fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Selvagens (2012)

Às vezes as pessoas acham que todo filme com mais de duas horas é bom, afinal ele tem bastante tempo para desenvolver a história e gerar empatia com o público, podendo assim conquistar mais quem está assistindo e trabalhar mais o roteiro.

Esse aqui é um exemplo de filme longo que poderia ter uma história mais curta. Dirigido pelo cult Oliver Stone, a história do longa acompanha uma dupla de maconheiros (interpretados por Taylor Kitsch e Aaron Taylor-Johnson) que estão se dando tão bem nos negócios que acabam despertando a atenção de uma violenta organização de traficantes, que tem como líder a perigosa Elena (Salma Hayek). Não bastasse esse tremendo problema, eles ainda têm de lidar com Ophelia (Blake Lively), uma linda garota que seduziu os dois amigos e forma com eles um interessante triângulo amoroso.

No elenco, além dos já citados ainda temos John Travolta no papel de um cínico agente do FBI e Benício Del Toro no papel de Lado, um capanga de Elena, que com certeza é para mim um dos vilões mais repugnantes de 2012, e mesmo em um filme fraco como esse tem uma presença muito boa.

Na minha percepção o filme é muito interessante, mas se arrasta demais na relação da Ophelia com os caras. Não explora tanto personagens mais interessantes como Lado, Elena e o agente do FBI interpretado por Travolta – todos com tramas bem mais interessantes que as do assim chamado “trio de protagonistas”.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de fevereiro de 2013
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A irmã da sua irmã (2011)

Acho que estavam todos na mesa e alguém diz:

– Sabe caras, uma vez bebi demais e catei a irmã de um mina que eu gostava.

E então um “Jênio” responde:

– Nossa, que loco! Isso devia ser um filme!

E então aconteceu, acho que só assim se explica um roteiro tão raso quanto discurso de cigano Igor.

Jack (Mark Duplass) é um cara que está depressivo após a morte do irmão e recebe o conselho da sua melhor amiga Iris (Emily Blunt) para passar uns dias no chalé da família dela. Chegando lá ele se depara com Hannah (Rosemarie DeWitt), a irmã de Iris. Papo vai, papo vem e acabam transando.

A situação se complica quando Iris também resolve aparecer no chalé, decidida a fazer uma revelação.

Agora pense num filme que enrola, enrola e não sai do lugar. A história simplesmente fica num ponto que você não entende como alguém filmou aquilo e pensou que iam gostar. Talvez com um pouco mais de esforço o longa ficasse no mínimo mais interessante.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de fevereiro de 2013
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Ferrugem e Ossos (2012)

Stéphanie (Marion Cotillard) é uma bela mulher, independente e ousada, que um dia conhece Alain (Matthias Schoenaerts), um segurança de boate agressivo, que junto com seu filho mora na casa da sua irmã. Após um terrível acidente, o destino de Stéphanie e Alain acabam se cruzando e acabam desenvolvendo um estranho laço de amizade.

Eu gostei muito do filme, achei que ele soube ser romântico sem ser água com açúcar. A história não é sobre uma mulher que se supera após um acidente, ou sobre um pai que reconquista o amor do filho, ou mesmo sobre duas pessoas diferentes que se apaixonam. Saque só: o essencial da trama é a forma como os protagonistas encaram o mundo – a amizade deles se fortalece porque Stéphanie é gentil e doce e Alain é um bruto, que ignora completamente as necessidades dela, seja como mulher ou como deficiente, e após o acidente que ela sofreu era exatamente isso que ela queria: uma pessoa que a desejasse sem ter pena dela.

Devo destacar ainda que o desconhecido para alguns Matthias Schoenaerts está ficando especialista em fazer tipos brutos, no ano passado ele interpretou um personagem bem parecido em Bullhead, um longa Belga muito xodebola e que comentei no blog.

O filme é muito legal e as atuações estão perfeitas sem ser muito dramáticas, mas cruas. Você consegue enxergar os personagens como são e a forma como eles agem.

É uma boa opção para quem quer assistir um filme fora do circuito do cinema norte-americano.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de fevereiro de 2013
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BORDA DO PASTEL

Nota do pasteleiro: /5

BORDA DO PASTEL – Oscar 2013

E o Oscar passou. E o que isso mudou?

