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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Sobrenatural 2 (2013)

Foi duro me lembrar do que tinha acontecido no primeiro “Sobrenatural”. Faz algum tempo que assisti então foi complicado entrar no clima da história dessa continuação, que começa logo após o final do primeiro filme e não tem nem um flashback para ajudar.

Pulando essa parte, a continuação tem um tom que lembra muito “Invocação do Mal”, talvez pelo Patrick Wilson estar presente nos dois filmes. Mas voltando a história, depois de forçar um pouco o cérebro me lembrei dos pontos principais e me lembrei que alguns personagens tinham o dom de viajar no mundo dos espíritos, o que ajudou a entender a trama.

Como disse, a continuação segue a partir do exato final do primeiro filme (com a família Lambert tendo que encarar um demônio infiltrado entre eles, para resolver o problema uma dupla de estudioso de efeitos paranormais resolve ajudar). Para isso contam com o auxilio de um antigo amigo da doutora Elise (Lin Shaye) que morreu no primeiro filme e agora retorna como espirito.

Eu gostei do filme, achei que ele funciona bem como continuação, porém, acho que ele faz necessário que se assista ao primeiro filme antes de ver a continuação. Não é o melhor terror do ano, mas com certeza sabe dar medo, como de praxe fica a recomendação para assistir de madrugada e com as luzes apagadas como qualquer filme de terror bom deve ser visto.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 31 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Uma noite de crime (2013)

Uma ideia muito boa, mas má desenvolvida, assim eu posso definir “Uma noite de crime”. O filme, assim como diversos do gênero: “Looper” e “O preço de amanhã”, apresenta um futuro diferente. Neste, em questão a criminalidade, que diminui muito ao longo dos anos, e a economia cresceu. Só que para isso o governo criou a noite da purgação, um dia no qual as pessoas comuns podem fazer qualquer crime sem ser punidos.

Partindo deste cenário, somos apresentados à família Sandin. Eles são ricos, o pai James (Ethan Hawke) trabalha para uma empresa de segurança e na noite da purgação após um incidente eles acabam a mercê de uma quadrilha de jovens perigosos.

Eu gostei muito da ideia de purgação, das pessoas “comuns” sendo assassinas por um dia, é claro que isso é uma critica a sociedade e a forma como as pessoas tratam os mais pobres como inferiores, afinal são os que não podem pagar para se proteger.

A trama transcorre bem e sabe prender a atenção, o problema é que o filme ficou meio corrido, parece que tudo que era para ser desenvolvido acabou não sendo utilizado, personagens morrem e nem ao menos chegamos a sentir empatia por eles, tudo fica muito gratuito, talvez com um pouco de ação mais trabalhada e os personagens mais construídos ficaria bem melhor.

Vale destacar ainda a presença da Lena Headey (a rainha Cersei do Game of Thrones) está meio apagadinha mas vale pelo papel, em especial nas cenas finais quando se solta um pouco. Vale a pena se você curte o gênero de violência desenfreada sem muito foco nos personagens.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Circulo de Fogo (2013)

Quando era pequeno adorava brincar com bonequinhos, tinha vários, os meus preferidos eram os Comandos em Ação, mas tinha Cavaleiros do Zodíaco, He-man, Batman, Colossus, Fanático e outros. Por que estou falando isso numa critica sobre Circulo de Fogo? Bem, acho que é porque assim como eu, Guilherme Del Toro devia ter uma coleção de bonequinhos e devia criar histórias sobre vilões de outros mundo e colocar monstros no meio, só isso explica o filme.

Não achei “Circulo de Fogo” ruim, ele é divertido, tem cenas de ação excelentes e são robôs gigantes lutando com monstros, a fantasia de infância de sete em cada dez meninos. E essa porcentagem aumenta se você nasceu no Japão. Então, porque falar mal dele? Bem, não é falar mal, é aquela máxima: história ruim e efeitos bons.

