PASTEL DELIVERY

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DELIVERY – Os Borgias – 2º Temporada

Terminou a segunda temporada de uma das melhores séries que ninguém conhece, Os Borgias. Depois de uma primeira temporada até que leve que misturou momentos de humor, drama e violência, a segunda veio mais recheada dos dois últimos temperos.

Jeremy Irons como sempre foi soberano, perfeito e milimétrico em sua atuação, não deixando espaço para outros atores em muitas cenas, talvez os que roubaram um pouco da cena foram a jovem revelação Holliday Grainger e o anti-herói François Arnaud.

Momentos importantes da história como o desenvolvimento do ódio na fina relação entre Lucrécia e Juan se desenvolveram de uma maneira rápida em excesso, porém compensados na vingança lenta e direta de Cesare.

O uso do trio feminimo, Lucrécia, Vanozza e Giulia pelo Papa para reconstruir Roma e ter o apoio popular foi uma jogada de gênio, pois deu vida as personagens e atirou a história a raiva de muitos cardeais corruptos, o que pode ser muito bem aproveitado na próxima temporada.

Mas o apice mesmo foi o ódio e a inveja de Cesare por Juan, fato que culminou na morte do segundo e foi ai que a estrela de Jeremy Irons brilhou mesmo, dando um show de atuação com seu desespero ao saber da morte do filho até o simbolico enterro, tudo ali foi lindo e uma verdadeira aula de atuação.

A última cena em que Alexandre IV é envenenado em um almoço com Cesare deixa lacunas e um cliffhanger fabuloso com questões preciosas:

1.Rodrigo Borgia vai perdoar o filho pelo assassinato de Juan?

2.A relação de Lucrécia e Cesare mudará e se tornará algo maior que uma simples relação de irmãos?

3. Quais serão as consequencias desse evenenamento?

Com uma temporada primorosa, Os Borgias mantém a somatória de ótimo roteiro, com boa direção e atuações beirando a perfeição, que venha a terceira logo…

Postado por: Fábio Campos
Frito em 31 de julho de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012)

Prezado leitor, nas próximas linhas darei a minha opinião sobre o filme Batman O cavaleiro das trevas ressurge tentando ao máximo evitar spoilers, caso escape um ou outro peço desculpas. Tudo explicado e apresentado vamos ao review do filme…

Quando assumiu a franquia Batman o diretor Christopher Nolan pegou uma bomba que era um personagem fragilizado e sem rumo devido aos “assassinatos cinematográficos” feitos pelo inconsequente Joel Schumacher e ao contrário do ótimo Jon Faverau que partiu do zero e pode montar o personagem Homem de Ferro conforme a sua vontade ou respeitando o desejo dos fãs, Nolan teve a dura missão de dar start a um projeto que muitos na época classificavam como um grande barco com buracos sem conserto.

Para não desagradar começou buscando Christian Bale, um dos melhores atores de sua geração e que como bem lembrou uma vez o New York Times, com feições próximas a de Michael Keaton o único ator que quase 90% dos fãs do homem morcego gostam, segundo passo foi montar uma trilogia, respeitar a saga de Dark Knight e buscar em textos mais clássicos e menos óbvios das HQs do Batman a base para seus filmes.

Depois de planejado sai Batman Begins, um filme sério, escuro e que não fez concessões a nada, não tinha cores comuns a filmes de super heróis e era muito “adulto” para o mercado e talvez por isso teve um impacto enorme levando fãs a respirarem com alivio e calma, outro fator é que ao invés de apostar no Coringa, Charada ou Pinguim, vilões clássicos, porém batidos, Nolan usou Ra´s Al Ghul que era pouco conhecido do grande público, mas totalmente coerente à trilogia que viria a se desenrolar.

Dark Knight trazia em sua essencia o confronto entre o certo e o errado, convivencia entre a ordem e o caos e a necessidades da coexistencia de todos esses fatores e tudo isso através dos embates entre Batman e Coringa, que ai foi agraciado com um elenco sublime tendo Aaron Eckhart como o Duas Caras e Heath Ledger dando uma versão definitiva ao cinema do principal inimigo do homem morcego.

Nessa segunda parte Nolan optou por inserir duelos morais e filisóficos ao filme, o que o deixou mais forte e pesado que o seu antecessor.

Com o sucesso arrebatador de critica, público e dos fãs do universo DC era quase normal à pergunta – E aí como vai terminar tudo isso? Como Nolan dará um desfecho à série? E esse desfecho, deixa espaço para outros filmes?

