fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O lobo de Wall Street (2013)

Martin Scorsese é um dos melhores diretores da atualidade. Seus filmes sempre sabem torcer os atores em cena. Você se chocaria em ver cenas de anões sendo arremessados em meio a um escritório, ou um Leonardo DiCaprio viciado e descontrolado, ou mesmo um Jonah Hill atuando de maneira interessante e cativante, mas em “O Lobo de Wall Street” isso tudo fica para trás e você acaba embarcando na trama, e quando percebe: pá! lá se foram quase três horas de um filme cheio de drogas e sexo contado de uma maneira que você ainda torce para o protagonista, mesmo ele sendo um escroto.

O filme, assim como vários do Oscar, é baseado em fatos reais. Aqui neste caso apresenta a história do corretor e picareta Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio), que consegue achar uma brecha na bolsa de valores para criar um sistema de negócios no qual só ele lucra e tira vantagens de várias pessoas. Logo alcança o topo e junto com um bizarro sócio (Jonah Hill) ele consegue atingir o ápice, mas é claro que logo acaba chamando atenção demais.

Eu prefiro o Martin Scorcese dirigindo aqueles filmes de máfia ou suspenses mais violentos no qual a sua ágil direção consegue prender a atenção e abusar de cenas de sexo e violência a vontade; assim como ele fez em “Bons Companheiros” e “Os Infiltrados”, porém, em “Lobo de Wall Street” ele apela para o lado mais cômico e temos várias cenas que poderiam chocar se a história fosse mostrada de outra forma mas que no filme acabam se tornando tragicômicas.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Nebraska (2013)

O Oscar as vezes emplaca uma boa surpresa em suas indicações, esse ano dois foram os filmes que gostei de conhecer através da premiação. Ambos azarões nesse caso: Philomena e Nebraska. Eles tratam da velhice um com um tom um pouco mais forte na comédia e outro indo para o lado do drama. Hoje vou falar de Nebraska, aguardem um próximo poste para “Philomena”.

A primeira coisa a se saber sobre “Nebraska” é que ele é em preto e branco, e isso influencia no filme? Bem, para mim nenhum pouco, dá um tom até mais interessante a história, que além de bem roteirizada tem uma bela atuação do Bruce Dern, que havia um tempinho que não tinha um papel de destaque em um longa. Espero que esse filme lhe de oportunidade em outros projetos.

A trama para quem ainda não conhece nos apresenta Woody Grant (Bruce Dern), um velho que está beirando a senilidade e que acha que ganhou 1 milhão de dólares de uma empresa. Querendo retirar seu prêmio ele inferniza sua família até que seu filho mais novo, David (Will Forte), resolve levar o pai para retirar o prêmio, claro que para isso eles acabam embarcando em várias confusões. O elenco de apoio ainda tem Bob Odenkirk, que fez sucesso como o advogado Saul Goodman na série Breaking Bad e a velinha simpática e que está concorrendo ao Oscar June Squibb.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Ela (2013)

Devo assumir que, mesmo tentando evitar ser influenciado, a sinopse sempre me faz julgar um filme antes de assisti-lo, e foi o que aconteceu desta vez. Quando li a sinopse de “Ela”, que descrevendo a história de um homem recluso que acaba tendo um relacionamento com um Sistema Operacional, não pude deixar de ter uma péssima impressão.

Joaquim Phoenix fez muitas coisas bizarras na vida, e acho que esse estilo dele, no mínimo excêntrico, colaborou muito para tornar a história do filme mais interessante. Além disso, apesar de estar presente somente na voz, Scarlet Johansson consegue dar personalidade a um sistema operacional. Seria o mesmo que mulher do Google se tornar sua melhor amiga.

O interessante do filme, é que ele se centra quase que todo no personagem de Phoenix, que carrega boa parte do longa nas costas, o que foi uma aposta interessante do Spike Jonze (diretor que, por sinal, não sou fã desde o chatíssimo “Onde vivem os Monstros”).

Bem, devo admitir que me surpreendi e achei, dentre os filmes que vi, e também o o mais interessante, e na minha opinião eu escolheria como ganhador de melhor filme. Vale a pena a todo mundo que já teve seus momentos de solidão.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – A trapaça (2013)

Todo mundo já se deparou com uma situação em que criam muito alarde para coisas que não são tão boas. Esses tempos tivemos o exemplo de “Frances Há”, um filme que vários adoraram mas que no fim acabou sendo só mais uma modinha.

A trapaça”, do mesmo diretor de “O lado bom da Vida”, (que dessa vez deu uma de autor da Globo e quase repetiu o elenco) Bradley Cooper, Jennifer Lawrence e o Robert DeNiro e adicionado ao elenco o Christian Bale e a Amy Adams.

