PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – In the Flesh (1° temporada)

Zumbis são criaturas que não tem cérebro e só pensam em matar e comer carne, certo? Errado.

Pelo menos isso é a proposta da série inglesa “In the Flesh”. Na trama os zumbis são pessoas que estavam mortas e levantaram de suas covas com fome de carne.

Após várias batalhas com os humanos, os cientistas descobriram uma cura, e agora os ex-zumbis são chamados de doentes, nesse caso catalogados como portadores da Síndrome do Falecimento Parcial.

Nesse contexto somos apresentados ao personagem Kieren “Ren” Walker (Luke Newberry), um adolescente que sofre da síndrome e que volta para sua cidade, um local cheio de pastores estilo Feliciano e uma milícia chamada Human Volunteer Force que ainda acreditam que os zumbis são uma ameaça e querem exterminar todos eles. Em meio a esse tumulto, Kieren ainda tem que lidar com os seus pais extremamente afetuosos e sua irmã que pertence à milícia e tem um certo rancor do irmão.

A série é curta e teve somente três episódios nessa “primeira temporada”, com a possibilidade ainda indefinida de continuação. A trama é bem interessante e foge dos padrões “The Walking Dead”, ela não foca tanto em violência e ataques zumbis, o tema aqui é claro e trata de preconceito – e isso fica claro com as diferentes reações das pessoas a presença dos ex-zumbis pelas cidade.

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Eu gostei muito da proposta da série, achei que o elenco apesar de desconhecido para mim, soube segurar as pontas, em especial vale destaque para Luke Newberry, que eu não conhecia mas que soube passar toda a angústia do protagonista. Além dele, o elenco ainda tem Emily Bevan no papel de outra portadora da síndrome, que tem uma postura totalmente diferente da de Kieren. Espero mesmo que a série tenha uma segunda temporada, pois a proposta é muito legal e a história deixou pontas soltas para continuar a partir daí. Só não vá fazer como muitos e assistir pensando que a série é uma extensão de Walking Dead, são propostas bem diferentes.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Ghost Dog (1999)

Que mistério é esse que cerca Forest Whitaker, um cara que tem um grande talento, mas que consegue fazer filmes muito bons e outros que são uma porcaria? Parece que ele não liga muito para a carreira dele e que gosta mesmo é de se arriscar, pois as escolhas de filmes dele não é o tipo de coisa que deve pagar muito. O esquema do cara é tentar sorte mesmo.

Em Ghost Dog ele faz o papel de um assassino profissional contratado pela máfia e ao cometer um erro tem sua cabeça colocada a prêmio. Encurralado e com uma habilidade impressionante ele vai pouco a pouco mostrando seu lado letal, enquanto isso, ele conta ao longa da trama a sua filosofia samurai.

Eu achei o longa interessante apesar da trama lembrar um pouco a de “O profissional”. Só que apenas lembra, afinal, o filme francês é bem mais trabalhado e consegue misturar bastante o drama e as cenas de ação, enquanto “Ghost Dog” tem suas doses de violência e a história segue um ritmo mais lento.

Concluindo, eu acho que só vale a pena assistir para quem quer dar uma conferida em um filme artístico ou filosófico de luta, feito por um diretor americano.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Segurança não é Garantida (2012)

Deveria existir uma regra sobre viagens no tempo em filmes. Se ela for tema principal de algum longa, ela deve ser interessante e não conter paradoxos, sendo a primeira parte relativamente fácil e a segunda mais complicada.

Em “Segurança não é Garantida” a primeira parte já não se completa. A história começa bem, é uma equipe de jornalistas perdedores querendo conhecer um pouco mais sobre um a pessoa que colocou um anúncio recrutando alguém para viajar no tempo. Porém, o desenvolvimento acaba se tornando confuso e monótono, parece que não houve uma preocupação em deixar a história mais atrativa. Ela acaba mesclando comédia e drama com algumas reviravoltas que deixam tudo ainda mais arrastado.

Não bastasse isso, o elenco não tem muito carisma. Aubrey Plaza, a mesma que fez showzinho no último MTV Movie Awards roubando o troféu do Will Farrel, não se dá bem como protagonista e parece bem desinteressante, além de o par dela na história ser o chato do Mark Duplass, que sempre faz papéis insossos.

Apesar de muitas pessoas terem gostado, achei o filme bem chato e não recomendo. Não é uma ficção cientifica e apesar de curto, ele consegue não ter uma trama compacta e dá a impressão que é demorado e arrastado. Fuja se você quer uma trama que explora viagem no tempo.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Battle Royale (2000)

Jogos Vorazes é um dos filmes para adolescente de maior sucesso do ano passado. Com um elenco que mescla atores de ação, atrizes talentosas e uma trama que serve para agradar em parte fãs de Crepúsculo e em outras órfãs do Harry Poter, o longa fez sucesso e isso ninguém pode negar.

