doces da marina

Nota do pasteleiro: /5

DOCES DA MARINA – Sexo sem Compromisso (2011)

Emma (Natalie Portman) e Adam (Ashton Kutcher) são conhecidos que se encontram sem querer em alguns momentos da vida, mas nunca tiveram nada amoroso. Até que um dia, bêbado, Adam liga para todas as mulheres da sua lista de contatos, e Emma acaba sendo uma delas. Ela o acolhe em sua casa, mas os dois só dormem juntos no dia seguinte. Com medo de relacionamentos, Emma faz com que Adam diga sim para uma série de regras que impedem os dois de se envolverem mais profundamente.

A sensação que tive ao assistir ‘Sexo Sem Compromisso’ foi que eu já havia visto esse filme antes. As cenas, o roteiro e os acontecimentos da história são previsíveis e já apareceram em outros filmes mais antigos. Natalie se encaixa bem na personagem, e Ashton, que nunca foi um grande ator, se dá melhor em comédias românticas, em que o nível de exigências não é tão grande.

O filme não é um completo desastre, ele conseguiu tirar risadas de mim mesmo quando eu já havia previsto o final. É daqueles filmes que deve se levar pelo título: sem compromisso. Aliás, homens, a não ser que vocês queiram ver Natalie Portman com pouca roupa, não aconselho esse filme a vocês. Muito açúcar.

Texto escrito por Marina Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 29 de fevereiro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO..-Guerreiro (2011)

Filmes com esporte e superação são sempre apostas certas no cinema.

Neste ano, o Oscar resolveu escolher “O homem que mudou o jogo” para competir como melhor filme, mas “Guerreiro” também cumpriria bem o papel da classe.

Antes de começar a falar do filme, vou fazer algo inédito no Pastelaria: vou indicar logo de cara.

Se você gosta do UFC, tem que ir correndo assistir a esse filme – a forma como ele fala sobre lutas, mostra os treinos e algumas cenas de bastidores com certeza vai fazer os brigões delirarem.Devem existir outras referências que eu não soube descobrir, mas que com certeza qualquer aficionado por esse tipo esporte vai encontrar.

Em “Guerreiro” somos apresentado a três personagens: Tom Hardy (que vai interpretar o vilão Bane no novo Batman) vive Tom Conlon, um ex-fuzileiro que volta para casa, cheio de ódio e rancor em busca de culpados por seu fracasso. O pai de Tom, Paddy Conlon (Nick Nolte), é um ex-alcoólatra que agora busca a redenção na igreja e uma forma de se reaproximar dos filhos. Por último, temos Brendan Conlon (Joel Edgerton), o filho mais velho, que sempre se considerou rejeitado pelo pai e pela família. A história dos três se cruzará durante o torneio Sparta, em que finalmente as diferenças serão expostas.

Eu não conheço muito de MMA, mas gostei muito da história do filme. Fazia anos que não via Nick Nolte atuando tão bem (talvez o motivo seja que o papel é quase autobiográfico), tanto que lhe rendeu uma indicação ao Oscar. Eu particularmente gostei do filme, é com certeza uma boa opção para passar o tempo.

Escrito por Fábio Campos

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Capitães da Areia (2011)

Lembro quando tive que ler “Capitães da Areia” lá na oitava série. Na época, achei o livro forte ( com um linguajar chulo e textos que remetiam a estupro e roubo, como ele podia ser indicado para leitura na escola?).

Mas com o passar dos anos, compreendi um pouco sobre as obras de “Jorge Amado” e me aventurei em alguns dos seus livros. Porém, entre os meus preferidos sempre esteve “Capitães da Areia” – por isso, a curiosidade em ver a obra na tela.

A trama do filme, para quem nunca leu o livro, é sobre uma gangue de meninos de rua (chefiada pelo destemido Pedro Bala), que adentra as ruas de Salvador como um grande salvador da molecada.

A versão do cinema dessa história tem uma cara de minissérie da Globo, com as cenas de sexo pouco exploradas. Enquanto o livro era cheio de situções assim, o filme é mais tímido e sabe poupar as crianças de tal exposição (trabalhando mais com a ideia de que algo está acontecendo). Porém, não pense que não tem nudez ou sexo: como todo longa brasileiro, isso não falta.