A história do filme é sobre um trapaceiro, aqui interpretado pelo sempre excelente Bale, que tem como missão auxiliar o governo a incriminar políticos, representados no longa por entre outros o Jeremy Renner.

Não sei porque mas achei que a história tinha muito de “Argo”, um pouco de “Prenda-me se for capaz” e acho que a comédia tomou conta de muito da trama. Além disso os atores tiveram seu brilho apagado, o Bradley Cooper, que para mim é um ator limitado, está parecendo seu personagem de “Se beber não Case”. E mesmo a indicada ao Oscar Jennifer Lawrence não brilha, e só chama a atenção lá pela metade do filme.

Não acho um dos melhores entre os indicados ao Oscar, e creio que junto com o “Capitão Phillips” meio que roubaram a vaga de filmes mais interessantes como “Rush” e “Os Suspeitos”, dois filmes que ousaram mais e tiveram atuações melhores.

Se serve de consolo, ele melhora muito perto do final.

Escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O Clube de Compras Dallas (2013)

Robert De Niro era um ator que não permitia filmes ruins, um melhor que o outro desde o blockbuster arrebatador até um que só críticos poderiam entender e gostar. De um tempo para cá o ator parece ter parado no tempo e deitado em um colchão confortável de mediocridade e poucos desafios, fato que não se prende somente a De Niro e sim a boa parte dos atores veteranos que tem buscado conforto ao invés de desafios.

Indo em direção oposta a isso, atores na casa dos 35 a 50 têm buscado desafios ou mudanças de rumo, vide Bradley Cooper, Christian Bale e o novo BOM ator Matthew Mcconaughey.

Cooper e Bale namoram às vezes com um blockbuster aqui e acolá, Mcconaughey abandonou as comédias românticas e filmes que só mostram o moço sem camisa ou sendo aquele “pseudo rebelde” que toda mulher sonha, para ser um ator sério.

Se Matador de Aluguel, um verdadeiro soco no estomago e ALTISSIMAMENTE recomendável, mostrou um Mcconaughey fazendo um assassino frio, O Clube de Compras de Dallas desafia o corpo e limite do ator ao mostrar a história de um cafajeste texano que se vê em um momento delicadíssimo ao descobrir que foi infectado com o vírus da AIDS.

O que é visível em Matthew Mcconaughey é a sua evolução como ator e também o seu talento para servir de “escada” para que outros brilhem, basta ver as cenas com o ótimo Jared Leto – surpreendente no papel de um travesti e candidato forte ao Oscar de Ator Coadjuvante – e tudo isso em um filme que apesar de carregar em seus genes a tal “redenção” amada pelos americanos tem um clima triste e de questionamentos sobre preconceitos, decisões e vida.

O Clube de Compras de Dallas é um bom filme e com qualidades necessárias para prêmios, porém, o que vale premiar mesmo é a decisão de Mcconaughey de largar o cinema sem cérebro e vazio para abraçar personagens complexos e diferentes, sempre mantendo o nível alto.

Escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A Origem dos guardiões (2012)

Deixei para ver só agora essa divertida animação que mostra uma espécie de sociedade secreta formada pelos maiores representantes do universo infantil. São eles, Papai Noel, Fada do Dente, Coelho da Páscoa e duas figuras que não são tão presentes na nossa cultura, nesse caso João Pestana, que seria uma espécie de entidade que nos faz dormir e providencia os sonhos e Jack Frost, que é uma figura ligada ao inverno. Como aqui no Brasil o nosso inverno não é tão rígido tivemos pouco contato com histórias desse personagem.

Apesar da minha demora em assistir a animação (mais por preguiça do que por falta de vontade, afinal já haviam me falado da qualidade da mesma) resolvi gastar um tempo e dar uma chance a história que tinha tudo para ser clichê mas não é. Devo dizer que me surpreendi. A DreamWorks acertou em cheio e produziu uma animação que além de divertida soube dar sua dose de ação e mesclar isso com momentos de emoção.

Uma pena que a bilheteria do filme não tenha agradado tanto e perdemos a chance de ver uma continuação, que nesse caso até poderia ser bem vinda, e com certeza mais interessante que um quinto Sherek ou algo do gênero.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Caça aos Gangsteres (2013)

Caça aos Gangsteres” é um filme de ação, acho que assim posso definir bem o que achei do filme. Se você assisti “Boardwalk Empire” e, assistir a esse filme, com certeza vai rir. A trama é toda mal costurada, os personagens são todos caricatos, parece que alguém assistiu vários seriados dos anos 50 e construiu os personagens.

