fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O enigma de outro mundo (2011)

Eu assisti “O Enigma de Outro Mundo” faz poucos anos e adorei o filme. A atmosfera de tensão que foi criada em muitas cenas e os efeitos especiais, que hoje são toscos, mas naquela época eram bons, são fatores que elevaram o longa a categoria de Cult.

Em 2011 resolveram voltar à história, contando um prequel do que aconteceu no acampamento que encontram a criatura no filme original. Com um plot desses a história tinha uma chance de não atrapalhar do filme de 1985, e acrescentar mais a cronologia.

O resultado foi um filme de ficção cientifica divertida, mas inferior ao original. Talvez a alta quantidade de vezes que foi usado isso de alienígena assassino que caiu na Terra desde o primeiro filme, e a falta de apresentar algo de novo tenham deixado a coisa mais sem graça.

Mesmo os efeitos especiais não estão bons, o primeiro tinha como desculpa a época, o atual é simplesmente mal feito. Além disso, os atores do filme são todos fracos. Não existe nenhum que você realmente torça, e talvez por excesso de atores parecidos fica até difícil saber quem é quem. De conhecido só temos Joel Edgerton (de Guerreiro), Adewale Akinnuoye-Agbaje (Lost e Oz) e Mary Elizabeth Winstead (que participou do terceiro longa da franquia “Premonição”).

Se você gosta de filmes com aliens e bastante sangue e vísceras, vale a pena assistir. Agora se é fã do longa original, com certeza não vai gostar dessa nova versão, que peca demais em não inovar e se manter com uma trama batida.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de novembro de 2012
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Valente (2012)

Esse aqui é um filme para meninas. Certamente ele foi pensado assim: querendo apresentar uma heroína que fosse bem ao encontro do público feminino. Para isso, buscaram pegar qualidades que encontramos em qualquer conto de fadas e incorporaram na trama( o fato da garota ser uma princesa, a relação de conflito com a mãe e admiração pelo pai, coisas que temos em diversas histórias infantis).

Todo esse trabalho de criar a protagonista interessante foi muito virtuoso. O único problema foi cativar a quem assiste com uma trama tão batida como a “transmutação de corpos”- já vimos isso em “A Nova Onda do Imperador” e “Irmão Urso”, isso sem contar os diversos filmes de troca de corpo que têm uma lição de moral bem parecida.

Visualmente lindo e com um roteiro clichê e fraco: essa é a melhor definição que faço de “Valente”. Suas filhas, sobrinhas e netas mais novas vão adorar, o duro é fazer alguém mais velho assistir sem ficar com aquela sensação de “eu já vi isso em algum lugar”. Ou seja, ele vale a pena até certa idade, depois disso ele é mais bobinho e só vale pelo design.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de novembro de 2012
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Trabalhar Cansa (2011)

Gosto dos filmes nacionais que fogem do lugar comum. Nosso cinema não pode ficar preso à favela, crime, bandido e sexo. Temos muito mais que isso por aqui, somos um povo criativo e temos que usar isso para criar boas histórias.

Trabalhar Cansa” é uma tentativa interessante de sair do lugar comum, explorando o cotidiano de uma família de classe média que abre um mercadinho de bairro. Ele parte daí para expor um pouco da crise de desemprego, da prepotência de quem tem o poder, do relacionamento nas famílias e por fim do sobrenatural.

No elenco temos a ótima Helena Albergaria como protagonista, e sinceramente confesso que nunca vi uma atriz interpretar tão bem “uma cara de c%”. É impressionante como ela consegue facilmente passar antipatia.

Eu gostei do filme, só achei que ele parecia muito carregado, erguendo muitos assuntos e executando pouco, como se fosse uma novela, que tem como vantagem um período maior para trabalhar todos os assuntos. Porém, como o tempo era curto, certos assuntos pareceram inacabados e incompletos, dando uma sensação de trama corrida.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de novembro de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – A fuga (2012)

Filmes interessantes podem crescer com situações simples. Em “A fuga”, o grande tema escondido são os relacionamentos familiares – coisa bem clichê e explorada em diversos dramas – que foram mostrados por diversas visões nesse longa policial com drama.

Logo no início, acompanhamos a trama dos irmãos fugitivos Addison (Eric Bana) e Liza (Olivia Wilde), que assaltaram um cassino e acabaram perdidos no meio da neve. A relação dos dois é quase um incesto, sendo o irmão a figura controladora da história. Em outra ponta temos o ex-condenado Jay (Charlie Hunnam) que tem sérios problemas com seu pai, e por último resta Hanna (Kate Mara), uma policial que é constantemente menosprezada pelo pai. O caminho dos três acaba se encontrando, o que faz toda trama fluir.