Mas o que deixa mesmo o filme com cara de material da emissora carioca é a maneira com que a história é contada, querendo mostrar os garotos como heróis – visão um pouco distorcida, que no livro nunca fica muito clara. Eu, particularmente, em alguns momentos tinha raiva das atitudes dos capitães da areia.

Em vista dos problemas que o filme poderia ter, acredito que o resultado é satisfatório: ele tem uma trama boa, que apesar de ser bem resumida do que acontece no livro, não atrapalha no desenvolvimento da história. Um detalhe curioso é que o menino Jean Luís Amorim, que interpreta Pedro Bala, tem cabelos escuros, diferente dos loiros que são citado no livro. Mas aí cabe a liberdade poética.

Recomendo o filme para quem curte a atmosfera da Bahia, cheia de suas religiões, músicas e paisagens, e também para os fãs do baiano Jorge Amado. Só aviso que não vão encontrar uma obra fiel ao livro.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 28 de fevereiro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO..- O caçador (2010)

O caçador” é um filme de ação diferente.

Ele é basicamente aquele clássico em que um cara durão acaba encontrando um lugar em que é aceito, e aos poucos vai se tornando alguém melhor. O duro aqui é que parte da transformação é mostrada passo a passo, e juntamente com os momentos das cenas na floresta praticamente não há ação, acontecendo alguma movimentação só no final do filme.

A trama mostra um caçador (Willem Dafoe) sendo enviado para a Tasmânia em busca do último Tigre da Tasmânia – animal que foi extinto há anos, mas que foi avistado por alguns habitantes locais, e despertou a atenção de uma rica companhia em busca de material genético do espécime.

Eu gosto muito do Willem Dafoe como ator. Apesar dele ter cara de louco, acho que ele sempre se sai bem nos filmes. Neste aqui ele não foge à regra e consegue de maneira eficaz representar o papel de cara durão.

Outro ator presente no filme que também simpatizo é Sam Neil, que marcou minha infância com “Parque dos Dinossauros”. Aqui, ele novamente aparece vestido com trajes que relembram o seu papel no sucesso de 1994.

A trama do filme não é ruim, eu acho até que tem uma vazão ambiental maior que Avatar.

Por exemplo: claramente se viu no filme uma denúncia sobre a extinção das espécies e o desmatamento na região da Tasmânia. Uma pena que se perca um pouco no drama, o que deixa a algumas pessoas a impressão de que ele é muito parado.

Recomendo o filme para quem gosta daquela ação com mais conteúdo, sem tiros e balas. Afinal, o foco aqui é mais mostrar o relacionamento humano (a atitude final do caçador mostra bem isso).

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Roubo nas alturas (2011)

Comédia é uma dos gêneros mais difíceis de me agradar.
Quem me conhece, sabe que é muito raro eu gostar de filmes desses estilo – exatamente por casos como o do “Roubo nas Alturas”, que de um longa com potencial para ser engraçadinho (veja bem, já usei a palavra no diminutivo) se tornou uma comédia bem sem graça, que viaja tanto na maionese que em alguns momentos só nos resta a vergonha alheia.

Na trama, um empresário ganancioso (Alan Alda) aplica um golpe em diversos empregados de um rico prédio. Cabe então a eles buscar uma forma de ter o dinheiro de volta, nem que para isso tenham que fazer algo de maneira ilícita.

No elenco, temos dois marcos dos anos 80: Eddie Murphy (que não está se acertando com comédias faz tempo) e Matthew Broderick (o famoso Ferris de “Curtindo a Vida Adoidado”). Não bastassem essas duas estrelas das antigas, ainda têm o talentosos Alan Alda e o sem graça do “Ben Stiller”. Mesmo com toda essa galera, o filme acaba tão forçado que em alguns momentos ficamos mais tempo pensando “Não acredito que vão fazer isso!” do que de fato dando risada.

“Roubo nas Alturas” é um filme com início, meio e fim bem definidos: o diretor “Brett Ratner” parece que quis fazer uma história recheada de cenas de comédia e com um pouco de ação, e para isso seguiu à risca todos os filmes do gênero – é uma pena que ele não quis inovar. A minha recomendação é para quem gosta de filmes de grandes roubos e gosta de coisas forçadas, ou ao menos é fã de um desses atores de comédia que falei acima.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 27 de fevereiro de 2012
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pingando óleo

Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO..- Um gato em Paris (2011)

Esta animação francesa tem charme e roteiro bem simples.
Os traços são realmente interessantes e parece que têm harmonia com a trama – toda essas qualidades fizeram essa animação ser indicada ao Oscar.