O filme me lembra bastante “Avatar” em certos momentos. Temos o general fodão, aqui interpretado pelo Idris Alba, que pelo menos neste longa não é um vilão; temos um protagonista rejeitado, neste caso o Charlie Hunnamm; temos também personagens que parecem que saíram de um mangá, como a interpretada pelo Rinko Kikuchi, até a história dela tem um pouco disso. Mas devo dizer que gostei do Guilherme Del Toro não ter feito uma história de amor entre os protagonistas, ia ficar muito forçado.

Uma coisa que acho que pesou demais, e em alguns momentos até quebrou o ritmo da história, foi a parte cômica. Acho que exageraram na mão ali, os personagens dos cientistas eram muito babacas. Tem momentos em que você simplesmente quer pular a parte deles, de tão forçado que era. O único personagem que achei realmente engraçado é do Ron Perlman, que tem uma participação que lembrou muito a do Samuel L Jackson naquele filme dos tubarões.

Se quer se divertir sem pensar muito vendo ótimos efeitos especiais, fica aqui uma boa opção. Só espero que o Guilherme Del Toro volte a focar em filmes de terror mais densos como o ótimo Labirinto de Fauno e dê uma parada nesses trabalhos mais legais do que bons.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Românticos Anônimos (2010)

São poucos os filmes que sabem ser românticos sem cair no clichê, em especial quando ele trata de relacionamentos complicados. Por isso vale mais um elogio ao cinema francês por conseguir fazer isso de maneira tão eficaz como aconteceu em “Românticos Anônimos”.

O filme é daqueles com dois personagens centrais tão interessantes que melhoram qualquer roteiro, não que esse seja o caso, já que a história é toda amarrada e dá prazer de assistir.

Na trama somos apresentados a tímida Angélique Delange (Isabelle Carré), uma chocolateira tímida que arruma um emprego em uma falida fábrica de chocolate. Não bastasse seu constante medo de se relacionar com as pessoas ela acaba erroneamente sendo contratada como representante comercial, além disso, ainda tem de lidar com seu chefe, o estranho Jean-René Van Den Hugde (Benoît Poelvoorde), um homem cheio de manias. E como ela tem medo de se relacionar, é claro que essa mistura acabará em romance.

A história é bem simples, mas delicada, eu achei muito gostosa com sutilezas interessante que se fortaleciam nos momentos engraçados, devo avisar que o filme me deixou com fome de chocolate, recomendo que quer for assistir o faça com uma barra na mão para não passar a vontade que passei.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Frances Ha (2012)

Não sei, sempre tem um filme todo ano que todo mundo elogia, fala que é brilhante e tal e eu não acho nada disso. No passado todo mundo se encantou com “Indomável Sonhadora”, esse ano parece que “Frances Ha” desponta como queridinho de muita gente.

A história do filme é sobre Frances (Greta Gerwig) uma daquelas amigas stalker que ninguém quer ter, ou será que estou errado? Afinal ela o fica o filme todo atrás da amiga Sophie (Mickey Sumner) numa relação quase que sexual da parte dela, porém, quando ela sai de perto da companhia da amiga é que vemos o quanto ela é rasa como pessoa. Não entende nada de nada, não consegue manter uma conversa e parece perdida no mundo.

Ao longo do filme achei que veríamos uma evolução dela, mas o que vemos é mais do mesmo, é ela sendo rejeitada em Paris, na casa dos pais, da amiga, no emprego e em todo o resto que faz.

Porém devo dizer que diferente de “Indomável Sonhadora”, que para mim era extremamente chato e arrastado, “Frances Ha” é bem mais simples, e não chega a ser chato, mas também não me agrada. Achei uma trama bem morninha, que quer ser mais do que é. Uma pena que muita gente tenha gostado só pela embalagem. E quem não gostou pode me chamar de chato, mas não achei tudo isso.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Quarto 237 (2012)

Idolatrar um diretor é até comum, eu bem sei como existem fãs do Almodóvar, Woody Allen, Christopher Nolan, Lars Von Trier, e pasmem vocês, do James Cameron e Michael Bay. Porém, de todos esses, acho que são os fãs do Stanley Kubric os que mais viajam nas ideias do diretor e nos seus filmes.

