fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Celda 211 (2009)

Imagine se o filme “Con Air” fosse feito por um diretor que realmente quisesse um filme bom, tratando a história como um drama e não como um longa de ação, cheio de explosões ? Em “Celda 211” temos um vislumbre de como ficaria.

A trama apresenta a história de Juan (Alberto Ammann), um guarda de prisão iniciante que logo em seu primeiro dia no trabalho é abandonado por seus companheiros em meio a uma rebelião, sem alternativas ele se infiltra no meio dos presos e logo se torna parceiro de Malamadre (Luis Tosar), o líder dos bandidos.

Dosando momentos de tensão, drama e pura ação “Celda 211” é um clássico caso de filme que poderia facilmente descambar para um longa de ação sem cérebro, mas se transformou em uma opção interessante para quem quer algo novo e que explore diversos clichês de outros filmes do gênero.

É interessante que fazendo um paralelo desde filme com “Tropa de Elite 2” em ambos temos uma gritante crítica ao governo e a forma como ele trata os presos, além disso podemos conhecer um pouco sobre a situação com o terrorismo na Espanha.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de setembro de 2012
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Wendy e Lucy (2008)

Wendy (Michelle Williams) é uma mulher solitária que só tem na vida um carro velho, uma cadela vira-lata chamada Lucy e mais nada. Viajando pelos Estados Unidos em busca de um emprego melhor no Alaska, ela acaba sendo presa em uma cidade no interior. Desamparada acaba perdendo Lucy.

O filme, apesar de curto, explora bem a situação de algumas pessoas nos EUA e como a crise as atingiu. A forma como Wendy é mostrada, uma jovem que só tem a sua cachorra para lhe dar forças, e que busca de todas as formas chegar ao seu sonho é no mínimo emocionante.

A mensagem que fica ao longo do filme é a forma como a juventude americana é menosprezada no próprio país, ignorada de todos os lados e tendo a compreensão de poucos. Outro momento em que a situação fica clara é na hipocrisia do funcionário do supermercado, e na bondade do velho que auxilia a jovem, um claro momento de comparação entre atitudes.

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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – O corvo (2012)

Esperava muito pouco do filme, achava mesmo que seria uma porcaria, afinal nunca imaginei como uma história de ação e suspense poderia funcionar com um personagem tão melancólico como Edgar Allan Poe, mais conhecido por seus contos de terror e sua vida sofrida.

O enredo do longa apresenta a história de um assassino que utiliza os contos de Edgar Allan Poe para matar as pessoas. Inicialmente visto como suspeito, logo o escritor se torna um aliado da polícia e peça essencial para solucionar quem é o assassino.

Foi uma grata surpresa me enganar e descobrir que o filme tinha uma trama bem interessante, usando como paralelo filmes como “Colecionador de Ossos” e “Sherlock Holmes”.

No elenco destaco o protagonista John Cusack (Edgar Allan Poe), que é um bom ator, mas tinha deixado uma péssima impressão com “2012”. Na trama ele faz um decadente Poe, que para alguns pode parecer uma cópia do Holmes do Robert Dowey, mas que nas sutilezas ele consegue se diferenciar um pouco, mostrando uma interpretação mais dramática e perturbada.

Recomendo como uma boa opção de filme de ação, com doses de comédia e suspense. O final é bem fiel a história do escritor e faz um paralelo interessante com a realidade. Com certeza vale a pena ser conferido.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de setembro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Cão Branco (1982)

Muito se cita a frase que um filho é o reflexo de seus pais, a máxima de “Cão Branco” é bem semelhante e mostra que um cão pode ser a síntese dos preconceitos do seu dono.

O enredo do longa tem como protagonista um cão de cor branca, que foi criado por um dono racista, que o ensinou a atacar e matar negros. Sem saber disso, uma atriz em início de carreira (Kristy McNichol) acaba o adotando e após ele salvar sua vida, ela cria uma relação de amor com o animal. Buscando mudar sua natureza racista, ela procura um experiente treinador de animais (Paul Winfield), que é negro, para tentar ajudá-la.

Cheio de simbologia, “Cão Branco” é um dos meus filmes antigos preferidos. A forma como ele trata o preconceito, a inocência do cachorro, e a cruel forma como ele foi condicionado a odiar negros, deixam claro que a verdadeira vitima da história é o cão branco, que foi criado em um ambiente de ódio.