Bem, na verdade não tivemos muitas novidades. Com essa enxurrada de prêmios que acontecem antes dele, acaba que todo mundo tem uma noção de quem vai ganhar. Além disso, este ano tivemos várias categorias que estavam na cara quem seria o vencedor. Assim, não foi surpresa ver o Daniel Day Lewis ganhar como melhor ator, nem a Anne Hathaway como melhor coadjuvante, muito menos Amor ganhar como melhor estrangeiro e nem mesmo a canção original ficar com a midiática Adele.

Então quais foram de fato as surpresas? Tivemos um empate em edição de som (como se alguém realmente estivesse ligando para isso né?). Sendo assim, a maior delas ficou na categoria de melhor diretor em que o competente Ang Lee ganhou o prêmio, pela sua bela fábula “As aventuras de PI”.

Nas outras categorias, nada de novidade: a nova namoradinha dos EUA, Jennifer Lawrence, ganhou como melhor atriz. O amigo do Tarantino, Christopher Waltz, levou a estatueta por “Django” e o diretor ficou com o prêmio pelo roteiro adaptado. Nas categorias técnicas tivemos uma boa vantagem de “As aventuras de Pi”, longa que faturou 4 Oscars, e foi o que saiu com mais estatuetas na noite. Em segundo lugar tivemos um empate entre “Argo” e “Os miseráveis”, e depois vem o grande fogo de palha: “Lincoln”, que parecia que ia arrasar, mas no final acabou empatado em premiações com o espetacular “Django”. Ainda para fechar, “O lado bom da Vida”, “Amor” e “A hora mais escura” ganharam um prêmio cada um, sendo somente o belo mas simples “Indomável Sonhadora” o zerado da noite.

O apresentador Seth Macfarlene fez um trabalho mediano, que não acrescentou muito à cerimonia. Eu, particularmente, só gostei da parte inicial em que ele interage com o William Shatner, de resto foi muito apagado.

Não sei quanto a vocês, mas achei poucos momentos legais na cerimônia em si, como comentei gostei da abertura brincando com a viagem no tempo, gostei da parte que o elenco de “Os miseráveis” canta e também da apresentação da Adele, de resto nada me empolgou. Mas ainda devo elogiar que não houve nenhum discurso chato e longo de algum membro da academia, coisa que iria ser mais um momento zZZZzzzzZZZZz.

Escrito por Fábio Campos

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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O homem com os punhos de ferro (2012)

Assistir um filme desses é lembrar na hora daqueles filmes de artes marciais antigos.

Então temos vilões estereotipados, lutas surreais e atuações canastronas – por isso é complicado assistir ao longa levando ele a sério; fica mais interessante se você já assistiu “Django”, pois fica aquela impressão de estarmos vendo a versão pobrinha do sucesso do Tarantino (que também teve uma participação na produção do filme).

Na história somos apresentados a três figuras heroicas: O Ferreiro (interpretado por RZA, rapper que também dirige o filme e que fez a trilha de “Django”), que é basicamente o “homem sem nome” da história, que tem um passado misterioso, X-Blade (Rick Yune) que representa o lutador oriental que teve o pai morto por uma facção de criminosos, e por fim Jack Knife (o bonachão Russell Crowe), uma espécie de caçador de recompensas.

Em relação à história, o longa é muito fraco. A trama é bem rasinha e os efeitos são em alguns momentos bem toscos. Mas vale para quem curte boas lutas e atuações canastronas.

Vale destacar que o elenco, que conta com a presença ilustre de Crowe, ainda tem Lucy Liu, quase que repetindo seu papel em “Kill Bill”, só que bem mais boazinha (mas não menos mortal).

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Frito em 25 de fevereiro de 2013
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NOVIDADES

Nota do pasteleiro: /5

VIDEOCAST ESPECIAL DO OSCAR 2013 – COMPLETO

E fiquem aqui com todos os vídeos que gravamos sobre o Oscar que está acontecendo agora

PRIMEIRA PARTE

SEGUNDA PARTE

TERCEIRA PARTE

Apresentação e Roteiro: Fábio Campos e Rodrigo Moia
Produção: Felipe Simon e Marcel Marques

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NOVIDADES

Nota do pasteleiro: /5

VIDEOCAST ESPECIAL – Oscar 2013 – Terceira Parte

O Oscar é a premiação mais importante e tradicional do cinema, por isso nós não poderiam deixar de falar sobre os indicados, e as chances de cada um.

