pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Depois da Terra (2013)

Sabe quando você começa a assistir um filme acha que ele vai ser uma porcaria, mas resolve dar uma chance e descobre que ele não era tão ruim? Pois bem, “Depois da Terra” é um dos casos de quando essa teoria dá errado e o filme de fato é muito ruim.

O filme tem vários erros, além da história ser bem tosca. Afinal são dois personagens principais com um passado triste, um filho tentando se provar, um pai que não sabe amar e toda essa palhaçada. Ainda temos cenas de ação fraquíssimas, uma história arrastada que não leva a nada, parece um livro do Paulo Coelho (tipo uma grande metáfora sobre a vida). E ainda temos a péssima atuação do Jaden Smith. Sério mesmo, é de dar vergonha alheia, a química dele com o pai Will Smith é péssima – isso porque eles não deviam nem estar representando, afinal são pai e filho na vida real, mas mesmo assim tudo soa falso e armado.

O roteiro e a direção do M. Night Shyamalan são horríveis. Achei que Fim dos Tempos era seu pior filme, mas “Depois da Terra” está bem colocado em termos de piores da carreira dele, é uma pena que um cara que fez “Sexto Sentido” tenha decaído tanto a ponto de chegar nesse nível. Achei que no final ele ainda ia tentar enfiar uma das suas famosas reviravoltas, coisa que não aconteceu aqui.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Um porto seguro (2013)

Nicholas Sparks é um dos autores que mais vejo nas capas dos livros quando vou às livrarias. O modelo é sempre igual: um casal na capa quase se beijando – talvez por essa sua veia romântica que ele consiga vez ou outra emplacar um filme com eles.

Um porto seguro” bebe na fonte de um filme antigo da Julia Roberts chamado “Dormindo com o Inimigo” (quem assistiu com certeza vai notar a semelhança). Tirando esse pequeno grande detalhe, o longa não chega a ser chato, a historinha é manjada e você percebe logo no início como tudo vai acabar. Existe uma reviravolta no final, que para mim ficou meio óbvia a certa altura da trama.

Não é diferente, não vai fazer as meninas chorarem, tem um pouco de drama e é repleto de clichês (parece até uma novela da Globo). Se está em busca de um filme bem genérico, fica aqui minha opção. Não é ruim e pode agradar quem gosta daqueles romances de recomeço.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Detenção (2010)

Há poucos dias falei no blog sobre “Compliance”, um drama que explora através de uma história real como as autoridades exercem o poder sobre as pessoas. Em “Detenção”, novamente acompanhamos de forma um pouco romantizada uma história real.

No experimento realizado pela universidade de Stanford, um grupo de voluntários foi dividido entre guardas e presos, e partindo dai, colocados em um ambiente que simulava uma cadeia, com pouco tempo as figuras de autoridade foram se formando e a situação ficou critica, quem quiser saber um pouco mais antes de ver o filme pode ler aqui.

No filme a situação é quase parecida com a que descrevi acima, tendo como agravante que o experimento foi e se estendeu além do que devia. Para mostrar os contrapontos da história, somos apresentados a dois personagens-chave representados por Adrien Brody e Forest Whitaker. Enquanto o primeiro é um pacifista, o segundo é um homem religioso e frustrado que vive com a mãe. A forma como eles enxergam o mundo acaba se chocando durante o experimento, levando cada um a repensar sua vida.

Gostei do filme porque ele consegue envolver, você assiste às coisas que vão acontecendo e de certa forma quer parar com aquilo, fica torcendo para que um dos cientistas apareça o mais breve possível. Quando isso não acontece, você acaba se identificando com a situação. Só posso dizer que esse é um dos grandes filmes que vi esse ano.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Trabalho Interno (2010)

Documentários que buscam desvendar situações polêmicas são sempre bem-vindos no meu repertório cinematográfico, adoro descobrir informações novas sobre um assunto.
Trabalho Interno”, ganhador do Oscar de 2010, é um excelente exemplo disso. Narrado pelo competente e engajado Matt Damon, o documentário busca entender as raízes da crise americana, esmiuçando os principais envolvidos e como uma potência como os EUA pode passar por uma situação econômica tão ruim e não perceber.

