PASTEL NA CESTA

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL NA CESTA – Um ator que era da pesada

Antes de começar, quero deixar claro: o título teve toda a intenção de ser cafona. Eu queria mesmo zoar com as chamadas da Sessão da Tarde, afinal esse ator que eu vou falar é um marco nesses filmes. Para quem ainda não ligou os pontos, estou falando do grandalhão John Candy.

Eu sempre fui fã desse ator que fez clássicos, com sua aparência bonachona e cheio de expressões cômica. Para quem não sabe, esse cara não é americano e sim canadense – inclusive, no início ele teve a companhia de um astro chamado Rick Moranis, que anda sumido mas fez vários filmes nos anos 80, como “Querida, Encolhi as Crianças“.

O engraçado desse ator é que, apesar de obeso, ele tentou a carreira nos esportes. Porém, um problema nos joelhos o tirou dessa jogada.

O sucesso como ator chamou a atenção e ele logo foi para o cinema, onde começou a carreira em um papel não creditado no filme “O Verão que Passou“. Ainda trabalhou com Steven Spielberg em “1941 – Uma Guerra Muito Louca” e também fez uma participação “Os Irmãos Cara de Pau“.

O primeiro papel que lembro dele é no filme “Férias Frustradas” em que ele faz um guarda de segurança todo certinho – para quem não lembra ele contracena com Chevy Chase. Mas com certeza o papel que me fez guardar seu rosto foi o clássico “Splash – Uma Sereia em Minha Vida” no qual interpreta o irmão do personagem de Tom Hanks.

Sua sina de contracenar com astros em ascensão continuou com “Chuva de Milhões”, no qual o astro era Richard Pryor, no papel de um extravagante milionário.

O sucesso de Candy viria através de uma parceria com John Hughes (responsável por todos os filmes que você que está na faixa dos 30 anos como eu, assistia na Sessão da Tarde como “Curtindo a Vida Adoidado“, “Clube dos Cinco” e “Mulher Nota 1000“). O resultado dessa dobradinha foi o clássico “Antes Só do que Mal Acompanhado” uma grande comédia, que contava com Steve Martin como coadjuvante. Esse sucesso ainda renderia o ótimo “As Grande Férias“, aquela comédia fenomenal com Dan Aykroyd que tinha cenas icônicas como a do urso careca.

Outros filmes de menor sucesso dele são “Quem é Harry Crumb?“, “Mamãe Não Quer que Eu Case” além de “Quem Vê Cara não Vê Coração” filme em que contracenou com o menino Macaulay Culkin, com quem viria a trabalhar novamente no primeiro “Esqueceram de Mim“.

Deixei por último três grandes participações dele no cinema, que considero as mais marcantes de sua carreira, a primeira é na comédia “S.O.S. – Tem um louco solto no espaço” que é simplesmente uma das melhores sátiras de “Guerra nas Estrelas” que existe e conta com a direção do fenomenal do Mel Brooks.

O segundo filme que destaco é “JFK“: o filme é bom, mas o maior destaque é ver Candy atuando num papel mais dramático interpretando Dean Andrews.
E o meu último destaque é em “Jamaica Abaixo de Zero“, no qual ele rouba a atenção como “Irving ‘Irv’ Blitzer”, esse foi último filme de Candy lançado.

Infelizmente, para os admiradores desse grande ator, ele faleceu durante as filmagens de “Dois Contra o Oeste”, a causa da morte foi um ataque cardíaco. Ele atuou em cerca de 30 títulos para o cinema, vindo a falecer aos 43 anos, em 4 de março de 1994.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 30 de novembro de 2011
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PASTEL DE BANANA

Nota do pasteleiro: /5

PASTEL DE BANANA – Michael Cane

Qual a grande consagração de um ator? Eu não sou, mas com certeza o Oscar deve ser o auge para muitos, ter o seu trabalho reconhecido pelos membros da academia que apesar de injustos em muitos casos, tem um destaque internacional que faz com que qualquer ator desperte a atenção do mundo. Pois bem, Michael Caine recebeu esse honra em 1987 pelo seu papel em Hannah e suas Irmãs, com certeza um reconhecimento pelo seu talento. Esse foi seu primeiro prêmio, o segundo viria somente em 2000 com “Regras da Vida”. Agora vocês devem estar pensando, mas porque será que o nosso querido “Pasteleiro” está falando tanto do Oscar em uma coluna que fala sobre filme ruins que bons atores fizeram?