Aos poucos, nos trailers e nas entrevistas era possível ver que as respostas não viriam tão facilmente e que o espectador teria que decidir por si só se aquilo era o fim ou não.

Com 15 minutos de filme e recheado de ação é jogado na cara quem é Bane o que ele quer e o que fará de forma rápida, direta e a seco sem explicações em excesso.

A escolha do vilão Bane foi acertadissima ainda mais com o elo referente ao primeiro filme e que se desenrola ao longo de O Cavaleiro das trevas ressurge.

Personagens dúbios (tanto no bom quanto no mal sentido da palavra), como Miranda Tate e Blake, geram a desconfiança, fazem da história uma eterna linha fina sem segurança para se dizer “fulano é isso e ponto”, não, ali tudo tem que ser emiuçado.

Se no segundo filme a discussão era a convivencia entre a ordem e o caos, nesse vemos a discussão a aberta entre a sociedade falida e sem moral, mas que bate ao peito que mantém a ordem e os bons costumes, ou seja, a limpeza que estabelecemos com nossa justiça e idéias do que é certo ou errado nos lima do mal ou simplesmente o joga para debaixo do tapete?

Todos são iguais não somente a lei, mas principalmente perante a sociedade? Dinheiro move o mundo ou o mundo move questões financeiras? Alusões aos Occupys da vida são pingados de maneira delicada, quase que invisíveis, mas que a um olhar mais atento perceberá o esmero dos roteiristas em aproximar Batman o máximo possível à realidade.

Em termos de direção e atuação o que Dark Knight rises oferece é um primor no dito cinema de ação, Bale vai mais ao psicológico e limites fisicos de seu personagem fato mais intensificado na segunda metade do filme.

A atriz Anne Hathaway dá uma cara diferente a Selina Kyle, sensual sem ser vulgar e blasé, porém viva e com isso a moça espanta qualquer tipo de desconfiança e aí me coloco no grupo de desconfiados que se calou ao ver a bela atriz em ação, já Tom Hardy fez algo dificil a um ator, trabalhou muito mais o corpo do que a face e assim fez de Bane um ser inteligente que ao tomar determinadas atitudes demonstra com seus musculos seus sentimentos.

Já na direção Nolan dá uma aula de como ser coerente a tudo que foi pregado ao longo de um projeto, direção afiada que em muitos momentos usa de artificios para inserir cenas, dialogos e até personagens passados. O que talvez mais tenha me surpreendido ai foi o uso de cenas sem músicas “estouradas”, em uma das cenas de ação temos a ausencia de músicas e somente os sons propagados por socos, chutes, diálogos e sofrimento.

O cavaleiro das trevas ressurge dá um final dignissimo a trilogia e deixa questinamentos pesados, pois assim como fez em Inception, Nolan não quer respostas facéis prefere deixar aos fãs as dúvidas e assim fazendo com que os mesmos reflitam se aquilo ocorreu ou não, se poderá ter uma continuação ou não, será que teremos outra trilogia ou não…

Ao terminar o filme é sensação é de chegada em casa, como se estivessemos partido em uma viagem longa que em muitos momentos foi escura e sem rumo, mas que ao final foi linear e extremamente satisfatória isso tudo graças ao Sr. Nolan que resolveu assumir um barco dito sem conserto…

Escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
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TOP PASTEL

Nota do pasteleiro: /5

TOP PASTEL – Melhores personagens do Samuel L. Jackson

Samuel L Jackson é um grande ator, e com certeza um dos caras mais versáteis de Hollywood, buscando entre seus personagens nos da Pastelaria Filmes resolvemos listar os seus 10 melhores personagens.

1.Jules Winnfield – Pulp Fiction

Com certeza um grande personagem, a sua força maior é exatamente por não ter ligações com universos já existentes como foram os casos de “Vingadores”, “Shaft” e “Star Wars”. Aqui o personagem Jules, um assassino que gosta de citar a bíblia e enxerga as visões de Deus em tudo, é simplesmente uma das interpretações mais interessantes desse versátil ator.

2.Mace Windu – Star Wars

Talvez o personagem mais poderoso que Samuel L Jackson interpretou, e arrisco dizer que é seu favorito, tendo em vista a longa relação do ator com o universo do Star Wars. Em declarações recentes ele até mesmo zoou o elenco dos “Vingadores” dizendo que daria uma surra em todos por ser um jedi. O mestre Windu é com certeza um dos acertos do George Lucas em sua nova trilogia e que conquistou muitos fãs.