Ambientado na Los Angeles de 1949 e baseado em uma história real (bem romanceada) o longa mostra o mundo do chefão do crime na época, o gangster Mickey Cohen (Sean Penn, com uma maquiagem horrível e bem vilão de desenho). A policia é quase toda vendida e tem poucos homens honestos, entre eles se destaca o sargento John O’Mara (Josh Brolin) que é retratado quase como o Chuck Norris da época.

Claro que o filme não podia ficar só no jogo do bandido e mocinha, e para isso resolveram encaixar na trama um romance, e para isso chamaram o casal quente Emma Stone e Ryan Gosling para colocar um pouco de paixão na história. É claro que toda a parte deles é bem descartável e não acrescenta nada ao filme, mas está lá.

Eu acredito que quiseram fazer uma versão dos “Os Intocáveis”, mas sem uma história a altura inventaram um monte de coisa e acabou ficando um filme de ação para quem não tá com vontade de pensar. É épica (ironia a toda) a luta final no braço entre o mocinho e o bandido, digna dos “Maquinas Mortíferas” da vida.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Rush (2013)

O Brasil tem muita ligação com a Fórmula 1 devido a ídolos como Emerson Fittipaldi, Nelson Piquet e em especial Ayrton Senna, por isso assistir ao excelente “Rush” e não estar inserido nesse clima de adrenalina que são as corridas, poderia ser um obstáculo enorme para a trama, mas o diretor Ron Howard conseguiu tirar esse foco e se centralizar em seus dois protagonistas, James Hunt, aqui interpretado pelo nosso querido Thor (Chris Hemsworth) e Niki Lauda vivido por Daniel Brühl – que está brilhante no papel.

A história mostra a rivalidade desses dois arrogantes pilotos de Fórmula 1. Enquanto Nikki era um cara calculista frio, jogando até sujo quando necessário, James Hunt era um fanfarão que tinha um espírito competidor, mas que adorava passar a vida no limite.

Eu devo confessar que adorei o filme. Um dos melhores do ano em minha opinião, com uma trama bem conduzida e que buscou não transformar ninguém em santo, afinal, por ser baseado em fatos reais, o roteiro quis ser autêntico até mesmo com as personalidades deturpadas dos pilotos sem florear em nenhum momento.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O Assassino do Alaska (2013)

John Cusak e Nicolas Cage, dois grandes atores que estão buscando como chegar mais rápido ao fundo do poço. E posso dizer: depois de assistir “O Assassino do Alaska” percebi que eles não saíram do poço – mas pelo menos não desceram mais.

O filme é baseado em fatos reais, e quando tem essa mensagem no início pode esperar que vão acontecer diversas situações artificiais e tudo vai ser um pouco mais “mastigado” para o público da tela grande. Por isso não foi surpresa descobrir que o nome do policial era outro, que a trama contada para pegar o assassino não foi bem assim, e diversos pontos que foram alterados para facilitar no roteiro.

A história em si não é ruim, mas lembra muito um episódio de Law and Order, sério mesmo, a qualquer momento achei que ia aparecer a detetive Benson (Mariska Hargitay) e interrogar o suspeito.

Para quem gostou da história, ou melhor, quer saber mais sobre o Robert Hansen, assassino psicopata retratado no filme, vale destacar que ele ainda está vivo, pois foi condenado a prisão perpetua. Ele atualmente está pensando em contar sua história em um livro.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de fevereiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Antes do Pôr-do-Sol (2004)

Antes do Amanhecer foi um filme que me conquistou. Com diálogos gostosos e ágeis, parecia que os Ethan Hawke e a July Delpy não estavam interpretando, mais sim conversando, e uma conversa gostosa de acompanhar, o que deu um charme especial a história.

A continuação, que se passam exatos nove anos depois do primeiro filme, vem para explicar o que aconteceu com os protagonistas nesse tempo e como cada um se desenvolveu.

Devo confessar que achei a premissa bem interessante, gosto quando um filme se propõe a continuar a partir de outro. Porém, fiquei meio decepcionado. Se no primeiro longa os protagonistas eram dois jovens cheio de ideais e sonhadores essa continuação é sobre duas pessoas maduras e frustradas com a vida.

Os atores ainda estão muito bem, e a sensação de uma conversa informal entre ambos durante todo o filme permanece, e aí mora o maior problema: é que com a idade veio a maturidade então tudo fica muito profundo. A coisa fica mais chata, a ponto de parecer uma longa D.R em vez de um papo de dois ex-amantes. Não acho que é um longa descartável, mas creio que não é tão atraente como o primeiro.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 18 de fevereiro de 2014
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