Não espere assistir um filme fofo com um cachorro, o tratamento aqui é bem diferente e a intenção é cutucar a ferida da sociedade. Ainda destaco a revelação de quem era o dono do cão, a relação do treinador negro com o cão, e também a melancólica cena final.

Com certeza um grande filme, que passou muito no Corujão da Globo, e que merece hoje em dia ser visto e revisto com os olhos apurados sobre a sociedade e o mundo que nos cerca.

Escrito por Fábio Campos

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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Medo da Verdade (2002)

Eu sempre fui fã do seriado “Lei e Ordem” e tentava descobrir quem eram os criminosos antes dos policias, o que deixava a trama ainda mais empolgante, quando eu errava e no final o crime era cheio de reviravoltas e segredos.

Acho que “Medo da Verdade” poderia facilmente ser um episódio de “Lei e Ordem”, com uma trama bem sombria relacionada ao desaparecimento de uma menina e um universo de drogas, mães ausentes, polícia corrupta e um detetive particular sagaz.

O longa é protagonizado por Casey Affleck, que está muito bem no papel do detetive particular e em todo momento se mostra um cara frio que parece estar sempre contendo algo dentro de si. Além dele temos no elenco de apoio o ótimo Ed Harris e o sempre presente Morgan Freeman. Vale ainda destacar que a direção do filme fica por conta do péssimo ator Ben Affleck, que se dá melhor no papel de roteirista e diretor.

“Medo da Verdade” é uma boa indicação para quem está em busca de um bom suspense policial, prometendo uma trama bem amarrada e cheia de reviravoltas que o deixam com um enredo mais vigoroso e interessante.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de setembro de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – The Killers

Um U2 aqui, Bruce Springsteen acolá e os anos 80 se fazem presente com o The Killers. A única banda que veio com aquele hype pós strokes que nunca teve medo do sucesso, aliás, sempre quiseram e sonharam com isso, basta ver a apresentação do DVD Live at Royal Albert hall e perceba como Brandon Flowers queria aqueleas luzes e flashes.

Flashes and bones inicia daquele jeito anos 80, som vai preenchendo o ambiente e desemboca num pop que poderia muito bem configurar em algum disco do Duran Duran.

The way it is e Runaway carrega uma cruz inerente ao The Killers que é sempre soar como um sub U2, lógico, isso não é demérito nenhum, porém deixa a banda sem uma “cara” propria.

Ai vem Miss atomic bomb, que segundo Flowers tem o nome inspirado em Elton John, é a música que foge a linha U2 e cai em Bruce Springsteen, por isso um acerto enorme, pois remete ao ótimo e injustiçado Sam´s Town e isso continua ao longo do disco, culminando na balada surpreendente Heart of the girl, uma faixa que transpira o clássico absoluto do Boss Darkness in the edge of town.

Battle Born acerta muito, copia certo e mostra como se faz um bom disco de rock, ponto para Flowers e comparsas!

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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Rock puro. Direto da fonte

Quando o Green Day lançou American Idiot o mundo se calou como se estivesse atônito pelo poder daquelas canções e principalmente, pois aquela banda que gravará a ode a masturbação Longview, havia amadurecido e parido um soco na sociedade americana, alguns anos depois sai 21 century breakdown um disco que deu continuidade ao amadurecimento do trabalho anterior, com canções até um pouco mais fortes, porém sem impacto lirico.

Depois de umas férias merecidas o trio resolve praticar o ato quase que kamicaze de lançar três discos seguidos, Uno! Dos! Tres! .

O primeiro volume da série Uno! foi despejado com certo ar de desconfiança por parte dos criticos, pois a primeira música Oh Love! não tem a força de uma Know your enemy muito menos de American Idiot, mas grande coisa a opinião deles, Billie Joel sabe bem o que quer e o primeiro single diz muito que é o disco, rock simples sem frescura.

Nuclear family, Stay the night e Carpe diem abrem o trabalho sem temas pesados, de maneira leve e só carregando no rock direto.

Let yourself go é um punk delicioso que remete a um Ramones dos anos 80, um grande sinal de que o trio quis se aproximar das suas raízes, inves do rock de arena e isso se repete em Kill the DJ uma música baseada totalmente no The Clash de The Combat Rock.