A história mostra um felino com uma vida dupla: de dia ele é o animal de estimação de uma menina reclusa chamada Zoé (que perdeu o pai) e à noite ajuda Nico (um especialista em roubar casas).

Essa característica que os gatos possuem de serem tão independentes que podem ter tantos donos é bem explorada aqui, e ainda tem a atmosfera de Paris, que só ajuda a melhorar o enredo.

O interessante é que aqui não temos uma animação só para crianças, ela pode ser assistida tranquilamente por adultos. Eu, particularmente adorei o visual, e apesar da traminha ser bem simples e cheia de clichês, me peguei fascinado pelos desenhos. Com certeza uma ótima pedida para quem quer assistir uma boa e velha animação.

Postado por: Fábio Campos
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PROMOÇÃO

Nota do pasteleiro: /5

INDICADOS AO OSCAR 2012 – Melhor filme

Quer conhecer melhor os indicados ao Oscar desse ano? Então nos ajudamos, neste post você encontra a resenha de todos os filmes e se quiser deixa nos comentários sobre quem deve vencer na categoria melhor filme, então vamos lá:

A ÁRVORE DA VIDA

Poucas vezes me senti tão desencorajado a assistir um filme como foi o caso de “A árvore da vida“. Todo mundo que assistiu tinha alguma reclamação, sempre apontando que chegava ao absurdo o tanto que era parado e ainda tinha cenas tão confusas que não fazia sentido algum. Então, buscando entender essa revolta toda e a explicação da escolha do filme como candidato ao Oscar resolvi assisti-lo.

O enredo é sobre uma família americana clássica, e mostra as relações entre o filho mais velho Jack e seu pai Mr. O’Brien (Brad Pitt). O filme me lembrou muito “A Árvore dos Sonhos”, um longa estrelado por Kevin Costner com Elijah Wood.

O que irrita em “A arvore da vida” é a parte artística, sério mesmo o Terrence Malick parecia que estava pintando um quadro ao fazer o filme, colocou um fundo de ópera e deixou rolar uns vídeos sobre a criação do Universo, com direito a aparição de dinossauro e tudo, sinceramente isso deve ter um contexto que até imagino qual seja, mas que com certeza espantou muita gente, eu mesmo quase desisti.

Tirando essa viajada toda, a trama sobre a família é interessante, com o pai que quer amar os filhos e a esposa, e ao mesmo tempo tem que ser duro, a mãe que busca agradar tanto, mas não sabe conter e o filho que vive dividido entre o amor e o ódio pelo pai, e uma paixão platônica pela mãe.

Na minha opinião, a explicação por sua presença na lista de melhores filmes é exatamente essa parte artística que agrada em cheio quem tem primor por imagens e fotografia, mas que não agrada ao público em geral.

Escrito por Fábio Campos

CAVALO DE GUERRA

O diretor Steven Spielberg é aquele que sempre primava pela capacidade de trabalhar o lúdico de maneira impar, fazendo com que o espectador tivesse uma eterna viagem na imaginação ou em outros mundos, quando punha o pé no chão jorrava em nossa face verdades, vide Império do Sol e A Lista de Schindler.

Em Cavalo de Guerra o diretor não consegue nem um nem outro, fica no meio termo dando ao projeto uma cara Disney. O começo do filme é recheado de belas cenas, corriqueiro nos grandes épicos produzidos por Spielberg, mas que pela história vazia parecem imagens jogadas ao nada.

O jovem Jeremy Irvine não tem o carisma necessário para carregar o filme nas costas, o que por mais absurdo que possa soar, o destaque fica para o CAVALO, isso não é uma piada.

O destaque que salva e não deixa o filme devendo são as ótimas cenas de guerra, que ali fazem o diretor do “cinemão” brilhar e leva o espectador a perceber porque Spielberg sempre foi o maior criador de sonhos de Hollywood.

Não é um clássico, alias adentra a categoria de escorregões por causa do seu visual Disney, mas vale por um projeto leve e família.

Escrito por Rodrigo Moia

O HOMEM QUE MUDOU O JOGO

Sim, é clichê. Quem esperava que um filme de esportes com um líder (mesmo sendo interpretado por Brad Pitt) seria criativo, no mínimo nunca ligou a televisão na Sessão da Tarde.