A explicação meu amigo, é simples. Em 1987, o Sr Caine não pode receber o Oscar e a razão é muito simples: ele estava filmando “Tubarão IV – A Vingança“. Não estou me enganando não, é o 4º longa da série. Depois do primeiro que foi um sucesso, e marcou a carreira de Steven Spielberg, fizeram uma quadrilogia e o ator acabou nessa enrascada.

Confiram abaixo o trailer do filme:

E ai, será que ele escolheu bem? Sempre me disseram que os atores coadjuvantes que ganham o Oscar acabam afundando a carreira depois. Esse não é o caso, mas que com certeza foi um mico, isso sim.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 25 de novembro de 2011
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SUCOS DO RODRIGO

Nota do pasteleiro: /5

SUCOS DO RODRIGO – O Beatle calado ou o gênio inquieto?

Ter a sua sombra John Lennon e Paul McCartney foi uma das tarefas mais ingratas que um ser humano pode passar, imagina quando você é calado e costuma refletir sobre tudo e todos.

Para corrigir esse erro Martin Scorsese esmiúça nos mínimos detalhes a vida do gênio inquieto, da sua entrada no quarteto de Liverpool até o seu falecimento.

É impressionante ver a capacidade que George tinha em ser amado e ao mesmo tempo ser incompreendido, vide o período aonde o mesmo buscou uma espiritualidade que muitos não entenderam, vale uma observação ao fato do mesmo ter bancado um disco de Hare Krishina.

Ao assistir Living in The material world somos de certa forma abençoados com a espiritualidade e paz de espírito que Harrison tanto pregava através de histórias sobre bondade, caridade e amor ao próximo, tudo que era dito em suas canções era aplicado em seu dia a dia.

São momentos até engraçados encontrados principalmente quando descobrimos que A Vida de Brian filme épico e clássico do grupo inglês Monty Python foi bancado totalmente pelo ex-Beatle através da hipoteca de uma de suas propriedades.

Ao começar essa viagem estava muito ansioso para ver o que Eric Clapton, Paul, Ringo e Yoko Ono diriam sobre George, e estava certo em ter essa sensação, os quatro acabam roubando um pouco do filme com depoimentos profundos e acaba sendo até surpreendente ver Ono elogiar e se mostrar tão afável quando fala do músico.

Mas depois de quase 3 HORAS de documentário o melhor fica por último, tente não se emocionar com os depoimentos dos Beatles remanescentes e da mulher de Harrison.

Living in The Material World é necessário em todos os sentidos, primeiro para se conhecer uma figura muito importante para a música como vemos atualmente e segundo para corrigir um erro histórico, de que os Beatles eram formados por John Lennon e Paul McCartney somente, o que é um absurdo, ali na guitarra calado havia um gênio em ebulição.

Postado por: Fábio Campos
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KARAOKÊ DO PASTEL

Nota do pasteleiro: /5

KARAOKÊ DO PASTEL – Dolph Lundgren

Dolph Lundgren é um ator bem limitado, vide seus maiores filmes “O
Justiceiro
“, “Soldado Universal” e “Rocky IV“, todos péssimos. Atualmente ele retornou em evidência com o filme “Mercenários” no qual apresentou à gerações futuras seu péssimo jeito de falar e atuar. Porém, o que poucas pessoas sabem é que ele é muito inteligente tendo mestrado em engenharia química, além de ter sido convidado para estudar no MIT. O que não sei é porque motivo ele resolveu que isso não era para ele e se arriscou na arte de interpretar. Inclusive é bom lembrar que ele também é lutador de artes marciais, então um homem tão cheio de talentos não podia deixar de…cantar. Isso mesmo, ele canta também e ainda uma música do Elvis.

Não acreditam? Então vejam abaixo a performance

E ai acham que ele é bom ou que nem nem pato que é um bicho não faz
nada certo (não nada direito, não voa direito e nem anda direito). Uma
curiosidade para quem não sabe ele não é russo e sim sueco.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 23 de novembro de 2011
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fritos na hora

Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Contra o Tempo

Filme com roteiro bom é assim: você não consegue achar comparação. Poderia dizer que “Contra o Tempo” se parece com Matrix, mas não é isso, talvez seja um pouco de “Avatar” ou mesmo “Dejavu”, porém em todos os casos não seria um exemplo preciso. Eu tenho mesmo que admitir que o filme é original e provavelmente um dos melhores do ano.