3.Nick Fury – Vingadores

Uma das últimas interpretações, e que está em destaque atual, o Nick Fury do Samuel L Jackson foi inserido no primeiro “Homem de Ferro” e a partir daí começou a seguir um caminho que compreendeu de maneira direta ou indireta todos os filmes da Marvel. Vale destacar aqui que o personagem em sua versão Ultime (universo alternativo da Marvel) teve sua fuça livremente inspirada no Sr. Jackson.

4.John Shaft – Shaft

“Shaft” foi um das primeiras séries a ter um negro como protagonista e fez muito sucesso quando passou na televisão, tendo grande audiência entre a comunidade afro-americana. Nessa continuação (não é refilmagem) contou com Samuel L. Jackson no papel principal interpretando um sobrinho do “Shaft” original. O elenco ainda tinha o desconhecido Christian Bale.

5.Ordell Robbie – Jackie Brown

Ordell Robbie é um personagem criado por Elmore Leonard no romance Rum Punch e quando foi transposto para os cinemas, a escolha do ator foi para Samuel L. Jackson, que soube dar um tom ameaçador a Ordell. O longa ainda vale pela parceria com Robert De Niro e Bridget Fonda.

6.Ray Arnold – Jurassic Park

Poucas pessoas se lembram do Samuel L. Jackson em Jurassic Park, mas ele estava lá no papel do técnico-chefe do parque. Vale destacar na sua participação a cena em que ele tenta inutilmente invadir o computador de um dos empregados. A cena da sua morte é um dos melhores momentos do longa, e que dá um susto em várias pessoas.

7.Neville Flynn – Serpentes a Bordo

Um clichê e um dos papeis mais engraçados do ator, nesse filme Samuel L. Jackson é um agente do FBI que está fazendo a segurança de uma testemunha, quando estranhamente o avião em que eles estão a bordo é infestado de cobras. O longa é praticamente uma comédia e permite aos fãs do ator, ouvirem ele soltando sua expressão mais famosa, por diversos momento. Abaixo está a famosa frase que ele solta no filme:

8.Elijah Price – Corpo Fechado

Ellijah Price é um personagem enigmático e debilitado. Viciado em histórias em quadrinhos ele se torna uma espécie de guia para o protagonista do filme “Corpo Fechado”, porém o “Sr. Vidro” esconde um terrível segredo que está ligado ao mundo dos quadrinhos, o filme tem uma das conhecidas viradas do diretor M. Night Shyamalan.

9.Carl Lee Hailey – Tempo de Matar

Carl Lee Hailey é um pai de família, que após os dois racistas que abusaram e estuprarem sua filha menor serem libertados no julgamento, invade o tribunal e mata ambos. Acusado e preso ao cometer o assassinato ele tem que se defender em um julgamento, em que o preconceito prevalece. Vale destacar as amarguras e o olhar carregado do personagem , destaque ainda para a cena na qual ele carrega a filha nos seus braços após o crime.

10.Gelado – Os Incríveis

“Os incríveis” é uma das animações de maior sucesso da Pixar. Com um pouco de inspiração em “Quarteto Fantástico”, a história da família de super heróis que tem de enfrentar um super vilão , não seria a mesma sem Gelado, o amigo do herói e personagem principal Beto, que tem o poder de gerar jatos de gelo. Merece destaque na lista pela dublagem perfeita do Sr. Jackson.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de julho de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – E ai comeu? (2012)

O humor nacional está com uma nova safra. O sexo tem sido explorado de maneira cada vez mais interessante para gerar o humor, criando um tipo diferente de pornochanchada.

Porém, como tudo dos tempos atuais, ele segue a linha do politicamente correto (exemplos de longas assim são: “De Pernas pro Ar”, “Cilada.com” e “Muita Calma Nessa Hora”). A nova empreitada nesse segmento é “E aí, comeu?”, estrelado por Marcos Palmeira, Bruno Mazzeo e Emílio Orciollo Neto.

O tom da comédia é cheio de palavrões, mostrando bem como são as conversas de bar dos homens. Para as mulheres que assistirem ao filme, o assunto das conversas geralmente é aquele: mulher e um pouco de futebol – talvez para os mais nerds ainda entre um pouco sobre séries e filmes, mas no fim sempre tem alguma brecha para falar sobre as mulheres.