Devo confessar que o achei bem maçante a narrativa, mas creio que das formas que o assunto poderia ser abordado, houve um certo dinamismo que contribui para deixá-lo mais atrativo, em especial o tom ácido e as perguntas certeiras que eram feitas aos envolvidos. Outro ponto que conta a favor é que não existe um cunho politico, diferente dos documentários do Michael Moore que eram quase que focados aos republicanos. Aqui a critica é feita a diversas gestões de governo, até do queridinho Obama.

Recomendo para quem está estudando economia e quer uma boa forma de entender mais sobre o mercado e suas crises.

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Frito em 27 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Uma ladra sem limites (2013)

As pessoas me perguntam por que eu gosto tanto de dramas. Bem, a resposta é porque simplesmente os filmes desse gênero são os com as melhores histórias. Às vezes, quando estou fazendo indicações no twitter, acabo sempre em uma enrascada quando pedem uma dica em relação a comédia, pois nunca consigo achar um filme bom o suficiente para indicar, e por isso sempre caio no meio boca.

Uma ladra sem limites” não é nada excepcional, tem uma história que já foi vista e revista em longas como “Um parto de viagem” e “Antes só do que mal acompanhado” para citar só dois filmes com o mesmo tema, e não tenta em nenhum momento inovar, ela se calca em dois personagens diferentes, nesse caso o pai de família certinho e a gordinha mau-caráter, e acabam tendo que trabalhar juntos.

Sobre o elenco: Jason Bateman é o maior escada das comédias e poderia facilmente ser considerado o Dedé dos EUA, já a Melissa McCarthy, que foi muito bem em “Missão: Madrinha de Casamento”, aqui está mais apagada e bem mais caricata, sempre interpretando uma personagem cômica e durona, papel que também interpretou em “Se beber não case 3”.

Se você quer uma comédia razoável, daquelas que você poder rir ou não, mande bala. Afinal, o filme tem seus momentos engraçadinhos e os seus Zorra Total, o que acaba fazendo com que ele não seja algo que valha tanto a pena. Mas que tapa o buraco de quem quer ver algo engraçado.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Wolverine – Imortal (2013)

De todos os personagens que fazem parte dos X-men, um dos que menos gosto é o baixinho invocado. Simplesmente acho o Wolverine uma espécie de Batman da Marvel, que assim como o homem morcego tem todo um jeitão durão, mas no final das contas não é um herói tão poderoso como tentam nos fazer crer.

Falei tudo isso para deixar claro o quanto vai ser difícil para mim, confessar que gostei do último filme do Wolverine. Se o primeiro era cheio de cenas toscas e de violência falsa (afinal, nem de sangue as garras do mutante se sujavam), nessa nova empreitada Wolverine está mais fatal e Hugh Jackman mostra porque ele é o cara para esse papel.

A história, que mostra um pouco do passado de Logan e sua relação com um soldado japonês é muito legal. Todos os personagens são interessantes e apesar de algumas escorregadas na trama, em especial para os reais objetivos do vilão, fica claro que o longa é bem melhor que X-men 3 e o primeiro filme do baixinho (ambos pontos fracos da franquia mutante).

Para quem busca assistir um longa de ação interessante e que sabe trabalhar bem os personagens, fica a dica para assistir “Wolverine – Imortal” um filme que a princípio eu falaria que é uma porcaria sem nem ver – tá aí a resposta para quem pergunta por que eu assisto até filmes que acho ruim.

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Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A mosca (1986)

Sou fã do Jeff Goldblum por causa do seu trabalho em “Parque dos Dinossauros”, filme que adoro e que meu personagem preferido, o Ian Malcom, ainda é interpretado por ele. Fazia anos que me cobrava de conferir “A mosca”, o longa que projetou ele para a fama e ajudou sua carreira a deslanchar. Pois chegou o dia.

Para quem não conhece esse clássico, a história do filme é sobre um cientista que ao criar uma máquina de teletransporte acaba sem querer se fundindo a uma mosca. Ao longo da trama, o personagem de Jeff vai cada vez mais tendo a mente afetada pela criatura e ao se tornar um híbrido de duas coisas, busca aceitar o seu destino em alguns momentos e em outros buscar uma cura para sua condição.