O filme que é bastante técnico, mas que não chega a estragar a trama, afinal simplificando Peter Brand (Jonah Hill) cria um sistema que analisa os jogadores de beiseball e aponta quais vantagens eles tem e quais combinações seriam interessantes para um time campeão. O personagem do Brad Pitt é Billy Beane, um cara que contrata jogadores para os times (algo como o que o Eduardo Maluf e o Rodrigo Caetano) fazem no futebol e basicamente eles pegam um time que está uma porcaria e transformam ele em um time competitivo. Já vimos exemplos assim aqui no Brasil, como a equipe do São Caetano de uns anos atrás.

Bem, voltando ao filme, tenho que destacar que Brad Pitt está muito bem no papel principal. Um adendo sobre esse ator é que acho ele muito esforçado, o cara não usa só a aparência para fazer filmes, ele tenta se inovar e buscar papeis interessantes e diferentes de outros atores que só sabem fazer o mesmo tipo e usar o rosto bonito “COF Tom COF COF Cruise”. Ainda no elenco temos o gordinho Jonah Hill, que está fazendo sucesso com seu jeitão de bobão, sempre dá uma empatia.

Ainda no elenco está Philip Seymour Hoffman interpretando o técnico do time, mas está muito apagado no longa, parece que envelheceu muito depois de “Tudo Pelo Poder“. Creio que foi a maquiagem que deixou ele assim, mas mesmo assim fica complicado reconhecê-lo.

Então é isso pessoal, o filme é divertido, apesar de “clichê”, dá para reunir a família e vocês podem assisti-lo sem medo, nem cena de beijo tem, é aquele estilão que algum dia vai passar na Sessão da Tarde mesmo. Para quem for assistir repare como o Brad tá parecido com o Robert Redford no filme, já até falei disso aqui, mas acho que vale ressaltar.

Escrito por Fábio Campos

HISTÓRIAS CRUZADAS

Indicado ao Oscar em três categorias, Histórias Cruzadas conta a história das empregadas domésticas na década de 60, uma época em que o racismo reinava nas ruas de Mississipi e que essas trabalhadoras não tinham nenhuma perspectiva de vida. Porém, Skeeter (Emma Stone), revoltada com as atitudes da sociedade, decide escrever um livro com histórias contadas pelas próprias empregadas, sobre os ultrajes de suas patroas.

As indicações para Melhor Filme, Melhor Atriz (Viola Davis) e Melhor Atriz Coadjuvante (Jessica Chastain e Octavia Spencer) são mais do que merecidas. Aliás, todas as atrizes do elenco estão fantásticas, mesmo as que não foram indicadas. Viola me emocionou muito durante a maioria de suas cenas, e Octavia e Jessica, mesmo com toda a trama triste e revoltante do filme, conseguiram me fazer rir e aliviar a tensão.

O roteiro do filme faz com que o espectador pense sobre a situação dos negros, sobre a posição degradante que eram obrigados a ocupar e também mostra todas as humilhações que as empregadas sofreram das suas ‘elegantes’ patroas. Todas essas mulheres negras são batalhadoras no filme e tem a chance, graças a Skeeter, de colocarem todo o seu sofrimento para fora. Mesmo que anonimamente.

Indico esse excelente filme a todos que gostam de uma boa história, com conteúdo e boas atuações. Histórias Cruzadas está de parabéns, e conseguiu me emocionar fácil, já na primeira meia hora. Use essa trama também para refletir e pensar no racismo do nosso dia-a-dia, que mesmo em menor escala, ainda existe infelizmente.

Texto escrito por Marina Moia

TÃO FORTE E TÃO PERTO

Tão Forte e Tão Perto’ nos conta a trajetória de Oskar Shell (Thomas Horn (VI)) em busca de respostas sobre uma chave que achara junto com os pertences de seu falecido pai. Interpretado por Tom Hanks, ele sempre foi o tipo de pai que estimula o filho a ser curioso, a conhecer pessoas novas e a cabeça aberta. Quando o pai se vai, Oskar sente a necessidade de achar a origem da chave para que assim possa permanecer com o pai de alguma forma por mais tempo.

Amei esse filme por diversos motivos. É uma história sensível, com um toque de realidade na sua narração, feita pelo garoto. Aliás, a atuação do menino é de se destacar também. Thomas é maduro, mas não perdeu sua essência infantil, o que deixa sua performance com certo ar de inocência. O longa conta com participação de atores como Sandra Bullock, Max von Sydow (que foi indicado ao Oscar por esse mesmo filme) e Viola Davis (indicada por Histórias Cruzadas). Todos possuem grande química com o pequeno garoto.

