pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Abraham Lincoln: Caçador de Vampiros (2012)

Esse é o ano do Abraham Lincoln, vários filmes estão sendo feitos para ele e de vários gêneros. Aqui ele é apresentado como um caçador de vampiros, uma história que tinha tudo para ser tosca e foi, mas que se salvou um pouco com efeitos especiais e cenas de ação.

O que mais me incomodou no filme foi o protagonista, o ator Benjamin Walker parecia não se encaixar como um personagem de ação, eu não sei se era pela figura que representava, mas a forma como ele atuava deixava o personagem mais forçado, até mesmo as manobras com o machado pareciam bizarras vindas dele. No elenco temos ainda a atuação de Dominic Cooper que estava muito bem em “Dublê do Diabo”, nessa soou estranha e meio canastrona.

Em resumo “Abraham Lincoln o Caçador de Vampiros” é um filme bem bacaninha, que serve para você assistir e apagar da mente, não acrescenta em nada, e mesmo a visão histórica é bem fraca, ao contrario de “O Corvo” que tentaram relacionar fatos reais com a trama.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Nove Rainhas (2000)

9 rainhas” é outro grande filme argentino, que com uma trama envolvente consegue passar um roteiro com um fôlego impressionante e com um leque de personagens que chamam muito a atenção.

A história é sobre Marcos (Ricardo Darin) um vigarista, que ganha a vida aplicando golpes para lucrar em cima dos outros, com habilidade e frieza enormes. Durante uma vista a uma loja, ele conhece Juan (Gastón Pauls) um aspirante a golpista que junto com Marcos, embarca em um plano que pode deixá-los milionários.

Eu gostei muito da história, e sou fã de Ricardo Darin, adoro seus trabalhos em “Conto Chinês” e “O Segredo dos seus Olhos”. Aqui ele está excelente, a frieza que passa ao personagem e o carisma que possui quase nos deixa torcendo para que todos os seus planos deem certo. Recomendo para quem curte de tramas ágeis e cheia de reviravoltas.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Creepshow 3 (2006)

Sou fã do “Creepshow” original, com aquele formato de vários contos de terror, sendo apresentados em um só filme. O primeiro da franquia tinha como diretor George Romero e o Stephen King como roteirista, dessa união saíram várias histórias fantásticas como a do pai psicopata que volta do túmulo, o agricultor bobão que encontra um meteoro (esse último interpretado pelo próprio Stephen King), a história do marido traído que se vinga da esposa e por fim a trama do professor que encontra um animal sedento por sangue no porão da faculdade. “Creepshow 2” também tinha histórias bizarras como a estátua do índio que se vingava de uma gangue e a clássica “A jangada” inspirada em um dos contos do Stephen King, que brinca com a imprudência da juventude.

Por que falei tudo isso? Bem, achei necessário para vocês entenderem o motivo de eu baixar um filme tão ruim como “Creepshow 3”. Quem acompanha o blog sabe desse meu lado meio masoquista, de ver longas ruins (vide a coletânea de resenhas de filmes do Adam Sandler e Nicolas Cage que você pode encontrar por aqui).

“Creepshow 3” é um lixo, aquele pior time de filme que pega o nome de uma coisa legal e transforma em porcaria. Se as histórias antigas tinham um pouco de trash com uma trama legal, aqui o foco é ser um filme B, com um elenco péssimo e efeitos especiais de doer. Fico pensando o que o Stephen King e o Romero pensariam ao assistir essa porcaria que se tornou a franquia que eles começaram.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Stolen (2012)

Vamos fazer um bingo com os filmes atuais do Nicolas Cage, se fizerem uma maratona vão reparar que na maioria deles:

– Ele é um cara muito, mas muito bom no que faz. Um ladrão de carros, um bandido, um vigarista e no caso de “Stolen” um assaltante de bancos.

– Ele dirige muito bem. Você vai perceber isso em diversas cenas no filme.

– Seus planos sempre tem aquela reviravolta, quando parece que ele está ferrado, na verdade ele não está. Vários são os momentos em que ele dá uma de esperto.

“Stolen” reúne todos esses clichês e não bastasse isso ainda temos um dos vilões mais estereotipados dos últimos tempos: o personagem do Josh Lucas não tem uma perna, não tem dedos, tem cabelo cumprido, o corpo cheio de tatuagens, a cara toda arrebentada, e parece sujo, não bastasse isso ainda é psicopata e lá pelas tantas do longa ainda tem metade do corpo queimado e mesmo assim continua lutando.

