono de um bar em Nova York que guarda as chaves que as pessoas deixam lá para que outras pessoas venham busca-las, geralmente todas as chaves tem uma ligação com um romance que terminou; nesse cenário melancólico ele conhece uma mulher que está passando por um momento amoroso difícil e que resolve viajar pelos EUA.

Apesar de um início interessante o filme erra ao se focar na personagem da Norah Jones, creio que se tivesse mantido a trama no bar, e com as histórias por trás das chaves, ela teria fluído bem melhor. Em relação ao elenco a trama que envolve a Natalie Portaman para mim é a mais fraca, e pareceu meio gratuita, sem muito a acrescentar.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Septimo (2013)

Ricardo Darin é um dos meus atores preferidos, como muitas vezes deixei claro aqui, porém assim como todos os bons atores, às vezes ele dá uma escorrega. Sétimo é um exemplo disso, um filme de suspense que promete muito, mas entrega bem pouco.

A história que tem tudo param ser um grande suspense, mostra um pai (Ricardo Darin) que um dia vai buscar os filhos na casa da ex-mulher, e acaba perdendo as crianças quando elas desaparecem ao descerem as escadas do prédio, a partir daí é um jogo de gato e rato para descobrir o que aconteceu com elas e quem são os suspeitos.

A trama é bem interessante como eu disse, a tensão transcorre a todo momento, e tem aquele clima nebuloso, no qual você não sabe quem é culpado e quem é inocente na história, o filme prepara tudo para uma grande revelação e traça uma linha bem interessante para o final, mas acaba na resolução escorregando e entregando uma solução fácil.

É um filme de Darin, então não é completamente ruim, mas não vale tanto a pena, e se você espera aqui, encontrar algo semelhante ao que foi “Segredo dos seus Olhos” ou “Nove Rainhas” vai se decepcionar.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de maio de 2014
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PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Bates Motel 2° temporada

Bates tem sido entre as séries que vejo a que mais tenho interesse em parar de assistir, a primeira temporada até que foi empolgante, mas a segunda tem me dado uma impressão enorme de barriga, com tramas e mais tramas forçadas. Primeiro que acho que o seriado não tem muita sustância para se aguentar, o relacionamento da Norma (Vera Farmiga) com o Norman (Freddie Highmore) é legal, mas mesmo assim sei que dele não pode vir todas as trama da série, já as tramas paralelas são chatas eu particularmente odeio esse subplot do Dylan (Max Thieriot) e o mundo das drogas, e ainda mais a solução forçada que tivemos no final da temporada.

Em relação à construção do protagonista para se tornar o mais famosos dos psicopatas, com certeza os melhores momentos da trama saem daí, a loucura de Norman é daquele tipo mais perigoso, o cara gentil e amigável que quer ser amigo de todo mundo, mas por baixo da pele esconde um monstro, algo que sutilmente vem se erguendo embaixo da sua pele. O engraçado é que são poucas as pessoas que percebem o perigo que ele representa até mesmo o todo poderoso xerife Romero (Nestor Carbonell) não parece sentir a ameaça que o garoto representa.

Em relação a essa segunda temporada o resultado final foi para mim de uma trama fraca, com alguns momentos que lembravam cenas de novelas, inclusive como disse a trama das drogas, e os relacionamentos da Norma, tanto com o irmão, quanto com a amiga e o seu pretendente, em relação a Dylan e Emma (Olivia Cooke), as histórias foram ainda mais descartáveis e arrastadas. A cena final não deixou muitos ganchos e pareceu ser mais uma afirmação de algo que todo mundo já sabia, ainda mais se você viu os filmes ou acompanhou a série.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Atração Perigosa (2012) – por Daniel Guerra

Ben Affleck. Acredito que seja o artista do momento que melhor brinca com uma dualidade que cerca sua carreira. A de diretor premiado, inclusive com o Oscar por Argo em 2012 e de um ator canastr?o odiado pela comunidade nerd. Esse filme serve de exemplo para ilustrar essa situação. The Town saiu aqui no Brasil com a excelente tradução de “Atração Perigosa”, e reúne um bom elenco que conta com Pete Postlethwaite, Chris Cooper, Jon Hamm e Jeremy Renner, entre outros. Um filme bem conduzido, pé no chão e tenso e que conta com belas atuações de seu elenco (exceto do Sr. Affleck), tornando-se quase unanimidade entre a crítica especializada.