Gostei muito também da fotografia de ‘Tão Forte e Tão Perto’, elemento que eu sempre observo muito nos filmes. Nova Iorque é bem retratada e tem um papel importante na jornada de Oscar Shell.

Para quem tem a sensibilidade aguçada e gosta de histórias de amor, esse filme merece sua atenção. Indico para todas as idades e todos os gêneros. Apenas deixe a caixa de lenço por perto.

Texto escrito por Marina Moia

O ARTISTA

O artista é um filme que vai gerar discussão, afinal ele tem toda aquela situação em que você o ama ou odeia, além disso, em uma era em que qualquer soco na cara é feito em 3D. A aposta por um filme em preto e branco, mudo e ainda uma comédia bem leve é arriscada.

O longa mostra a carreira de George Valentin (Jean Dujardin) um astro do cinema mudo, que durante uma entrevista sem querer lança uma nova estrela Peppy Miller (Berenice Bejo), o que ele não esperava era que com o surgimento do cinema falado a sua carreira iria afundar enquanto a carreira da estrela que ele descobriu iria se fortalecer.

Bem, indo direto ao ponto, se você tirar as homenagens e diversas referências que o longa faz ao cinema clássico, realmente é uma história chata e sem nenhum brilho, agora com um pouco mais de atenção aos detalhes e aos pequenos elementos que foram inseridos no filme como a pinta no rosto da atriz para deixar ela sensual, o fiel cachorrinho e a semelhança entre George Valentin e Clark Gable temos uma grande homenagem.

Não vejo “O artista” como um sucesso, pois mesmo no elenco temos poucos rostos conhecidos, os que reconheço são James Cromwell, John Goodman e Joel Murray (o irmão desconhecido do Bill Murray), mas suas presenças são pontuais. Creio que uma das melhores cenas do filme é a que mostra o sonho do personagem principal que brinca exatamente com a falta de som.

Recomendar “O artista” é complicado, e tenho certeza que várias pessoas que forem ao cinema vão sair reclamando, e creio que essa é sua maior dificuldade não é tão simples de ser aceito e já vem para o público em geral com um ideia que soa velha e sem graça, quando na verdade é uma homenagem.

Escrito por Fábio Campos

MEIO NOITE EM PARIS

Antes de começar a critica vou dizer, “Meia Noite em Paris“, na minha opinião, é o melhor filme entre os indicados ao Oscar. E olha que eu falo isso com base de quem assistiu a quase todos os seus concorrentes.

A história do filme é simplesmente bonita. Conta sobre Gil (Owen Wilson), um escritor frustrado com sua vida e com tudo que o cerca que de uma maneira mágica consegue conhecer o passado, nesse caso o da França de 1920, a época preferida dele.

Não sei quanto a vocês, mas eu sempre fui um cara sonhador, adoro viajar quando leio algum livro e especialmente quando ele tem passagens históricas fico me imaginando naquela época. Talvez por isso tenha gostado tanto desse longa, outros fatores que ma agradaram é a atmosfera de Paris e a forma como a magia acontece, por várias vezes já imaginei se não existia uma forma de ver o passado de algum jeito e maneira elegante como o personagem do Owen Wilson faz é simplesmente espetacular.

Outras circunstâncias que fazem o filme se muito bom é a forma como o Woody Allen conduz a história. Ele praticamente fez sua uma cópia no Gil, coisa comum nos filmes dele e que pode incomodar algumas pessoas, no meu caso eu achei muito interessante. Um outro fator positivo do filme são as presença de grandes escritores no filme, é muito interessante a forma como eles são retratados e é uma homenagem a literatura, música e as artes, acho que o Woody pegou tudo que ele gostava e resolveu colocar no filme.

Na minha opinião se você quer um ótimo filme para ver entre os candidatos ao Oscar a melhor escolha é “Meia Noite em Paris”. Além de bonito, tem um roteiro muito bom que sabe agradar, e não tenha preconceito com o Owen Wilson, afinal é só imaginar que é o Woody Allen, afinal no fundo é.