A história é bem diferente. Um piloto que estava em uma missão no Afeganistão acorda no corpo de outro homem, um professor que está em um trem que irá explodir em 8 minutos. O astro do filme Jake Gyllenhaal já tem experiência em filmes com essa temática de viagens no tempo e pirações desse tipo, vide o clássico Donnie Darko. Então foi realmente uma satisfação poder reconhecer que ele novamente se deu bem com o tema.

“Contra o Tempo” é um daqueles filmes que saem por aqui e você acaba não assistindo, mas que com certeza valeria muito mais a pena que vários filmes que eu vi esse ano. Talvez um elenco sem grandes apostas tenha enfraquecido o chamariz do público, ou mesmo a história que não é tão mastigadinha, porém quem foram os poucos que se arriscaram não devem ter do que reclamar.

Grandes filmes acabam ficando escondidos, em tempo em que temos em Sorocaba 8 salas exibindo “Amanhecer“, uma vergonha para quem gosta de cinema de verdade. Acredito que temos espaço para filmes comerciais sim e também para longas voltados para adolescentes, mas é triste ver tantas salas de cinema dando atenção a esse tipo de longa.

A minha dica é para você que quer um filme diferente, com um roteiro original e que foge do lugar comum se arrisque e alugue “Contra o Tempo”, eu sei que o fiz e não me arrependo. Se você se sentir traído pelo meu comentário eu o convido a deixar seu comentário aqui embaixo me criticando.

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Premonição 5

Premonição é uma das minhas sequencias de terror preferidas. Sério mesmo, eu não sou muito fã de personagens mascarados e coisas do gênero. Porém, por ser um cara cuidadoso sempre tive medo de acontecer coisas absurdas que me levariam a morte, tipo uma faca virada para cima num escorredor, que após um tombo poderia resultar em tragédia ou mesmo uma poça de água no corredor que me levaria a um tropeço fatal.

Devo admitir que a minha admiração pela série parou no terceiro filme, que apesar de ser bem tosco ainda me entusiasmou muito com o acidente, perdendo somente para o segundo filme que tem a cena do acidente na estrada. A minha maior decepção foi com o quarto longa. Quem leu a minha crítica aqui sabe as razões. Pois bem, resolvi me arriscar com o quinto filme para ver qual seria o meu julgamento. De começo já digo que achei o acidente bem fraco, foi muito efeito e pouca ação, parecia que queriam mais mostrar sangue do que fazer algo bem legal.

A sinopse é a mesma: um carinha qualquer tem uma visão e salva todo mundo, claro que isso não podia passar impune pela Morte que resolve matar todos os sobrevivente, e é claro que o que não poderia faltar era a assinatura da franquia: as mortes absurdas. Nesse filme em questão o pessoal estava calibrado, foram das mais simples as mais absurdas. Eu como sádico confesso cai no riso em muitas das situações absurdas. Antes que me julguem creio que o filme tinha mesmo esse objetivo, afinal colocaram o ator de comédia David Koechner, que cria cenas muito engraçadas, só acho que deviam ter zoado mais na morte dele.

O bom do filme, ao contrario do 3º e do 4º que possui ligação com os outros, pode ser considerado uma trilogia, completado pelo segundo e primeiro filmes da franquia. Além disso temos a volta do Tony Todd aquele cara sombrio que parece trabalhar para a morte. O longa ainda é cheio de várias referências aos outros filmes com os personagens tendo sobrenomes de mestres do terror como Friedkin, Hooper, Lawton, Harper e Lappman, e o terceiro filme tinha uma música que avisa quando algo de ruim ia acontecer, nesse também temos a mesma situação. O tema desta vez é “Dust in the Wind” de Kansas. Outra coisa que gostei é uma nova regra para escapar da morte e claro o final do filme que tem uma sacada fenomenal.

Na minha opinião o filme é ruim, mas eu gosto desse estilo e vou ver sempre que sair um novo “Premonição” na franquia. Afinal, com um roteiro como esse e com mortes como essas, existe coisa mais divertida?