Gostei muito do resultado do filme, sem buscar fortalecer demais o lado negro do antagonista e apenas se concentrar na história. Ele só perde um pouco da sua força no final, exatamente no clímax da história, quando todas as tramas são colocadas literalmente na mesa. Fica uma dica para quem quer um filme de ação mais vigoroso e com um pouco de drama.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de novembro de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Saga Crepúsculo: Amanhecer – Parte 2

As moças ficarão irritadas comigo e os caras vão me achar muito brando, mas “Amanhecer-Parte 2” é o menos pior dos filmes da saga Crepúsculo. Não pense que digo isso baseado em atuação ou roteiro, tudo isso continua a mesma porcaria, são frases românticas e de efeito, soltas para dar um pouco de impacto e atuações sofríveis em especial do trio de protagonistas.

O grande diferencial desse filme foi saber rir do quanto é ridículo. Algumas cenas, mesmo que não tão explícitas eram praticamente zoações com o que aconteceu ao longo da saga. Ainda como mudança teve a inclusão de uma cena de batalha bem elaborada, que chegou a impressionar com a violência, não imaginava que teriam coragem de mostrar aquilo em um filme voltado exclusivamente ao público feminino.

Agora que já elogiei um pouco, vou falar mais dos defeitos. A cara de bebê dos protagonistas é ridícula, parece efeito do Chapolim ou Chaves e digo isso com todo respeito a quem curte esse dois seriados marcos do SBT), não bastasse isso acontece uma situação durante a batalha que dá uma broxada histórica no filme e mostra bem como a autora dos livros só sabe fazer a história para agradar a galera, queria ver se teria coragem de manter o que causou na trama.
Quanto ao elenco, temos as três tentativas de atores principais: Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner. É impressionante como não evoluíram nada, nesse tempo. Só vale destacar o talento do Michael Sheen, que com sua atuação consegue representar bem o vilão da história.

Não recomendo para quem gosta de filmes de ação, para quem gosta de boas atuações, para quem gosta de qualquer coisa com uma história decente. Só vale mesmo para quem é fã e quer ver os personagens do livro na telona. Aos namorados, aviso: esse é o menos sofrível dos filmes e ainda é o último :D.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de novembro de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Looper (2012)

Ficções científicas que mostram o futuro são muito interessantes. Eu gostei muito de “O preço do amanhã”, achei um longa com uma ideia interessante e que soube trabalhar bem o tema (sem se perder tanto no ridículo).

Looper” mostra um futuro um pouco mais forçado, em que os mafiosos controlam a viagem no tempo. Por isso, mandam as pessoas ao passado para serem mortas por assassinos profissionais. Junto a isso ainda temos pessoas com poderes mentais – esse fato creio que sobrecarrega um pouco a trama com o tema “viagem no tempo” que já é delicado. Afinal, ele dá muita margem para que o enredo se perca e fique confuso, coisa que acontece um pouco.

Analisando a história em termos de ação eu achei o resultado satisfatório, com cenas legais. O Bruce Willys sempre se sai bem interpretando personagens durões e o Joseph Gordon-Levitt acabou sendo uma ótima escolha para interpretar a versão mais jovem do Bruce. Tá certo que a maquiagem ajudou e muito, mas o resultado foi muito bom. A Emily Blunt mostra que não é só um rosto bonito e tem uma interpretação interessante, isso sem falar do menino Pierce Gagnon que está assustador.

Vale a pedida para quem quer um bom filme de ação. A história talvez fique confusa por conta das viagens no tempo (eu mesmo encontrei um paradoxo enorme no longa). Quem também percebeu, pode colocar nos comentários para ver se chegamos na mesma conclusão.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de novembro de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – O super desconhecido

Separação é algo difícil, quem já passou por isso pode descrever como é horrível o sentimento de perda somado ao medo do que a vida pós-relacionamento pode ter.

Imagina então se você tem uma banda que no começo foi chamada de filhote do Black Sabbath, alcançou o sucesso na época certa e em seu primeiro final resolveu sair pela porta dos fundos, sem alarde ou grande estardalhaço, ai soma isso a projetos solos que falharam, discos absurdamente ruins… Complicado né? Essa foi à vida dos integrantes do Soundgarden.