Para mim, o ponto mais gostoso do longa são exatamente essas conversas: é nesse papo de bar, com as singelas participações do garçom “Seu Jorge” é que vamos entendendo um pouco os protagonistas. As tramas paralelas são bem fracas e com nada a acrescentar, são situações que você já deve ter visto em algum outro filme ou mesmo em novelas.

Não mostra nada de novo e só vale mesmo pela conversa de bar – mas na boa, esse tipo de papo você teria com seus amigos, quando vão beber uma.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de julho de 2012
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Segredos de um Funeral (2009)

Um filme com Robert Durval e Bill Murray já merece a minha atenção – e tendo um nome tão interessante como “Segredos de um Funeral”, eu simplesmente tive que assistir.

A história do longa acompanha um homem chamado Felix Bush (Robert Durvall), que após ficar anos isolado da cidade em que vive, e sendo cercado de lendas sobre ser uma pessoa terrível, decide realizar uma festa-funeral na qual quer ouvir sobre o que as pessoas pensam sobre ele. De olho na fortuna do ermitão, Frank, o dono da funerária da cidade (Bill Murray) decide ajudá-lo.

Apesar de um início bem promissor, que prometia um mundo de fantasia (ou pelo menos uma história engraçada), o longa aos poucos vai se mostrando outra coisa e murcha diante dos olhos do telespectador, cada vez mais virando um drama.

Não achei o filme de todo ruim, só achei que ele prometia muito e entregou pouco: no início ele se eleva a um patamar bem interessante, mas depois só entrega uma história de redenção e amarguras. Não assista pensando em uma comédia, momentos cômicos são poucos.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de julho de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO – Os três patetas (2012)

Tem filmes que ficam bem no passado, pois tinham um contexto e formato que agradavam ao público da época. São poucos os longas que sobrevivem ao tempo, e esses acabam virando clássicos.

Os Três Patetas” é uma aposta em um sucesso de muitas anos atrás.

Explorando a figura dos idiotas Moe, Larry e Curly, o tipo de humor que envolvia era aquele das figuras ingênuas, que eram sempre tapeadas com longas sequências de socos, beliscões e tapas – todas realizadas da maneira mais cômica possível.

A refilmagem tem como protagonistas Sean Hayes (conhecido pelo seriado Will and Grace) interpretando Larry, Will Saso fazendo Curly e Chris Diamantopoulos no papel de Moe. O resultado é uma comédia bobinha, cheia de momentos daquele humor de antigamente.

Uma comparação digna é dizer que seria o mesmo que se refizessem os Trapalhões com novos protagonistas, coisa que o Didi tenta fazer até hoje e o resultado é sem sucesso. Com certeza, “Os Três Patetas” é um pouco melhor que isso, mas não chega nem perto de ser um grande filme. Destaque para as participações da linda Sofia Vergara e do sempre hilário Larry David.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Possuídos (2006)

Vi recente o filme “O Abrigo”, em que temos uma ótima atuação de Michael Shannon, interpretando um homem que vive à sombra da loucura.

Para minha surpresa, “Possuídos” foi o início desse processo de personagem com problemas mentais, que parece se tornar uma constante na vida do ator (vide “Foi Apenas um Sonho”, em que também interpreta um personagem com problemas mentais).

Apesar de prometer muito e ter um elenco contando com uma Ashley Judd inspirada, o longa não cresce e se mantém em um nível sufocante de loucura, que flerta em certos momentos com o non sense. Eu, particularmente, em algumas cenas me senti totalmente perdido (talvez essa seja a intenção do diretor William Friedkin).

A história é centrada em uma mulher solitária, que vive se drogando e bebendo para esquecer a perda do filho. Em meio ao caos da sua vida ela conhece Peter (Michael Shannon), um veterano de guerra misterioso, que esconde vários segredos bizarros.

Para quem curte filmes que exploram a loucura e a relação pessoal ao extremo, fica aqui uma boa opção. Se você não gosta de tramas que caminham beirando a realidade, não recomendo.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de julho de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Boy A (2007)

Para quem conheceu Andrew Garfield através de “Rede Social” ou do atual “Homem-Aranha” e acha que ele surgiu há pouco tempo, deve procurar assistir ao interessante “Boy A” – sem dúvidas uma das melhores atuações do cara.