Achei o filme legal por vários aspectos, como os efeitos especiais, que apesar de arcaicos hoje em dia, ainda impressionam de forma escatológica. A maneira que a história vai se conduzindo, levando o protagonista e sua namorada (a novinha na época Geena Davis) a uma situação que só podia terminar de uma maneira. Vale a pena assistir esse longa que virou um marco da cultura pop.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – The croods (2013)

Se você, como eu, era fã da família Dinossauro, com certeza vai gostar de “The croods” – uma animação da Dreamworks que consegue trazer todo aquele clima de família para uma história, e ainda deixar você em situações de quase sair “suor” dos olhos.

Na trama ambientada na pré-história, uma família típica, formada por um pai (Grug, dublado no original pelo ”talentoso” Nicolas Cage), uma mãe (Ugga), uma avó (Gran), um filho bobão (Thunk), uma filha rebelde (Eep) e um bebê, vivem sempre escondidos das mudanças do mundo. Porém, um dia têm de encarar que o planeta está ficando diferente e a única chance de sobreviver é seguindo o moderninho Guy (Ryan Reynolds).

Devo dizer que a história da animação não tem nada de original, porém não deixa de ser encantadora com muitas cenas engraçadas e algumas que são emocionantes, em especial as que retratam a relação entre o pai e a filha.

Fica a dica para quem quer assistir algo com os filhos e sobrinhos, sem se sentir entediado pelo programa com as crianças.

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Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Duro de Matar 5 (2013)

Bruce Willis está em uma zona de conforto na sua carreira. Tanto, que está preguiçoso até na escolha dos seus papeis. Afinal, há tempos os filmes que participa são mais do mesmo, com ele no papel de cara durão botando banca (creio que a única empreitada diferente foi em Moonrise Kingdom, na qual saiu do lugar comum).

A franquia “Duro de Matar” para mim acabou a partir do segundo filme, depois disso ela começou a se pautar em cenas absurdas com sequências de ação cada vez piores, que só se seguravam pelo carisma do protagonista, o sempre divertido John McClane e dos vilões que eram bem caricatos e divertidos.

Essa quinta tentativa de manter a franquia acabou sendo um desperdício de tempo, tanto para quem assistiu como para quem tentou escrever o roteiro, afinal novamente é mais do mesmo com uma história ainda mais rasa e um coadjuvante péssimo, nesse caso o Jai Courtney que tentaram enfiar na trama para no futuro substituir o Bruce.

Se você é fã do cinema absurdo vai adorar “Duro de Matar 5”, que além de ter muitas explosões explora ao máximo o carisma do protagonista. Uma pena que isso só era legal para mim lá no primeiro filme, quando ainda era novidade. Hoje em dia virou preguiça mesmo.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de novembro de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Segredos Sangue (2013)

Sou fã do Chan-wook Park e adoro seus filmes, que sempre tem uma carga de violência muito alta. Ele sabe dosar isso com um roteiro que colabora com a história, por isso acho é uma pena que essa investida dele no cinema norte-americano tenha sido com o bizarro “Segredos de Sangue”.

O filme tem uma sinopse interessante, que lembra um pouco “A sombra de uma dúvida”, longa do Alfred Hitchcock, que também explora a relação entre uma sobrinha e seu tio, porém, com um pouco mais de suspense, em “Segredos de Sangue” somos apresentados a India (Mia Wasikowska) uma menina reclusa que vive com a mãe (Nicole Kidman). Após a morte do pai, a família recebe a visita de Charlie (Matthew Goode), um homem misterioso e que acaba se envolvendo com mãe e filha.

Bem, devo dizer que a coisa mais difícil nesse filme para mim foi a história, que além de ser muito parada, tem um ritmo que não me agradou, me deixando muitas vezes perdido no que estava acontecendo. Se você, assim como eu, é fã do diretor, pode se arriscar a dar uma chance ao longa. Mas já aviso que está longe de um “Oldboy” ou mesmo de uma “Lady Vingança

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 18 de novembro de 2013
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