Tentando compreender as origens desse sucesso “original” resolvi apreciar o filme que muitos apontam como o inspirador da história, nesse caso “Battle Royale” um longa japonês que conta a história de um grupo de estudantes que são obrigados a participar de um bizarro programa do governo que tem como principal objetivo diminuir o número de jovens rebeldes.

O filme japonês é baseado em um livropopular , que retrata de forma cruel a forma como as pessoas agem em situações de extrema pressão. É interessante a forma como o autor centrou a atenção em certos alunos e foi desenvolvendo os aspectos das personalidades deles. O longa soube usar bem desta relação de decadência de caráter na hora de contar a história.

É claro que ele não é perfeito, tem algumas cenas forçadas que deixam o filme com cara de pastelão, mas com certeza vale perder um pouco de tempo se dedicando a acompanhar a trama. Uma curiosidade é a presença da Chiaki Kuriyama, a menina que mais tarde iria interpretar a assassina Gogo Yubari em “Kill Bill”. Com certeza o Tarantino assistiu a esse filme e a escalaou para sua trama.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Sombras da Noite (2012)

A parceria entre Tim Burton e Johnny Depp já produziu grandes filmes, porém, nem sempre o trabalho dos dois acaba atingindo todos os públicos. Em “Sombras da Noite” ele resolveu misturar terror e comédia com um pouco de drama, criando um filme confuso que deve ter confundido ao inves de ter agradado as pessoas.

Na trama somos apresentados ao vampiro Barnabas (Johnny Depp), que após vários anos em estado de torpor, acaba acordando e tendo que lidar com seus bizarros descendentes, que conseguiram ao longo dos anos, destruir tudo que sua família havia construído.

O longa em minha opinião não é de tudo ruim. Ele tem seus momentos e alguns que realmente são engraçados. Até mesmo Depp, que não está ruim no papel principal. Além disso, o elenco é interessante e vale destacar a presença da Helena Bonham Carter (também conhecida como Sr. Burton). E das belas Michelle Pfeiffer (já entrando na categoria de senhora) e Eva Green (essa sempre bonita, mas exagerada no filme).

A história é baseada em uma série do mesmo nome, de muito sucesso. A favorita de vários atores famosos, inclusive, do próprio Depp e do pop Quentin Tarantino. Talvez para eles o filme tenha sido mais interessante.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Túmulo dos Vagalumes (1988)

Animações japonesas são sempre cheias de contornos e com lindas histórias como pano de fundo. Geralmente elas utilizam do lúdico para contar uma trama, como foi o caso de “A Viagem de Chihiro”, por exemplo.

Nesta aqui, as coisas são mais diretas e talvez por não ter essa roupagem mais fantasiosa, ele seja um dos que mais emocione quem assiste. Na história, os irmãos Seita e Setsuko, perdem a mãe durante um ataque na 2° Guerra Mundial. Abandonados, eles têm de aprender a sobreviver em uma situação na qual são praticamente invisíveis à sociedade, só sendo enxergados quando fazem algo de errado.

Eu achei muito bonita a mensagem de fraternidade dos irmãos e os sacrifícios que o mais velho faz para tentar fazer sua irmãzinha sobreviver. São tantas cenas que emocionam que é difícil apontar alguma que marcou mais que a outra. Mas com certeza a cena dos vagalumes é uma das mais bonitas que já assisti em animações.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 17 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Até que a Sorte nos Separe (2012)

É uma sina, parece que todo filme que tem elenco da Globo sempre tem que ter aquele clima de “Zorra Total”, com uma comédia que explora as expressões corporais dos atores (e que eles abusam de caras bocas, tem piadinhas de gordo, de insinuações homossexuais e o “grande elenco” embutido).

Na trama de “Até que a sorte nos separe”, o grande filme nacional de 2012 (segundo alguns), somos apresentados à historia de Tino (Leandro Hassum), um cara que junto com a esposa Jane (Danielle Winits) ganharam na loteria quando eram novos e ficaram quinze anos vivendo na mordomia, até que um dia acabam falindo. Como toda a trama que se preze nesse estilo “sitcom”, o marido vai encontrar um cara oposto dele, nesse caso o certinho Amaury (Kiko Mascarenhas), que vai ajudar ele a tentar esconder da esposa que estão pobres novamente.

O longa é cheio de lições de moral, são tantas que até cansa. Além disso, poucos personagens tem carisma o suficiente na história. A Danielle Winits, por exemplo, além de estar bem fraca no papel, não passa um pingo de graça à personagem.

Não vá assistir esperando uma comédia interessante. Essa aqui tem o padrão “Globo” de qualidade, então é tudo bem certinho, para não incomodar ninguém e ter várias lições de moral para o público mastigar e aceitar dando risada de tudo, achando que esse humor de cinema é diferente daquele que passa sábado à noite na emissora.

Escrito Por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 16 de abril de 2013
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Bowie, um gênio absoluto ou o cara que definiu como a música pop deveria ser?