O Green Day se firmou como uma banda combativa com os álbuns American Idiot e 21 Century Breakdown, mas com o trio de próximos lançamentos Uno!Dos!Tres! eles querem desconstruir tudo isso com um rock direto, festeiro e leve.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de setembro de 2012
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – No limite do suícidio (2011)

Religião e Ciência, Fé e Lógica, Ceticismo e Crença, posso ficar muito tempo explorando palavras que representam bem a ideia de “No limite do suicídio ”, um filme diferente e que se arrisca, e muito, a apresentar uma história sobre dois homens conversando sobre suas vidas, suas crenças e suas diferenças.

O enredo se desenvolver a partir da tentativa de suicídio do professor White (Tommy Lee Jones) que é salvo no último instante por Black (Samuel L. Jackson), um homem que errou muito na vida e viu a religião como salvação.

O embate entre os dois se desenvolve no apartamento de Black, que mantém durante todo tempo uma conversa com o professor, tentando o convencer a manter sua vida e a importância dele ter uma religião e acreditar em algo maior. Enquanto isso, o irredutível professor, tenta de todas as formas escapar de sua “prisão” e terminar com sua vida.

O longa, apesar de uma premissa interessante, é muito lento e arrastado, fica só nos dois atores e em uma conversa que parece interminável, eu particularmente não recomendo para quem está em busca de ação. Como um ponto interessante fica algumas questões interessantes levantadas dos dois lados, e serve também para aprofundar os pontos de vistas diferentes sobre a questão.

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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Quadrilha de Sádicos (1977)

Viagem Maldita” é um dos meus filmes de suspense/terror preferidos, por isso sempre tive curiosidade em assistir “Quadrilha dos Sádicos”, o longa original no qual o remake foi baseado. Dirigido por um ainda não tão conhecido Wes Craven, a história acompanha uma família tipicamente americana que se depara com um bando de psicopatas canibais, acuados no meio do deserto e sendo um a um mortos, restando a eles descobrir uma forma de sobreviver.

A trama do original é muito semelhante ao do remake e até os personagens são iguais. A maior diferença de “Viagem Maldita” com “Quadrilha de Sádicos” fica por conta da forma como a história é conduzida. Enquanto no longa original os “vilões” eram mostrados como uma família de assassinos, na versão mais recente foi utilizado a radiação como explicação para a insanidade deles, além disso deixaram todos os membros da família criaturas deformadas e grotescas e aumentaram e muito as cenas de violência.

Voltando a falar do longa original, o grande destaque fica por conta do pastor alemão Fera, que como um vingador, vai caçando os bandidos da história e os matando. Um detalhe engraçado do filme é a semelhança do personagem Doug (Martin Speer) com o Howard (Simon Helberg) do seriado “Big Bang Theory”.

Vale a dica para quem curte filmes de terror antigo, com efeitos pobres e uma história bem rasa, além disso, vocês ainda podem rir do figurino do elenco.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de setembro de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Até os deuses podem escorregar…

Bob Dylan, talvez o maior mito vivo da música, o cara que nos anos 60 era o único a ficar a frente dos Beatles, o cara responsável por inserir inteligência no rock… Acho que precisaria de umas 200 linhas para poder dizer tudo que Dylan já fez pela música e o que ele significa.

Depois de voltar à boa forma com o formidável Time out of mind o bardo parece sempre acertar, mas isso só ocorre, pois Dylan não tem medo, simplesmente mira e atira, só que dessa vez os tiros não acertaram bem o alvo.

Tempest começa animado com Duquesne Whistle um semi honk tonk animadissimo que assombra por carregar uma ótima letra e uma batida contagiante, Soon after midnight lembra o seu primeiro período de renovação nos anos 70 algo entre os discos Self portrait e Desire.

Tudo vai bem até Pay in Blood, uma faixa que se estende mais do que deve e a voz de Dylan aparece alta demais e embargada por sei lá o que e aí o mito erra, assim como não funciona o Blues de Early Roman Kings, a faixa titulo é outra que vai e se arrasta e não termina nada bem, lógico que tudo isso não é fim do mundo, no saldo final o disco está muito acima da média e mostra mais uma vez a vontade que Dylan tem de criar e arriscar o que é ótimo para os dias atuais.

Letras falando sobre John Lennon e Titanic mostram um Bob Dylan olhando para trás e revendo tudo, seja pelos temas ou pela necessidade de ver acontecimentos marcantes, quase como se dissesse ao mundo, falo sobre o que quero do jeito que quero e ninguém irá me parar…
Ok Dylan, fale sobre o que você quiser e do jeito que bem entender, pois sempre queremos ser supreendidos.

Postado por: Fábio Campos
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