Entre os absurdos da história temos bancos sendo roubados da forma mais bizarra possível, e isso não falo nem pelo lado criativo, a forma como ele rouba ouro de um dos bancos é uma das mais estranhas já feitas no cinema, isso sem contar que ele tem os poderes do Chuck Norris no filme e consegue nocautear todo mundo com simples golpes, e também se soltar de algemas, capotar de um carro e ainda sair sem nenhum arranhão.

No elenco os destaques é o Cage, muito, mas muito mais canastrão que o de costume, não bastasse a má atuação, o personagem dele é uma mistura de todos os que fez. de maneira piorada. Ainda temo, como disse acima, Josh Lucas, que sinceramente está péssimo como vilão e tem um dos planos mais idiotas que já vi em um filme (a forma como ele mantém a refém presa é simplesmente absurda demais).

Meu veredicto é que o filme é ruim, mas muito ruim. Muita gente que está lendo está se perguntando por que assisto mesmo assim, sabendo dessa qualidade questionável, a verdade é que a proposta do blog é alertar você que está lendo das nossas impressões do filme e evitar que você assista uma bomba.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A filha do mal (2012)

O pior de uma série ou novela para mim, é quando ela não sabe fechar o final, são temporadas e temporadas com episódios bons, criando expectativa para algo legal e quando chega ao último capítulo, tudo termina da forma mais ingrata possível, com um desfecho péssimo. Então, o que acontece quando um filme conduz uma história de uma forma bem interessante e no final fica uma porcaria?

A filha do mal” é um caso bem preciso desse tipo de situação, com uma trama até que interessante, mostrando o lado burocrático de um exorcismo e a relação que a igreja católica tem com esse ritual. Tudo isso no formato de falso documentário, ele consegue fugir um pouco do lugar comum e criar momentos de tensão interessante, um exemplo disso é uma cena em que a mãe e a filha conversam, um dos momentos que mais me prendeu a atenção, pois você sabe que algo vai acontecer, mas não sabe o que.

Com uma duração curta, o filme tem quase 1:30, creio que seu maior problema é que tentaram resolver tudo muito em cima da hora e acabou que a trama se fecha muito abruptamente deixando quem está assistindo com a sensação quem foi enganado.

Em minha opinião o filme até que é interessante, mas com um final melhor poderia ser muito superior, fica o meu aviso para quem está disposto a assistir “A Filha do Mal”. Outra coisa importante de frisar é que o pessoal que vai fazer esse tipo de filme precisa aprender que esse papo de baseado em fatos reais não impressiona mais ninguém.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Manteiga (2011)

Manteiga é uma daquelas comédias escondidas que às vezes esbarramos por aí, aquele tipo de filme que tem um elenco interessante, um roteiro legal, mas que não caiu no gosto do público em geral e foi jogada para escanteio na distribuição, privando outras pessoas de o conhecerem.

O filme acompanha vários personagens, podemos destacar entre eles a dona de casa perfeita Laura Pickler (Jennifer Garner), o seu marido Bob (Ty Burrell), a órfã Destiny (Yara Shahidi) e a stripper Brooke (Olivia Wilde), e o que liga todos eles é um concurso de escultura na manteiga.

A ideia de um filme girar sobre um tema tão tonto quando escultura na manteiga já cria grande parte das cenas de comédia. Não bastasse essa situação, ainda temos personagens obcecados com o assunto, o que de certa forma, parece uma crítica ao modo de vida de alguns americanos, que vivem em função de concursos e prêmios desse tipo.

Eu gostei muito do longa e achei que além de ser engraçado ele tem vários personagens interessantes, fora os que citei acima ainda temos Hugh Jackman interpretando um dono de carros caipira, Rob Corddry também está muito bem no papel do pai adotivo de Destiny, ele rouba as várias cenas em que participa.

Recomendo o filme para quem gosta de comédia com um pouco de drama, eu achei o estilo de “Manteiga” muito parecido com “Eleição” aquele filme antigo que tinha Matthew Broderick como protagonista.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Contos da Meia Noite (1997)

Sabe aquelas histórias de terror que você ouviu de um amigo de um amigo seu? Pois bem, em “Contos da Meia-Noite” resolveram escalar um elenco medíocre e interpretar todas elas.