Percebendo que suas carreiras solo iam para o buraco (fora a do Matt Cameron que se estabeleceu como baterista do Pearl Jam), o quarteto resolveu voltar e ai não adianta, sempre iremos comparar ao começo do namoro, ou seja, nos lembraremos de Louder than Love e Badmotorfinger e ai meus amigos, fica impossível ouvir a King Animal sem sentir uma decepção enorme.

Lógico, ali tem uma By Crooked Steps, Black Saturday e a ótima Eyelids Mouth, porém fica difícil não querer comparar o novo Soundgarden com o velho e nesse questionamento perdemos um bom disco de rock, simples e com peso moderado, mas que brilha por mostrar o momento atual dos músicos mais velhos e contidos.

Rowing e A Thousand Days Before tem cara de sobra do Down on the Upside, sem peso, mas com instrumentais competentes e bem viajadas!

É começo de reconciliação e não sabemos para onde o quarteto irá com segurança, isso se Cornell não surtar de novo, jogar os pratos na parede e dizer que quer ir sozinho para estrada…

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de novembro de 2012
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PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Hell on Wheels (2ª Temporada)

E lá se foi mais uma temporada do Hell on Wheels, e olha… Que temporada primorosa.

Em sua primeira exibição era possível vislumbrar no futuro de Cullen Bonnhanon e Cia um texto próximo de filmes western dos anos 60 e direção tipica da clássica Deadwood, porém ao começar a segunda temporada vemos uma mudança de rumo surpreendente.


Logo de cara é perceptivel que a série se apoiou mais nas atuações fazendo com que destaques pulassem a cada episódio, seja o pastor alcoolatra que banhou a tela com qualidade graças a Tom Noonan ou o psicopata noruguês feito pelo ótimo Christopher Heyerdahl, isso sem falar da boa dupla Anson Mount e Dominique McElligott.

As mudanças de roteiro feitas ao longo dos 10 episódios se deram de maneira bem amarrada, sempre oferencendo um plot twist em seu final que deixava o clifhanger ainda maior para o episódio seguinte.

Cenas belissimas como a execução do Doctor pelo seu amigo Cullen e o ataque Sioux a Hell on Wheels deram uma demonstração da qualidade infinita que pode sair dos irmãos Gayton, criadores da série.

Com sua segunda temporada, Hell on Wheels se firmou como um dos melhores produtos da AMC, podendo competir lado a lado com Walking Dead e apresentando uma qualidade maior até que a premiadissima Mad Men, por isso, aguardaremos com ansiedade a terceira temporada.

Escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de novembro de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Banhado no passado e gritando para o futuro

Corey Taylor virou um dos caras mais importantes do metal, os trues querendo ou não.

E no novo disco do Stone Sour, House of Gold and Bones Part 1 ele faz um verdadeiro Ode ao Metal e ao Hard Rock.

Gone Sovereign homenageia de maneira aberta a Bay Area e tudo de bom que ela produz nos anos 80 e logo em seguida, sem dar muita explicação manda Absolute Zero uma canção banhada no novo metal americano que, aliás, foi aprimorado por Taylor e seu Slipknot.

The Travelers e Traciturn tem aquele pega de baladão típica dos anos 80, mas com cara e corpo de uma jovem dos anos 90 e suas roupas xadrez.

Com HoGaB o Stone sour se firma com uma das boas e ricas bandas do hard rock mundial, sem se deixar levar por modismos e abraçando as suas influências com qualidade e sabedoria.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de novembro de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Quando 600 mil cópias dizem quem você é.

O Mumford and sons surgiu de maneira estranha, seu disco foi galgando aos poucos na parada de sucesso americana, primeiro com Little Lion Man e depois com The Cave e culminando com várias outras músicas de seu Debut em trilhas de filmes e séries.

Mas depois de Sigh no more havia um questionanto se os ingleses apaixonados por música raiz folk teriam oxigênio para um segundo disco, bom, 600 mil cópias em uma semana depois, Babel prova que o quarteto se firmou com um grande público.

O primeiro single I will wait traz um tom folk animado, com romatismo e uma carga emotiva enorme, que culmina numa explosão sonora em seu final.

Lover of the light e Lovers Eye transpiram um sentimento de paz e de certeza de calmaria no amor que há muito não se ouvia na terra da Rainha.

Ghosts that we knew vem no mesmo crescimento tipico dos Mumford, mas essa explode em alegria, mas dá certo acalento.

O que fica de Babel é um disco esperançoso, repleto de amor e com carga emotiva na dose certa, por isso o credencia a um dos bons lançamentos do ano.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de novembro de 2012
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