Escrito por Fábio Campos

OS DESCENDENTES

Matt King(George Clooney) é um advogado de sucesso. Morador do Havaí é herdeiro de uma antiga família de proprietários de terras estando, assim, a poucos passos de fechar a venda dos últimos terrenos herdados, o que lhe renderia um pagamento milionário, mas sua vida vira de cabeça para baixo quando sua mulher Elisabeth (Patricia Hastie) sofre um acidente marítimo e entra em coma. A premissa parece das mais comuns: bem sucedido no trabalho que para alcançar o sucesso pretendido acaba deixando a família de lado e, agora, após o acidente de alguém querido, precisa lutar para reaproximar-se de sua esposa e filhas, certo? Errado. Enquanto sofre para entender a mente de suas filhas Alexandra (Shailene Woodley) e Scottie (Amara Miller), pouco depois de receber a notícia de que sua esposa morreria, descobre que, nos tempos que antecederam o acidente ele fora traído.

Confesso que quando li pela primeira vez a sinopse do filme achei que estava em frente a um drama bobo e tendencioso, mas o filme de Alexander Payn nos surpreende. Não consegui identificar exatamente qual o ingrediente especial do filme, se é a decrescente de humor e drama que sutilmente é proposto no filme, se é sensibilidade tão pontual que cria uma atmosfera de realismo muito bem confeccionada, ou a excelente atuação dos atores, principalmente de Clonney que da vida a um personagem incrível, seja qual for (ou quais forem), alcançou o que pretendia.

Os Descendentes” é o tipo de filme que, após sair do cinema, te faz sentir aquela pequena amargura dentro de si a cada vez que relembra sua história, mas é isso que lhe faz ser tão interessante, esse poder que tem de te deixar abalar pela história.

Os Descendentes” é um filme sobre os rumos da vida. É um filme sobre a dor, sobre a família e sobre o amor mas, acima de tudo, um filme sobre a dor e nos mostra que mesmo dela se pode absorver alguma coisa, afinal, apesar de tudo a vida continua.

Se for fã de ação, passe longe. Se gostar de um bom filme de drama com roteiro bem trabalhado e cadência realista, esse filme é para você.
Até a próxima e “mahalo”.

Artigo escrito por Luiz Fernando Pierotti

A INVENÇÃO DE HUGO CABRET

UM CURSO SUPERIOR DE CINEMA.

Não, a frase não é um exagero! A invenção de Hugo Cabret, novo filme do sempre essencial Martin Scorsese é impressionante em vários sentidos.

O primeiro fator a chamar a atenção ao final do filme são as atuações soberbas de Ben Kingsley e Sacha Baron-Cohen, o veterano não precisa provar mais nada, qualquer boa atuação é só enfeite numa belíssima carreira, já o segundo deixa o ranço que os críticos têm por ele, pelo simples fato de ser um comediante, que vale ressaltar um dos melhores da atualidade.

Apesar dos belíssimos efeitos e direção primorosa, o filme se apoia e muito nas atuações, lançando o jovem Asa Butterfield e ainda contando com a quase veterana Chloe Grace Moretz (Olho nela, pois temos ai uma excelente atriz).

Scorsese é o grande merecedor do Oscar por acreditar em projeto ambicioso e por carregar em detalhes que valorizam e muito o cinema, transformando o filme numa viagem de 2 horas pela história da arte.

O diretor conseguiu transformar a fantasia infantil em sonhos adultos, tudo ali é permeado de imaginação e doçura, lógico, que contando com pequenos toques da realidade que tanto fugimos, como uma guerra por exemplo.

Uma verdadeira aula de cinema que temos a obrigação de assistir para aprender um pouco mais…

Texto escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 26 de fevereiro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO..- Tão Forte e Tão Perto (2011)

Tão Forte e Tão Perto’ nos conta a trajetória de Oskar Shell (Thomas Horn (VI)) em busca de respostas sobre uma chave que achara junto com os pertences de seu falecido pai. Interpretado por Tom Hanks, ele sempre foi o tipo de pai que estimula o filho a ser curioso, a conhecer pessoas novas e a cabeça aberta. Quando o pai se vai, Oskar sente a necessidade de achar a origem da chave para que assim possa permanecer com o pai de alguma forma por mais tempo.