No último vídeo falando sobre o Oscar, eles fazem suas considerações finais e dão suas opiniões sobre o evento no geral.
Confira!

Apresentação e Roteiro: Fábio Campos e Rodrigo Moia
Produção: Felipe Simon e Marcel Marques

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de fevereiro de 2013
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Ruby Sparks (2012)

Esse aqui não é um filme para agradar todos. Duvido que ele possa ser considerado comercial, tem um roteiro ousado que tenta brincar com a realidade do seu próprio jeito e seria uma boa ficção científica se não fosse uma comédia romântica.

No longa, Paul Dano é Calvin, um escritor que tem um jeitão todo Woody Allen de ser: aquele tipo de cara que não se socializa, cheio de manias, que fica achando pelo em ovo. Após publicar um livro de sucesso ele sofre um bloqueio, e começa a escrever, sob o aconselhamento do seu psicólogo, uma história a respeito de Ruby (Zoe Kazan), uma garota que seria a namorada perfeita para ele. Então, como em um passe de magica, a garota se materializa na sua vida.

O filme pode parecer meio estranho, mas garanto que ele se desenvolve de maneira legal, cria certa empatia e acerta ao não querer explicar como Ruby surge – ela simplesmente aparece um dia e o personagem tem que lidar com isso. Uma definição precisa para quem está pensando em assistir ao filme é que ele seria o encontro de “Mulher Nota 1000” com “Brilho Eterno de uma Mente sem Lembrança”.

Vale a pena para quem está querendo experimentar um filme diferente do que está assistindo, só não espere que ele venha mastigado, muito do longa deixa para quem está assistindo tirar suas conclusões.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de fevereiro de 2013
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – As sessões (2012)

Sexo é um tema complicado de se trabalhar em um filme, alguns anos atrás o ator Pedro Cardoso questionou a necessidade de explorar sempre o nu e o sexo nos filmes, sendo que muitos diretores estavam inserido cenas sensuais gratuitas na história, sem a real necessidade.

Em “As sessões” o diretor Ben Lewin teve que além de trabalhar com o sexo e a nudez (nesse caso a nudez frontal da Helen Hunt), o delicado processo de encaixar a realidade das pessoas com deficiência física na hora da relação sexual.

Tema cheio de espinhos né? Talvez por isto “As sessões” seja um longa tão chocante, baseado na história real do poeta Mark O’brien, interpretado de maneira brilhante por John Hawkes.

O filme apresenta a sua “terapia” com Cheryl (Helen Hunt, ganhadora do Oscar, e concorrente esse ano por esse papel), as sessões que eles realizam têm como finalidade libertar o lado sexual de Mark. Ainda como contra pronto a essa trama temos a religiosidade dele, explorada pela figura de um padre moderninho, interpretado pelo competente William H. Macy.


Na minha opinião o longa é interessante e é um dos casos que ao contrario do que disse no inicio da resenha, utiliza do sexo e da nudez para explorar a história. A intenção é nos chocar, e nos tirar do lugar comum. É uma boa pedida para conhecer um pouco mais sobre o mundo dos deficientes físicos, só não vale assistir com as crianças na sala ou os pais da namorada.

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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O impossível (2012)

Fazendo um trocadilho infame, é impossível assistir “O impossível” sem se emocionar.

A história da família que se vê separada em meio a uma tsunami é para mim a trama mais tocante do ano passado, com um elenco recheado de bons atores e um efeito especial espetacular. O longa impressiona.

Baseado em fatos reais, nós acompanhamos o drama da família de Henry (Ewan McGregor) e Maria (Naomi Watts), um casal que junto dos seus três filhos estão passando as férias na Tailândia e acabam afetados pelo desastre natural.

Como disse, o longa é um dramalhão, que apesar de se basear em fatos reais aposta (e muito) em chocar quem está assistindo e causar um sentindo de esperança para que aquela família fique junta novamente, eu mesmo me emocionei em diversos momentos.

Ainda como destaque, vale ressaltar a grande atuação de Tom Holland no filme. Ele interpreta o filho mais velho do casal e que de certa forma é o personagem central da história. Afinal, é através dele que vamos vendo a devastação das pessoas e sentimos a sensação de desespero e perda. Uma interpretação digna do novato Christian Bale em “Império do Sol

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de fevereiro de 2013
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