Aqui o personagem principal do Affleck é um cerebro de uma equipe de assaltantes de bancos de Charlestown, periferia de Boston que termina se envolvendo com uma refém de uma desses assaltos. Ele decide se aposentar e tocar a vida de forma discreta mas logo vê que a coisa não é assim tão simples.O personagem de Affleck assim como em Argo, é escrito para não exigir muito de suas habilidades cênicas e sua cara de mármore se torna bem evidente em certos momentos.

Escrito por Daniel Guerra

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Vidas em Jogo (1997) – Por Daniel Guerra

O que dar a um homem milionário que já possui tudo? Essa é a questão principal do terceiro longa de David Fincher, The Game (Vidas em Jogo no Brasil) e traz Michael Douglas como protagonista junto de um inspirado Sean Penn. Fincher já tinha conhecido o fracasso, com o criticado Alien 3, e o sucesso que viria em seguida com Seven – Os sete crimes capitais, e aqui nos entrega um thriller de suspense com uma trama tensa e bem dirigida.

Michael Douglas é um executivo bem sucedido, workaholic e solitário. Egoísta, e acostumado a ter tudo o que deseja perdeu o pai logo cedo, que se suicidou por causas não totalmente esclarecidas. Sean Penn interpreta seu irmão mais novo, totalmente irresponsável e se reabilitando de envolvimento com drogas que no dia do seu aniversário lhe entrega um envelope de presente. O envelope possui o endere?o de uma empresa que promete um novo servi?o. Diversão em alto nível como você nunca conheceu.

Escrito por Daniel Guerra

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Blade Runner (1982) – Por Daniel Guerra

Hoje vamos falar de um clássico. Blade Runner, a cultuada ficção científica dirigida por Ridley Scott, baseada num conto de Phillip K. Dick. A trama se desenrola numa distópica Los Angeles em 2019, megacorporaçõees desenvolvem robôs orgânicos idênticos ao ser humano, os chamados replicantes. Os replicantes com o tempo são proibidos de serem utilizados no planeta devido a incidentes. Seu tempo de vida é encurtado ao período de apenas 4 anos e acabam sendo utilizados em serviços mais perigosos em outros planetas. Um grupo de 6 robôs se rebela e consegue fugir para a terra disfarçando-se tornando-se um perigo pois possuem comportamento psicótico. Para caça-los existem os investigadores chamados caçadores de androides, onde nesse caso é destacado o já aposentado Rick Deckard (Harrison Ford).


O filme não foi bem recebido por crítica e público, mas se tornou um clássico cult. Possui todo um clich? noir em torno de Deckard que enriquece a narrativa, mesclando o retro com o futurismo. A trilha sonora de Vangelis, além da fotografia primorosa, um dos pontos altos do filme. O concept artist do filme, Sid Mead também é responsável pelo visual de Tron e Aliens – O resgate.

Escrito por Daniel Guerra

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de maio de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Terra em Transe (1967)

Sorte que estamos em 2014 e posso escrever sem receios sobre o terceiro filme do cineastra brasileiro Glauber Rocha. Em 1967, já reprimidos após o Golpe Militar, o mundo é surpreendido com Terra em Transe.