No filme ele interpreta Jack Burridge, um garoto tímido e recluso, que parece ter vivido um grande trauma. Ele conta com Terry (Peter Mullan), seu tutor, para poder se acostumar a um mundo que não conhece, dando pequenas pistas de seu passado. Você fica cada vez mais ligado ao rapaz, o que dá um certo espanto quando você finalmente descobre tudo.

É duro comentar sobre o longa sem revelar um pouco da trama, então recomendo para quem não gosta de spoiler que não leia a partir daqui: é impossível a quem assiste ao filme não fazer um paralelo com “Precisamos Falar sobre Kevin”, só que nesse caso é mostrada a reabilitação do tão explorado “monstro”.

Não sei qual o futuro de Andrew Garfield, mas espero que a carreira como futuro “Homem-Aranha” não ofusque seu talento, como foi no caso do seu antecessor Tobey Maguire, que fez alguns filmes bons anteriores à franquia, mas ficou mais marcado por sua atuação na trilogia da Marvel.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – O Retorno do Talento

Peguei o novo disco o Smashing Pumpkins desconfiando até da somba do Billy Corgan, principalmente depois dos discos Zeitgeist e sua farofa sem gosto e dos inócuos Teargarden By Kaleydiscope Vol 1 e 2 que sempre deixavam a impressão que Corga havia perdido todo o seu talento.

Quando coloco Oceania sou surpreendido por Qasar, um rock parrudo típico dos bons momentos de Siamese dream e logo em seguida Pacoption que lembra sobra de estúdio do projeto Zwan e por isso acerta no balanço entre barulho e linhas vocais doces.

The Celestials começa com violão quase que folk e explode em um rock robusto de novo, aliás, essa música mais parruda se faz presente em Oceania em vários momentos, The Chimera não mente!

Mas não só de guitarras se faz o disco, Corgan busca no psicodélico e pop um caleidoscópio maior de opções, Wildflower e One diamond One Heart flertam de forma aberta com sons mais brandos e coloridos.

Já a faixa titulo diz que talvez Corgan esteja apontando um caminho para variedade, vide que a música tem 9 minutos e tem uma junção de ritmos mais próximos a progressivo setentista.

Oceania livra Billy Corgan de afundar sua carreira e salva o nome Smashing pumkins, tudo isso graças a um punhado de boas canções!

Postado por: Fábio Campos
Frito em 20 de julho de 2012
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – Caminho sem volta e sem ligar opiniões

Quando o Rush lança um disco aprece que para os fãs Deus veio a terra e lhe presenteou com o mais fino e importante agrado do mundo, mas será que é isso que o trio busca?

Ouvindo Clockwork Angels a resposta imediata é não, cada linha sonoro saída da guitarra, cada pulsação do baixo e todos os movimentos soltos por Neil Peart parecem dizer que os canadenses não querem olhar para os outros e montar o seu proprio caminho.

O primeiro motivo para acreditar na busca por um caminho proprio é que a banda optou por um disco conceitual baseado na obra de mesmo nome do autor Kevin J.Anderson, fato rarissimo na música atual que pede singles e músicas em separado para facilitar o download.

Em um segundo panorama temos músicas longas, tirando BU2B2 que é uma intro de 01h28min e Halo Effect com 03h14min temos um disco com canções longas que contam partes da história sempre passando dos 5 minutos de duração.

Clockwork Angels musicalmente se assemelha à dupla Countparts e Test for Echo, sendo assim foge de ondas progressivas do passado.

Caravan e BU2B foram tocadas na turnê Time Machine, posso afirmar que cresceram demais da tour para o estúdio, princinpalmente a segunda.

Headlong Flight é um caso a parte, musicalmente falando, excelente prova da capacidade do trio, Geddy Lee marca forte o baixo, Alex monta uma ótima base e bons riffs e Neil brinca de ser o melhor baterista do mundo!

Apesar das inúmeras criticas aos vocais de Geddy Lee que em inúmeros momentos ao vivo grita demais é perceptivel que ele sempre consegue aplicar emoção as músicas, na história temos canções onde era coração puro no vocal, Subdivisions, Bravado, Resist entre tantas outras, mas aqui The Wreckers e Wish Them well pulsam forte!

Clockwork Angels acrescenta pouco, não é revolucionário e progressivo igual ao 2112 nem vai modificar a história da banda que nem o Moving Pictures, porém é fiel a tudo que o trio se propos a fazer que é não ligar para os opiniões alheias e talvez por isso seja um dos melhores discos dos últimos anos dos canadenses!

Postado por: Fábio Campos
Frito em 19 de julho de 2012
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