Postado por: Fábio Campos
Frito em 21 de novembro de 2011
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – O Poder e a Lei

Gosto de filmes de advogados e por isso resolvi dar uma chance para esse longa estrelado por Matthew McConaughey. Achei que era um desses filmes de tribunal que apesar de clichê eu adoro, bem ao estilo Lei e Ordem. Porém, para minha surpresa, e infelizmente desapontamento, me deparei com um filme policial bem forçado.

O poder e a lei” conta a história do advogado Mickey Haller (Matthew McConaughey) especialista em livrar “culpados” da cadeia, ou como falamos o famoso advogado “porta de cadeia”. A trama é toda focada em Mickey, mostrado o tempo todo como um macho alfa que raramente perde o controle, inclusive quando frente a frente com uma gangue de motoqueiros. A sua vida muda quando se depara com o caso de um playboy acusado de assassinato, surge então a dúvida: será mesmo que ele está diante de um inocente?

Creio que o filme poderia ser mais explorado com uma trama em que as dúvidas ficassem mais tempo no ar, porém parecia que a ação tinha que acontecer logo. O personagem de William H. Macy que parece ser interessante tem logo seu fim decretado, e a partir daí a trama vira um jogo de gato e rato em que o que não acaba são os clichês. Não sei porque, mas a presença de Ryan Phillippe no elenco não ajudou em nada. Ele tem um jeito arrogante conseguido da época de “Segundas Intenções“, mas mesmo assim é limitado como ator e o embate com o também limitado McConaughey não ajuda em nada. Dó mesmo só tive de dois atores mais talentosos, no caso a eterna mulher desiludida Marisa Tomei e o competente Bryan Cranston, mais conhecido por seu papel em Breacking Bad.

Na minha opinião o filme poderia ser um desses de tribunal clichê, que eu acho mais interessante, mas preferiu caminhar para um lado mais policial, apostando em um personagem malandrão como protagonista, estratégia que poderia dar mais certo se fosse um ator mais competente. Fica a dica para quem quer ver um filme policial em que o roteiro anda longe da originalidade.

Postado por: Fábio Campos
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – Somos Marshall

Quem nunca assistiu algum filme contando a história de superação, aquele time ou atleta que encontra forças para virar o jogo e levar a vitória? Bem, de fórmulas como essa o cinema está cheio. Poderia ficar listando filmes por um bom tempo, na verdade já fiz isso em um post, para quem não conferiu, vale relembrar clicando aqui.

Toda essa introdução é para falar de “Somos Marshall“, o filme da história de um time de futebol americano que após uma derrota, acaba morrendo….ops agora é que você para e se pergunta, eu digitei algo errado? Não meu amigo, não digitei não, a história é assim mesmo e o pior: é baseada em fatos reais, o time da universidade de Marshall acaba morrendo em um acidente de avião, e só restam 4 atletas que estavam machucados. A cidade do time então fica dividida ente o luto e a dor e não sabe se faz ou não um novo time. Depois de muita discussão, eles resolvem convocar atletas para formar um novo time de futebol americano e o desafio do técnico é transformar luto em superação.

Já vou avisando: o filme é clichê mesmo. Os caras vão superar o passado e ganhar várias partidas, mas nunca, jamais ganharão um campeonato. Afinal, o técnico Jack Lengyel (interpretado pelo galã Matthew McConaughey que está bem feio no longa) não é o tipo “vencedor”, mas sim um “motivador” no estilão Renê Simões. O impressionante é o elenco, repleto de atores conhecidos, entre eles o Matthew Fox (Jack de Lost), Ian McShane (o Barba Negra do último Piratas do Caribe), January Jones ( a Emma Frost de X-men Primeira Classe) e também o Exterminador Robert Patrick, são tantas estrelas no filme que você mal tem tempo de se apegar aos personagens. Na minha opinião, esse é o maior defeito do filme.