Amei esse filme por diversos motivos. É uma história sensível, com um toque de realidade na sua narração, feita pelo garoto. Aliás, a atuação do menino é de se destacar também. Thomas é maduro, mas não perdeu sua essência infantil, o que deixa sua performance com certo ar de inocência. O longa conta com participação de atores como Sandra Bullock, Max von Sydow (que foi indicado ao Oscar por esse mesmo filme) e Viola Davis (indicada por Histórias Cruzadas). Todos possuem grande química com o pequeno garoto.

Gostei muito também da fotografia de ‘Tão Forte e Tão Perto’, elemento que eu sempre observo muito nos filmes. Nova Iorque é bem retratada e tem um papel importante na jornada de Oscar Shell.

Para quem tem a sensibilidade aguçada e gosta de histórias de amor, esse filme merece sua atenção. Indico para todas as idades e todos os gêneros. Apenas deixe a caixa de lenço por perto.

Texto escrito por Marina Moia

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de fevereiro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Conan, o Bárbaro (2011)

O último filme do cimeriano foi massacrado pela crítica e apontado por muitos como um dos piores filmes de ação do ano. Na minha opinião, os críticos realmente estão certos. Mas só tem um porém: o filme não foi feito para eles. Afinal, você acha realmente que um longa cheio de sangue e cabeças voando, com um elenco cheio de péssimos atores, poderia agradar a alguém?

E daí eu digo: “ SIIIIIIIIIIIIIIM!”, ele agrada em cheio quem vai ao cinema para curtir porradaria. As cenas são bem forçadas, as lutas são um mar de sangue e o Sr Jason Momoa faz o que se propôs a fazer.

Muitas das pessoas que viram o filme e odiaram são os fãs da primeira versão, aquela protagonizada pelo marombado Arnold Schwarzenegger. Essa antigueira, se fosse exibida hoje em dia, ia se equiparar à versão atual – os efeitos também não serem bons e os atores, bem esses nem preciso falar.

Então muita gente agora deve estar pensando: “Puxa, Pasteleiro! Então você gostou do filme? E tá querendo defender ele?” Aí que a coisa pega, eu não achei o filme bom nem ruim, é só mais um filme de ação. Talvez o seu maior pecado fosse usar o nome Conan, porque se não fosse por isso, talvez fizesse mais sucesso.

Vamos lá: o filme tem seus exageros? Tem sim.

Aparecem cenas forçadas, como cabeças piscando depois de decepadas? Tem também.
Os diálogos são ridículos, que até da vergonha? Também.

Mas vocês meus amigos, assistam “Comando para Matar” ou “Stallone: Cobra” e me digam: qual a diferença?

Eu recomendo o filme para quem quer ação sem pensar, sem pensar mesmo.
Mas aviso: não espere atuações boas, um roteiro bom ou qualquer coisa desse nível.
É só mais um filme que se não existisse esse negócio de “classificação por faixa etária”, um dia iria passar na Sessão da Tarde ou no Cinema em Casa.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 24 de fevereiro de 2012
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Nota do pasteleiro: /5

PINGANDO ÓLEO..- A Invenção de Hugo Cabret (2011)

UM CURSO SUPERIOR DE CINEMA.

Não, a frase não é um exagero! A invenção de Hugo Cabret, novo filme do sempre essencial Martin Scorsese é impressionante em vários sentidos.

O primeiro fator a chamar a atenção ao final do filme são as atuações soberbas de Ben Kingsley e Sacha Baron-Cohen, o veterano não precisa provar mais nada, qualquer boa atuação é só enfeite numa belíssima carreira, já o segundo deixa o ranço que os críticos têm por ele, pelo simples fato de ser um comediante, que vale ressaltar um dos melhores da atualidade.

Apesar dos belíssimos efeitos e direção primorosa, o filme se apoia e muito nas atuações, lançando o jovem Asa Butterfield e ainda contando com a quase veterana Chloe Grace Moretz (Olho nela, pois temos ai uma excelente atriz).

Scorsese é o grande merecedor do Oscar por acreditar em projeto ambicioso e por carregar em detalhes que valorizam e muito o cinema, transformando o filme numa viagem de 2 horas pela história da arte.

O diretor conseguiu transformar a fantasia infantil em sonhos adultos, tudo ali é permeado de imaginação e doçura, lógico, que contando com pequenos toques da realidade que tanto fugimos, como uma guerra por exemplo.

Uma verdadeira aula de cinema que temos a obrigação de assistir para aprender um pouco mais…

Texto escrito por Rodrigo Moia

Postado por: Fábio Campos
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