Eu acreditei que o filme era uma coletânea de histórias de horror que eu havia assistido quando era mais novo, porém fui feito de bobo e me deparei com várias tramas bem fracas contando releituras de lendas urbanas e clichês de filmes de horror, com a presença de lobisomens, maníacos da internet e fantasmas. Até mesmo a surpresa do final é bem comum e já foi usada tantas vezes que nem impressiona.

Se você, assim como eu, é fã de filmes de terror, fique longe de “Contos da Meia-Noite”, onde a única coisa que tem de bom é o titulo que chama a atenção, mas só isso, devia ter pelo menos a decência de guardar essa tradução para um longa melhor.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Moonrise Kingdom (2012)

Moonrise Kingdom” é a nova aposta de Wes Anderson, conhecido por filme diferentes como “Os Excêntricos Tenenbaus”, “O Fantástico Sr. Raposo” e “Viagem a Darjeeling”.

O longa já apontado por muitos como um dos favoritos ao Oscar (acho meio cedo para medir isso) conta a história de Sam (Jared Gilman) um jovem escoteiro que desaparece do acampamento e mobiliza os moradores de uma pequena ilha em uma busca.

Com essa sinopse podemos esperar um filme de drama ou de terror, mas o que temos aqui é uma fábula distorcida de amor e amizade, claro que ela é recheada de fantasia, o que deixa o filme mais interessante.

O elenco do filme tem grandes nomes como Bruce Willis, Edward Norton, Bill Murray, Frances Macdormand e Tilda Swinton, e através deles vemos todas as frustrações do mundo adulto. Enquanto as crianças protagonistas através da sua inocência e determinação driblam todos os problemas, os adultos são retratados como pessoas empacadas e tristes com o caminho que suas vidas tomaram.

Com certeza “Monrise Kingdom” tem um roteiro interessante e é com certeza uma dos grandes filmes do ano, não só pela história que tem toda uma dinâmica interessante como também pelo elenco que parece ter entendido a proposta do filme.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 22 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Os falsários (2007)

Adoro filmes de guerra, e em especial os que abordam o drama vivido pelos prisioneiros, acho que dessas obras vem grandes lições e oportunidades de conhecer um pouco mais sobre o que acontece em um guerra ou mesmo em um campo de concentração.

Os Falsários” apresenta a história real de Salomon ‘Sally’ Sorowitsch (Karl Markovics) um falsificador especialista em documentos e dinheiros, preso pelos nazistas durante a 2 Guerra Mundial, ele é obrigado a produzir cédulas de libras de dólares para abastecer o nazismo e desestabilizar a economia dos outros países.

O filme é muito bom e ganhou o Oscar de melhor longa estrangeiro em 2008. Não achei uma grande história com grandes atuações como é o caso de “A lista de Schindler”, mas com certeza apresenta uma abordagem interessante sobre os prisioneiros e os alemães.

Uma curiosidade sobre Salomon é que após ser libertado da prisão ele continuou falsificando dinheiro e fugiu por todo mundo, vindo ao final da sua vida morar aqui no Brasil, onde falece e foi enterrado no Rio Grande do Sul. Viu só, a Pastelaria Filmes também dá aula de história.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de outubro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Tucker e Dale contra o Mal (2010)

Imaginem se os famosos “psicopatas” dos filmes fossem na verdade apenas pessoas diferentes, nada de figuras assassinas, apenas caras comuns que, assim como os adolescentes, resolveram passar o final de semana em um local remoto.

Explorando todos os clichês do gênero “Tucker e Dale contra o Mal” mostra o ponto de vista dos supostos “psicopatas” dos filmes de terror, na trama os amigos Dale (Tyler Labine) e Tucker (Alan Tudyk) vão passar um final de semana em uma cabana de veraneio, e acabam se defrontando com um grupo de jovens universitários que os confundem com uma dupla de psicopatas e a partir daí tentam de todas as formas elimina-los.

Eu achei a proposta do filme muito boa, a forma como os jovens vão aos poucos fazendo besteira em cima de besteira para deter os assassinos rendem os melhores momentos do longa. A única parte que é um pouco chata é a do playboyzinho líder dos universitários, com certeza a parte dele na história deu uma quebra na parte engraçada.

Então fica aí uma recomendação para os fãs da franquia “Todo Mundo em Pânico” e dos filmes de terror B que estão querendo dar um pouco de risadas.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de outubro de 2012
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