Não vou dizer que não gostei, mas não é o tipo de filme que você não vê oito vezes. Posso dizer que passa longe de ser um clássico, mas aposto que vai fazer muitas pessoas emotivas se emocionarem, recomendado para motivadores e esportistas.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 18 de novembro de 2011
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – London River – Destinos Cruzados

Parado, mas com história e uma carga dramática muito boa. Essa é uma definição que cai bem para o filme “London River – Destinos Cruzados“, provavelmente não é a melhor opção para você alugar, ou aquele filme que você estava esperando sair no cinema, para quem tem uma internet rápida, uma boa é baixar o filme online. O motivo de tanto desdém é porque o elenco não tem atores famosos, seu roteiro é direto e a história se constrói em sua simplicidade.

O longa conta a história de Elizabeth Sommers (Brenda Blethyn), uma protestante do interior com todas as suas crenças e convicções, que após o atentado que explodiu ônibus e metrôs em Londres, parte para “capital” em busca da filha. Situação semelhante a do africano Ousmane (Sotigui Kouyaté), um negro muçulmano com uma aparência exótica que tem como meta trazer o filho que ele não vê há muitos anos, de volta para casa.

O que faz o filme crescer aos poucos é a relação dos protagonistas, em uma Londres bastante heterogênea, na qual não faltam imigrantes, em especial muçulmanos, vamos aos poucos enxergando o mundo aos olhos de Elizabeth, uma mulher carregada de preconceitos, que ao se deparar com a vida da filha com o namorado, se sente cada vez mais excluída. A mulher acaba descarregando toda essa frustração sobre a figura de Ousmane, creio que a presença do personagem foi pensada para incomodar mesmo. Ele tem um visual que destoa, com um cabelo diferente e uma imagem assustadora, na verdade ele é só um pai que também está em busca do filho. Mesmo sofrendo algum preconceito da polícia, não vemos sinais de ódio em nenhum momento.

O que gostei é que Londres é mostrada de maneira crua, como qualquer cidade, sem astros e pessoas lindas andando pelas ruas, mas sim um caldeirão de raças carregado de preconceitos, esse é um daqueles filmes profundos que não devem ser assistidos ao acaso e sim compreendidos. Fica como dica para quem quer mais atuação e menos ação. Uma curiosidade é que o ator Sotigui Kouyaté morreu pouco depois do filme lançado, mas teve tempo de vencer um Urso de Prata por sua atuação.

Postado por: Fábio Campos
Frito em 17 de novembro de 2011
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Nota do pasteleiro: /5

FRITOS NA HORA – A morte e vida de Charlie

Sabe quando você está em dúvida sobre um filme valer a pena ou não? Bem, esse foi meu dilema com “A morte e vida Charlie“, com um astro teen da pior espécie, nesse caso o sem sal Zac Efron (um Justin Biber 1.0) Eu me senti tentado a desprezar o filme, apesar da curiosidade em relação ao tema, afinal sou fã de filmes que envolvem sobrenatural ao estilo “Ecos do Além” e “Sexto Sentido“, por isso em uma tarde resolvi dar uma chance ao longa.

A história é até interessante. Um rapaz chamado Charlie que é super mega blaster amado por todos, bonitão e grande esportista e interpretado adivinhem por quem? Sim, ele mesmo: Zac Efron, que no filme tem como maior amigo e companhia o seu irmão mais novo, um menino chamado Sam (Charlie Tahan). O amor fraternal corre solto no início do longa, obviamente com um show de atuação do menininho em cima de Zac. Porém, após um terrível acidente de carro, o garotinho morre, equanto Charlie fica entre a vida e a morte, sendo ressuscitado por um enfermeiro (o decadente Ray Liotta). Ai, como é de praxe, quando se volta da morte nos filmes automaticamente se pode falar com os espíritos, que é o que acontece na história.

Bem, como disse fiquei meio com receio do filme ser bem “Crepúsculo“, mas no final a história é bem mais pé no chão. Tinha lá suas cenas de romance, mas pelo menos ninguém brilhava, a ideia era mais fazer as pessoas se comoveram que saírem apaixonadas. Sendo assim até que a mensagem foi legal, tirando o protagonista. Um adendo ao longa é que existe uma coisa muito bizarra que acontece no filme entre a paquerinha do Charlie.

Na minha opinião o filme é um genérico da comédia “E se fosse verdade“, que tenta se vender como filme de adolescentes. Eu recomendo para quem quer passar o tempo com uma história simples de amor. Uma curiosidade é que além do Ray Liotta também temos a sumida Kim Basinger que aparece bem pouco.

Postado por: Fábio Campos
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