Quarto 237” é um documentário que tem como foco explorar as diferentes teorias sobre o filme “Iluminado”. Para isso são entrevistados vários “especialistas” no filme. É meus amigos, assim como no Trato Feito temos especialistas em ferraduras da idade média, temos especialistas no Iluminado do Kubric, e eles tem as suas próprias teorias sobre o que é o filme.

Para quem curte viajar em nuances e essas viagens de coisas escondidas que o diretor colocou lá para todo mundo ver mas ninguém viu (tipo um easter egg nível hard), temos um cara afirmando que o “Iluminado” é sobre o massacre dos índios nos EUA. Outro falando que é de nazismo, outro dizendo que é uma confissão do Kubric sobre ele ter feito o vídeo falso o homem pousar na lua.

Os erros de continuidade são todos justificados de maneira bizarra, e um cara ainda que fez uma edição maluca do filme e diz que ele ela tem um sentido todo único.
Bem, eu não sou fã de nenhum diretor, tenho meus preferidos, mas não fico achando “pelo em ovo” como as latas na cena atrás do Jack Nicholson para explicar o massacre dos índios, ou coisas do tipo.

A única parte que achei legal foi uma referência ao Stephen King, autor do livro “Iluminado”, que segundo consta odeia a obra do Kubric e que teria sido provocado no filme com uma cena que mostra um dos elementos do livro destruído, como se fosse uma forma de dizer: A sua visão do filme pouco me importa.

Só posso dizer uma coisa sobre o Iluminado, e é uma das coisas que sempre bato na tecla quando tem uma discussão sobre esse filme, ele tem suas cenas boas, é super bem feito, mas ainda prefiro livro, e considero o longa do Kubric uma visão do que ele leu, se era sobre qualquer outra coisa não sei.

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Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O pequeno Nicolau (2009)

Os franceses tem um jeito delicado para contar histórias, as vezes de uma forma bem simples ele conseguem encantar e agradar quem está assistindo. Para mim a simplicidade é a maior vantagem de “O pequeno Nicolau”.

Esse filme de 2009 conta história de Nicolau (ou Nicolas no francês) que desconfia que sua mãe está gravida e que ela e seu pai vão se livrar dele para ficar com o irmãozinho. Tentando se salvar, ele e seus amigos de escola resolvem elaborar mirabolantes planos para resolver a situação.

Além de a história ser bonitinha, devo destacar que todo o universo construído para o mundo de Nicolau e seus amigos é muito legal. A forma como cada personagem é apresentado e a maneira como eles enxergam o mundo é divertida e prende a atenção.

Maxime Godart que interpreta Nicolau é um ótimo ator e tem muito carisma, uma pena que assim como outras crianças que começam no cinema, ele acabou sumindo do mapa. Eu até ouço dizer que o filme parece uma versão mais infantil do interessante “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain”.

Para quem como eu gostou do filme pode se animar, em 2014 existe a previsão de uma continuação chamada “As férias do Pequeno Nicolau”. Claro não terá o mesmo ator, agora só esperar que a história seja no mesmo tom e conte com o diretor Laurent Tirard novamente animado para produzir um longa no mesmo nível do primeiro.

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Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O bebê de Rosemary (1968)

Um sacrilégio, só assim posso me justificar por gostar tanto de filmes e em especial dos de terror e ainda não ter assistido esse clássico dirigido pelo polêmico Roman Polanski.

Para quem nunca ouviu falar “O bebe de Rosemary” é uma obra prima do terror e do suspense, não só pela crescente tensão que ele cria durante a sua trama, mas pelas atuações.