Essa é uma questão que eu carrego comigo, Elvis abriu caminho, Michael Jackson enfiou a parafernália e deixou a música como parte fundamental da sociedade moderna… Mas me perdoem, Bowie mostrou que a música poderia ir além quebrando barreira e provocando.

Primeiro ele provocou com o Ziggy Stardust e sua androgenia latente e ai ele enjoou de tudo isso, mandou as favas e esfregou na cara da sociedade branca que a música de negão era bem melhor com Station to Station e Young Americans.

Todo mundo indo para Los Angelas, Nova Yorke e o Camelão vai lá se refugiar em Berlin e lança uma trilogia de discos tão brilhantes que você pode coloca-los ao lado de qualquer clássico dos Beatles que não fará feio.

David Bowie criou os anos 80 com Scary Monster e fez da megalomania das tours imensas algo comum com Glass Spider tour.

Nos anos 90 fez um casamento com a música eletrônica que rendeu discos brilhantes e que valem uma ouvida com atenção extrema, por favor, depois de ler vá ouvir Outside e veja a capacidade do gênio…
Parecia que Bowie iria parar sua carreira perfeita no ótimo Reality, mas não, depois de 10 anos ele sai da sua toca e coloca na rua o soberbo The Next Day!

The next day abre com a faixa titulo e um tom meio de Hunky Dory de ser que já assusta quem achava que o Camelão não poderia reciclar o seu proprio som.

Se o primeiro single Where are we now? tinha um jeito meio triste de ser o segundo material lançando por Bowie a ultra pop The stars (Are out tonight) faz um contra ponto interessantimo que vale ouvir com atenção…

Love is Lost e Dancing out of space parecem saídas dos anos 80 e só por isso precisam ser ouvidas com um sorriso enorme no rosto.

Para o final do disco Bowie separa uma bordoada (You will) set the world on fire e assim diz para todos, “Eu sou o cara”…

Com The Next day David Bowie coloca de uma vez por todas, os concorrentes de lado e mostra que ele é o verdadeiro gênio, rei e messias de tudo que vemos como cultura pop.
Obrigado Bowie, pelo disco do ano!

Escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 10 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O homem da máfia (2012)

Quase um conto que foi alongado demais, esse longa parece uma história contada em algum filme de máfia do Martin Scorcesse, que alguém resolveu explorar e virou um filme.

Com um elenco interessante que conta com o ótimo Brad Pitt (todo ameaçador) e um James Gandolfini lembrando um Tony Soprano em decadência, a história gira em torno de um grupo de bandidos que assaltam uma mesa de jogo frequentada por mafiosos, e que acabam sendo descobertos e caçados por um “homem da máfia” (um assassino de aluguel).

Para mim, a grande decepção do filme é que ele não é violento, não tem uma trama redonda, e não chega a cativar com sua história. É tudo muito rápido e sem motivo, parece que quiseram produzir algo que não servia para um filme, então encheram o longa de atores famosos com visuais diferentes e esperaram um sucesso.

O Homem da Máfia” é uma boa opção para quem quer passar o tempo, mas não é um dos grandes filmes sobre o assunto. Nem tem atuações tão dignas que valem a pena perder o tempo assistindo, só serve mesmo se você está interessado em ver um filme curtinho sobre máfia. Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 6 de abril de 2013
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Virada de Jogo (2012)

A eleição nos Estados Unidos é a que mais chama a atenção em todo o mundo. Várias pessoas se interessam mais por quem será o novo governante do país mais poderoso do planeta do que quem vai se eleger como prefeito da sua cidade ou governador do seu Estado.

O mais interessante em “Virada de Jogo” é ver os bastidores de uma eleição e a forma como foi escolhida Sarah Palin (a sensacional Juliane Moore) para ser vice-presidente, um momento digno das grandes estratégias políticas, que parece um grande acerto da campanha do John McCain (Ed Harris), mas que se mostra uma tremenda roubada quando descobrem que a simpática governadora do Alaska é uma mulher bem limitada sobre vários assuntos.

Além das atuações brilhantes da Juliane Moore e do Ed Harris, ainda temos Woody Harelson no papel de um consultor político que tenta salvar a campanha do fenômeno Obama, e também a Sarah Paulson como a assessora que percebe o grande erro na escolha de Palin.

Fazendo um paralelo com o Brasil, com certeza a escolha de Palin não teria tanto significado aqui, afinal o ex-presidente Lula não era um primor em política externa e tinha como base uma campanha mais populista, que se apoiava na sua figura como líder e na da sua equipe como solução.

O que mais impressiona é um filme com esse caráter, que praticamente destrói a imagem de Palin, ter sido feito e não ter criado um embaraço para os republicanos. Em certos momentos até o pessoal da campanha começa a temer a eleição de McCain e a possibilidade da despreparada Palin assumir o poder , uma situação no mínimo curiosa.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 5 de abril de 2013
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