Na verdade, essa surpresa já era pré-anunciada, pois, Galuber tinha demonstrado que não estava de brincadeira com Barravento (1962) e Deus e o Diabo na Terra do Sol (1963), seus dois primeiro filmes que já haviam chamado a atenção da crítica e de cineastras europeus. Caetano Veloso, no livro Verdade Tropical (de 1997 e publicado pela Companhia das Letras), comenta que o segundo filme de Glauber “excitou a todos com a possibilidade de um grande cinema nacional”.

Assim, Glauber Rocha encabeçou o movimento do Cinema Novo, no Brasil, defendendo “a criação de um cinema superior nascido da miséria brasileira como o neo-realismo nascera da indigência das cidades italianas no imediato pós-guerra” – como conta Caetano ainda no mesmo livro.

Levando em conta, então, a situação social e toda a revolução que esse filme trouxe para a época – vale a pena ressaltar também que: “Se o tropicalismo se deve em alguma medida a meus atos e minhas ideias, temos então de considerar como deflagrador do movimento o impacto que teve sobre mim o filme Terra em Transe, de Glauber Rocha, em minha temporada carioca de 66-7.” confessou Caetano no livro.

Terra

Terra em Transe conta a saga de um poeta/escritor/jornalista/político/revolucionario – e o que mais você quiser. Paulo Martins é um personagem interessantíssimo, interpretado por Jardel Filho, que se vê devastado frente ao Golpe Militar. O poeta é cheio de frases de impacto, que podem te levar para alguma reflexão enquanto ele continua dizendo coisas importantes sobre a situação. O escritor e o jornalista são cheio de vontades, “quero escrever poemas, mas, sobre política”.

A parte política é valente e covarde, chega a agredir o representante do ‘povo’ (uma das grandes discussões do filme) e se confunde com o revolucionario, que expressa uma opinião contestante a tudo o que está acontecendo. Assim, as cenas transcendem sem entendermos se os personagens estão cantando ou não – a música é um elemento importante no filme para a formação do ambiente de cada cena. Esse fator é somado a que os personagens são políticos discutindo com um poeta.

Talvez não foi nada disso que chamou a atenção do público e crítica – na verdade, Caetano comenta que o filme não foi um sucesso de bilheteria, mas chamou a atenção dos artistas e intelectuais da esquerda carioca. O filme também é cheio de crítica social, política e até mesmo de imprensa.

Em uma matéria da Folha de S. Paulo, da sexta-feira, 19 de maio de 1967, que fala sobre o filme e sua repercussão, o cooprodutor e diretor de fotografia Luis Carlos Barreto disse que Terra em Transe não pretendia agradar ningém – realmente ninguém saiu ileso.

Transe

Até agora o filme pode parecer confuso e um pouco tumultuado, mas ele é muito mais do que isso. O transe se faz evidente quando não identificamos se estamos falando de um grande flashback ou de meras alucinações do protagonista – um artista frustrado e iludido com o mundo da política, luxuria entre outras coisas.
O segredo está em entender como a classe intelectual e artística da época estava se sentindo. Terra em Transe, diferentemente dos filmes anteriores de Glauber, foi filmado após o Golpe Militar, que derrubou João Goulart e, como em um efeito dominó, levou também alguns – quiçá todos – sonhos da geração. Assim o filme traz essa melancolia de se ver sem perspetiva e em completo desespero.

Tudo isso de uma forma que beira a loucura ou a falta de nexo entre os acontecimentos. Comícios viram grandes desfiles de escola de samba, o ditador vira uma espécie de Rei – representante de Deus e defensor da família. Paulo um guerrilheiro perdido na praia “sem lenço e sem documento”. Até mesmo Caetano admite que o filme lhe pareceu desigual.

Talvez não foi nada disso que chamou a atenção do público e crítica. O filme mostra também um artista totalmente alienado em suas próprias ideias e conceitos de beleza e vida e tropeçando entre suas vontades egoístas – ou egocêntricas. O que pode ser confundido facilmente com um político ou líder religioso.

Escrito por Marcel Marques

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de maio de 2014
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