A trama centrada em um jovem casal que aluga um apartamento em um hotel com um passado macabro é muito interessante, mas o que realmente me agradou é a forma como a história é construída. Imagino que quem assistiu lá em 1968, ou mesmo nos dias atuais e não conhece nada do filme, deve ficar imaginando: será que a personagem principal está delirando? Ou será que isso realmente está acontecendo?

O elenco conta com a Mia Farrow no seu melhor momento, antes de afundar sua carreira aos poucos atrás do Woody Allen, e também um ótimo John Cassavetes num papel tão dúbio que deixa sempre que está assistindo confuso sobre ele. Vale destacar ainda a excelente Ruth Gordon, que junto com Sidney Blackmer formam um dos casais de velhinhos mais bizarros do cinema. A forma como os personagens deles vão se mostrando até a grande revelação final é muito boa.

Quem for assistir não leia nada antes de faze-lo, nem mesmo a sinopse, eu acho que vai curtir bem mais o filme e ainda vai manter aquele mistério inicial que Polanski empregou em 68. Com certeza uma ótima opção para quem quer fugir desses filmes de terror que só sabem mostrar sangue e fantasmas correndo de relance na câmera. Mostra quem um bom filme de terror pode trabalhar mais a imaginação e menos as imagens se tiver um roteiro capaz disso.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – João e Maria Caçadores de Bruxa (2013)

Essa mania de reinventar histórias infantis para deixar ela mais legais é uma das ondas do momento. Fizeram isso com Branca de Neve, João e o Pé de Feijão e também com João e Maria. Nesse caso, tentaram misturar os personagens dos irmãos que enfrentaram a bruxa numa espécie de Van Helsing.

Devo dizer que achava que o filme era ruim, mas me surpreendeu de maneira ainda mais negativa. O Jeremy Renner tem uma atuação péssima, sério mesmo, não consegui saber em nenhum momento o que o personagem (João) dele expressava, tinha horas que ele nem parecia se encaixar no filme. A Gemma Arterton, que devo confessar que mal me lembrava, é basicamente a personagem principal. Não que isso tenha a feito interpretar melhor, afinal, o seu personagem tem uma cara de sonsa que não muda durante todo o filme.

Não sei como categorizar o filme, pois achei, no início, que ele ia ter uma pegada mais infantil, mas logo começou a jorrar sangue na tela, então comecei a pensar que era um longa de ação, mas o os diálogos eram tão fraquinhos que percebi que era mesmo um filme Trash. Só assim para explicar a ruindade descarada. Só recomendo se você curte filme ruim mesmo. Se quer ver algo mais interessante passe longe.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de janeiro de 2014
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Universidade Monstro (2013)

Monstros S.A não é um das minhas animações preferidas da Pixar. Acho legal e tudo mais, mas não chega a ser genial. Gosto muito do conceito de monstro do armário e a desconstrução do mundo deles para deixa-los menos aterrorizante, algo como fizeram com a figura do Ogro após Shrek.

Deixando de devanear, devo dizer que achei que uma continuação era desnecessária, afinal, o primeiro filme tinha acabado de uma maneira legal, e uma continuação seguindo daquele ponto ia deixar a história uma porcaria, por isso vibrei quando em vez de continuar o que tinha sido feito, eles resolveram contar o que aconteceu antes.

A história acompanha o jovem nerd Mike (Billy Crystal) tendo que entrar na universidade e sendo meio que excluído pela turma, afinal, ele não é assustador o suficiente. Um dos que mais humilha o monstrinho é o seu futuro melhor amigo Sully (John Goodman), claro que aos poucos os dois viram amigos, e a animação, como todas as do gênero, coloca várias lições de moral no meio. Como aceitar as diferenças ou que cada pessoa tem um talento e coisas assim.

Em termos de história é um filme de faculdade, com nerds e valentões. O maior diferencial é o carisma dos personagens que conseguiram conquistar as crianças ao longo dos anos. Com certeza é uma boa opção para assistir com a criançada, não insulta a inteligência e diverte.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de janeiro de 2014
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